Israel homenageia os heróis da Segunda Guerra do Líbano

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Eles arriscaram sua vida, sob fogo cerrado. Mesmo feridos, continuaram a lutar. Israel homenageia os heróis da Segunda Guerra do Líbano. Os 35 soldados receberam menção e condecoração pela coragem demonstrada durante a guerra. A atmosfera festiva foi discreta, em sinal de respeito às famílias dos caídos e o Chefe do Estado Maior, Gen. Ashkenazi, envia mensagem explícita aos que se isentam do serviço militar: Envergonhem-se!

A seguir, algumas histórias de heroísmo...

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Capitão Hanoch Daube – Agraciado com a Medalha de Coragem

"Em suas ações, o Capitão demonstrou suprema coragem, um espírito de voluntariado exemplar, determinação, dedicação, iniciativa e liderança. Por seus atos, foi agraciado com a Medalha de Coragem."

Em 8 de agosto de 2006, um soldado do Batalhão 35 de Reconhecimento foi ferido durante a batalha de Bint Jbeil. Ao perceber que era impossível remover o soldado ferido, o Comandante da Brigada 35 dirigiu-se ao Comandante do Batalhão de Blindados 53, que operava nas proximidades, e pediu ajuda para evacuar o soldado vitimado. O Capitão Hanoch Daube, comandante de uma companhia do corpo de blindados, oferreceu-se para essa missão, dirigindo-se para o local em um só tanque, sabendo que as chances de sua viatura ser atingida durante a operação eram extremamente grandes. Apesar de não saber a localização exata do ferido, e sem retaguarda, o Capitão Daube partiu para Bint Jbeil, dirigindo o tanque por uma encosta íngreme, sob fogo constante, até um terreno elevado, em platôs, e guiado por um UAV (veículo aéreo não tripulado). Em meio ao caminho, seu tanque foi atingido por morteiros a curta distância, que resultaram na interrupção da comunicação tanque-UAV. O comandante do Batalhão 53 continuou a guiar o Capitão Daube pelo rádio. Quando este alcançou o ponto de contato, pediram-lhe que esperasse pela chegada de mais um soldado ferido. O Capitão esperou cerca de trinta minutos em uma área armada, sob fogo cerrado, até que o batalhão de reconhecimento o alcançou. Ele evacuou um médico e dois soldados – um morto e outro em estado crítico. No caminho de volta, o tanque foi novamente atingido, desta vez por quatro mísseis antitanque. Durante os repetidos ataques, dois membros da tripulação do tanque do Capitão Daube foram feridos. Ele próprio foi atingido por estilhaços de bomba em todo o corpo, perdendo a audição. O rádio do tanque também foi atingido, ficando fora do ar. O Capitão Daube insistiu em continuar a conduzir o tanque sob condições quase impossíveis, enquanto tentava conter a hemorragia de um ferimento no pescoço de um de seus homens e pressionava o condutor-tanquista a seguir abrindo caminho. Em suas ações, o Capitão demonstrou suprema coragem, um espírito de voluntariado exemplar, determinação, dedicação, iniciativa e liderança. Por seus atos, foi agraciado com a Medalha de Coragem.

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Sargento do Estado Maior Dimitri Kamshilin – Agraciado com uma Citação do Chefe do Estado Maior

“Em suas ações demonstrou espírito de luta, coragem sob bombardeio, perseverança e dedicação a seus camaradas-em-armas. Deu um exemplo pessoal e demonstrou verdadeira amizade por seus pares”.

