Denúncia de anti-semitismo na mídia da Venezuela
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O presidente da comunidade judaica da Venezuela Abraham Levy Benshimol afirmou que a vinculação diplomática do presidente Chaves com seu colega iraniano Mahmoud Ahmadinejad gera preocupação. O dirigente falou também dos focos de anti-semitismo nos meios oficiais de rádio e televisão `São provenientes de programas transmitidos no canal oficial Venezuelano de Televisão, na Rádio Nacional da Venezuela e na emissora YVKE Mundial`, detalhou. Há também os jornais afinados com o governo que assumem posições anti-semitas como o diário VEA e o portal de notícias Aporrea.org. Em nove anos de governo, a comunidade conseguiu duas entrevistas diretas com o mandatário e manteve contatos importantes como os com o ex vice-presidente José Vicente Rangel e o ex ministro da Defesa, Raúl Baduel.

No entanto, considerou o presidente da Confederação de Associações Israelitas da Venezuela (CAIV), as reclamações que realizamos nos casos de anti-semitismo `não encontraram eco` junto às autoridades. `Este governo tem dificuldades por não estabelecer pontes com importantes setores do pais, como os produtores e a Igreja, e a comunidade judaica não é uma exceção`. Sobre a invasão do Clube Hebraica de Caracas, em novembro passado, a comunidade não recebeu resposta por escrito sobre os pedidos de explicação. A Justiça local está investigando se existiu alguma irregularidade ou excesso na operação policial. Ao final, Benshimol assinalou que a comunidade judaica da Venezuela, integrado por pelo menos 12 mil pessoas `aspira continuar vivendo em condições dignas de respeito a sua condição minoritária, o que tem sido sempre uma das características mais positivas da sociedade venezuelana`. Infobase/AJN


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