Início Livros O menino que enganou Mengele

O menino que enganou Mengele

A narrativa de Miki é cheia de aventuras e vitórias. Conforme o leitor vai prosseguindo, ele vai experimentando fortes emoções e mal consegue tirar o olho do texto. Há uma mistura de sentimentos, tais como consternação, choro, risos, vibração e satisfação.

Descrição

Ao terminar minha leitura, pensei, “Wow! What a story! Contatei Miki, por email e pedi autorização para traduzir seu livro para a língua portuguesa. Meu desejo é espalhar sua trajetória para o maior número de pessoas.

Primeiro, porque se trata de mais um conto verídico e comovente do Holocausto. Segundo, apesar de triste e violenta, sua história nos faz chorar, rir, refletir e provoca inspiração. Ela prova que sempre há a possibilidade de realizarmos nossos sonhos, não importa quais sejam os obstáculos que temos que enfrentar.

Miki é um menino judeu que nasceu em Levice, na Checoslováquia. Ele vivia uma infância feliz, com sua família bem estruturada. Ele frequentava a escola local e brincava com seus amigos judeus e cristãos, sem saber que havia preconceito racial no mundo.

Logo no início da II Guerra Mundial, em 1939, a Hungria, que era aliada de Hitler, invadiu a Checoslováquia e começou a implantar leis que, gradativamente, restringiam a liberdade da comunicade judaica. Os judeus foram obrigados a usar a estrela amarela nos braços, não podiam mais possuir seu negócio próprio, foram expulsos de suas casas e empurrados para pequenos guetos, superlotados.

O preconceito tomou sua forma mais exacerbadas quando esses infelizes foram expulsos de sua cidade, e deportados para os campos de concentração. Os judeus e outras minorias eram transportados em vagões de animais, que acabaram por se tornar o símbolo do período mais cruel e brutal de nossa civilização.

Dentre os inúmeros campos que receberam os odiados de Hitler, o mais famoso foi o Aushwitz-Birkenau, que ficou mundialmente conhecido como uma indústria de assassinatos em massa. Mike chegou lá, num daqueles trens, apenas algumas semanas depois da páscoa de 1944, juntamente com sua família e com o resto da população judaica de Levice.

Ele nos conta os pormenores da seleção que era feira na chegada dos trens. À esquerda, os velhos, os enfermos, as crianças e as mamães com seus bebês nos braços eram imediatamente enviados às câmaras de gás e em seguida, para os crematórios. À direita, ficavam os que se mostravam fortes suficientes para serem aproveitados para trabalho escravo.

Mais tarde os aliados bombardearam as fábricas e Miki enfrentou várias “Marchas da Morte”, passando por outros campos como, Mauthausen-Gusen, na Áustria. Então, chegou o momento em que a única esperança era aguardar pela liberação dos campos e batalhar para manter-se vivo, a fim de ver a derrota nazista.

A narrativa de Miki é cheia de aventuras e vitórias. Conforme o leitor vai prosseguindo, ele vai experimentando fortes emoções e mal consegue tirar o olho do texto. Há uma mistura de sentimentos, tais como consternação, choro, risos, vibração e satisfação.

Quando Miki termina suas palestras no Museu da Tolerância, em Los Angeles, todos os ouvintes vêm lhe pedir um abraço carinhoso de agradecimento. Miki consegue provar que, por piores e mais trágicas que sejam as circunstâncias em que vivemos, se nos esforçarmos com coragem e determinação, sempre é possível vencer e construir vidas amorosas e felizes.

Repetindo William L. Simon, a história de Miki é forte demais para não fazer parte dos registros permanentes do Holocausto.

Print Friendly, PDF & Email

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Apenas clientes logados que compraram este produto podem deixar uma avaliação.