De mecânico a piloto de combate - Até onde vai sua lembrança, o Sargento do Estado Maior Dimitri Kamshilin recorda-se de querer ser soldado de combate. Suas ações, na Segunda Guerra do Líbano, trouxeram à tona e comprovaram seu espírito de luta, ainda que ele não tivesse iniciado seu serviço militar nas FDI como soldado regular de combate. Kamshilin, mecânico de tanques no Batalhão Eshet, queria lutar e, antes mesmo da batalha no Uádi Saluki, em 12 de agosto de 2006, manifestou esse desejo e pediu a seus comandantes que o autorizassem a participar ativamente da batalha. Não tardou a oportunidade para ele comprovar sua determinação, na batalha de Saluki, quando os tanques israelenses em campo começaram a ser atingidos, um após o outro. Kamshilin estava a bordo de um dos que conseguiram não ser atingidos. Ele rapidamente abandonou o tanque e viu que todos os veículos blindados a seu redor estavam em chamas. Sem pensar duas vezes, Kamshilin, corajosa e repetidamente, entrou nos veículos em chamas, sempre sob intenso bombardeio, na esperança de conseguir remover os soldados feridos, alguns dos quais em estado grave e inconscientes. Kamshilin não titubeou por um momento sequer, colocando sua própria vida em grande risco durante a intensa batalha, e, apesar da ameaça constante das bombas sobre os tanques, que podiam explodir a qualquer momento. Ele continuou, sem medo, e apesar de ter inalado enorme quantidade de fumaça e estar a ponto de desabar, Kamshilin salvou a vida de seus amigos de batalhão. O Sargento de unidade do Estado Maior Kamshilin foi agraciado com uma citação por “seu espírito de luta, iniciativa, coragem sob ataque, perseverança e devoção aos companheiros, bem como pela demonstração de amizade e de exemplo pessoal”.

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Capitão Médico Dr. Saab Haitem: Agraciado com uma Citação do Chefe do Estado Maior

“Ele demonstrou dedicação à missão, responsabilidade, profissionalismo, exemplo pessoal e amizade, prudência e sensatez, engenhosidade e dedicação a seus camaradas”.

Oficial Médico de Companhia na Brigada Golani, ferido enquanto salvava vidas - O Capitão Dr. Saab Haitem, médico no quartel-general do Corpo Médico, foi ferido enquanto tratava de soldados a quem conhecera poucas horas antes. Ele se voluntariou para acompanhar os soldados da unidade especial de infantaria Orev, da Brigada Golani, entrando em uma batalha na qual permaneceram longas horas. Durante o ataque, vários soldados sofreram ferimentos de diferentes graus. O próprio Dr. Haitem foi ferido nos olhos, tendo ficado com a visão seriamente afetada. Ele suportou os ferimentos de estilhaços de bombas em todo o corpo e perdeu parcialmente a audição, devido às fortes explosões. Apesar de suas graves lesões, o Dr. Haitem recusou-se a ser evacuado, permanecendo na área para tratar de dez soldados feridos, valendo-se apenas de seu tato e da confiança nos que o rodeavam para, tateando, identificar os ferimentos e prestar-lhes primeiros socorros. Quando o tanque chegou para evacuar as baixas, o Dr. Haitem recusou-se a partir até que o último dos feridos fosse removido da área. Na realidade, o médico, praticamente cego, permaneceu durante outras 24 horas, junto com as tropas, após ser ferido. Ele foi agraciado com uma citação por ações que demonstraram sensatez e prudência, engenhosidade e dedicação a seus camaradas, persistência em sua missão, responsabilidade, profissionalismo, amizade e exemplo modelar.

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Sargento do Estado Maior Yaacov Ben Atia – Agraciado com a Medalha de Coragem

“Ele demonstrou dedicação à missão e determinação em vencer; responsabilidade, exemplo pessoal, profissionalismo, amizade, espírito de luta, excelência na liderança, perseverança e bravura”.

