| Yom Hazikarón LeChaialei Tzaha"l u le Nifgaei Peulot Haterror |
| Dia de Lembrança dos Soldados e dos Civis que morreram nas Guerras de Israel e nos atentados terroristas.
Nestes dias prévios a Iom Haatzmaut, comemorando 59 anos de Independência de Israel, me vem à memória o acontecido na última visita a Israel com o pessoal que participava do programa Derech Israel. Entrando no Hechal Haatzmaut, na casa onde foi declarada a Independência, vem à mente a véspera do Shabat de 5 de Yiar de 5708, quando o pensamento de todos os judeus do mundo se voltou ao obscuro prédio do Museu Municipal de Tel Aviv, onde se encontrava reunido o Conselho do Povo. Todos aguardavam com expectativa as palavras que dali viriam, dissipando assim as nuvens de dúvidas e abrindo-se o caminho para a luz. No meio da mesa, David Ben Gurion levantou-se e exclamou com voz firme: "Am Israel chai be Israel!" - "O povo de Israel vive em Israel"! E continuou dizendo Ben Gurion: "Em Eretz Israel nasceu o povo judeu, ali forjou sua estampa espiritual, religiosa e política, ali criou os valores culturais e humanos e legou à humanidade o Livro dos Livros, o Tanach. É um direito natural do povo judeu de ser como todos os povos, dono de si mesmo na sua pátria ancestral". O Estado Judeu foi uma realidade, o sonho de Herzl tornou-se realidade. Mas assim como não existem luzes sem sombras, também não há alegria sem dor. Na histórica sessão solene do primeiro Conselho Provisório do Governo, composto por 34 membros, junto com a proclamação do Estado Judeu, se rendeu homenagem aos heróis que deram suas vida pela restauração nacional: os Macabeus e os Bar Kochbas que se levantaram no Gueto de Varsóvia e em todos os Guetos; os jovens caídos em Éretz Israel, nas etapas prévias a concretização de um ideal. Assim foi e continua sendo o destino histórico do nosso povo: "Meavdút lecherút" - da escravidão para a liberdade - ,"Meafelá leor gadol" - das tinieblas a luz radiante. Quando o Estado Judeu passou de um sonho a uma realidade palpitante, reconhecida pelas grandes potencias, decenas de milhas de "olim" - imigrantes a Israel- atravessaram livremente os mares desde todos os rincões do planeta, rumo a terra sonhada. Essa noite, véspera do Shabat, o Rabino Maimon, um dos máis importantes asesores de Ben Gurión, declarou solenemente desde a tribuna, em meio do silencio: --"Este Sábado, por primeira vez em 2000 anos, as velas da judeidade que habita a Terra Santa se acederam no território do Estado Judeu". No dia seguinte as pessoas dançavam nas ruas, a alegria não tinha limite, as ruas amanheceram cobertas de bandeiras. Muitas guerras se passaram desde então, e junto com o crescimento e construção, anos mais prazerosos e outros mais difíceis. Não faltaram atentados terroristas, mais o país continuou crescendo em todas as direções. O tratado de Paz firmado em Camp David em 1979 entre Egito e Israel deu início a um processo de Paz com seus altos e baixos, assim é a nossa história: alegrias e tristezas, luzes e sombras. Nós, por nossa parte, só podemos nos augurar do que expressa a velha frase: "Leshaná haba-á birushaláim habnuiá" - "O ano próximo em Ierushalaim reconstruída". Amen Ve'Amen! Iehuda Gitelman, Líder Espiritual Centro Israelita de Porto Alegre |
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