Comandante de Esquadrão de Pára-quedistas, lutou em Aita al-Shaab - O Sargento do Estado Maior Yaacov Ben Atia, de 22 anos, ainda custa a acreditar que esteja prestes a receber uma Medalha por Destacados Serviços, por sua participação na Segunda Guerra do Líbano. “Entendi que ia receber uma citação e, super-empolgado, contei a meus pais e amigos a novidade. Mas, a princípio, não entendi muito bem o significado da comenda”, diz. “Só coloquei os pingos nos iii quando um comandante do batalhão nos visitou, em casa, e aí, comecei a mostrar interesse e realmente entender a importância daquilo”. No início das hostilidades, Ben Atia era comandante de um grupo de combate em uma unidade auxiliar do Batalhão 890 de Pára-quedistas, mas esta posição durou pouco. O desdobramento dos eventos, em 1º de agosto de 2006, acabou com seus planos. Nesse dia, uma força de oito ou nove tropas abriu caminho até uma casa na aldeia de Aita al-Shaab, onde se escondia uma outra força, atingida anteriormente. Quando sua força se acercava da casa, foi, também, atingida, ficando ferido o comandante da unidade auxiliar. Ben Atia imediatamente assumiu o comando de sua unidade, unindo-se às tropas feridas. Organizou defesas para a casa e coordenou a batalha que se travou a seguir. Com um pequeno grupo de soldados sob seu comando, ele saiu da casa, encaminhando-se a uma área descampada exposta a fogo cruzado incessante, visando defender a casa e, ao mesmo tempo, atacar os terroristas. Misturou-se, também, entre as tropas na ativa e as baixas, a fim de servir de estímulo e instilar-lhe espírito de luta. As batalhas seguiram ferozes na aldeia e, no dia seguinte, as tropas receberam nova missão – conquistar um prédio adjacente, onde vários terroristas estavam estacionados. Ben Atia ficou no comando da operação e, enquanto assumiam o controle do prédio, foi ferido no rosto, nas mãos e nas pernas. Em virtude do intenso bombardeio vindo de todas as direções, o comandante da companhia decidiu retirar as tropas. Ben Atia pessoalmente coordenou a retirada de todas as suas tropas, enquanto se recusava a ser evacuado até o final da batalha e até que todas as tropas fossem removidas da aldeia. Ele irá receber a Medalha por Destacados Serviços por ter demonstrado espírito de luta, excelente chefia, perseverança e coragem. “Durante momentos como aqueles, a pessoa não pensa em nada a não ser levar todos nós de volta para casa, sãos e salvos”, diz o jovem. Yaacov Ben Atia acabou voltando a salvo para sua casa, em Talmei Yechiel, onde foi submetido a tratamento fisioterápico devido às lesões sofridas.

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Capitão Hanoch Daube - Em nome de todos os que receberam condecorações:

"Apenas aqueles que lá estavam..." - “No ano passado, as chamas da Guerra novamente queimaram a Terra dos Cedros, e Israel ainda sente, hoje, a tempestade. Muito já foi dito sobre a Segunda Guerra do Líbano. Alguns disseram que os soldados das FDI e seus comandantes haviam perdido sua bússola moral; que haviam esquecido a virtude em seus modos e seu espírito de luta. Meus camaradas-em-armas são aqueles que arcaram com o ônus da batalha, nos penosos dias daquela guerra, com enorme coragem, engenhosidade e profissionalismo, e que levaram as FDI e Israel à vitória nos campos de batalha do Líbano. Não houve um embate sequer entre as FDI e o Hezbollah em que o inimigo tenha derrotado o exército de Israel, em campo. Apenas aqueles que lá estavam testemunharam o espírito de bravura dos soldados da infantaria que voltavam sempre, vez após vez, aos esconderijos inimigos a fim de suplantá-los e deter, ainda que parcialmente, o lançamento dos foguetes sobre a população de Israel. Apenas aqueles que lá estavam testemunharam os tanques e suas tripulações avançarem, com orgulho, apesar do iminente perigo de serem atingidos por ameaçadores mísseis antitanque, sempre avançando a fim de derrotar o inimigo. Apenas aqueles que lá estiveram testemunharam os soldados do corpo de engenharia colocando suas vidas em perigo, ao abrir passagem através de uádis íngremes e sulcados, para que nossas forças avançassem. Apenas aqueles que lá estavam viram os pilotos de helicóptero transportar missão trás missão de evacuação, aterrissando em sítios perigosos, sob fogo cerrado, em valentes tentativas de salvar nossos soldados feridos. Apenas aqueles que lá estavam viram as unidades de artilharia criando um verdadeiro inferno de bombardeio para assistir nossas forças nas linhas-de-frente. Apenas aqueles que lá estavam viram nossos navios patrulheiros fazendo patrulha e sitiando as costas inimigas. Apenas aqueles que lá estavam viram os reservistas das FDI alistando-se, maciçamente, e lutando nas acirradas batalhas que eram travadas na fronteira norte de Israel. Apenas aqueles que lá estavam sabem que fizemos todo o possível para vencer. Apenas aqueles que lá estavam sabem que não titubeamos, nem por um momento, e que não perdemos nosso espírito de luta.

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fonte: Keren Hayesod - Boletim Informativo - N.388 - 11.9.07


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