Ano Novo, mas, Por Enquanto, Continua o Velho Cinismo - por Herman Glanz

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09/09/2007 - Ouvimos o correspondente da BBC - Brasil falando de Jerusalém, Israel. Informou sobre a queda de mais foguetes Kassam em áreas civis de Israel, disparados pelos palestinos da Faixa de Gaza, e relatou sugestões que transpiraram da reunião do Gabinete israelense. Dentre as medidas analisadas está a de trancar a fronteira, o que interromperá o fluxo de suprimentos necessários à população palestina de Gaza. Chamou isso de “punição coletiva”, o que, disse, é contrário à Lei Internacional. Outros noticiosos transmitem a mesma coisa. Parece que as palavras ganham contexto próprio, numa bem urdida propaganda. Nenhum noticioso falou em condenar os disparos de foguetes, nem as Nações Unidas.

Cinismo: quer dizer que disparar foguetes pode, fazer a guerra e a “punição coletiva” de civis israelenses, pode, mas se defender não pode, é contra a lei internacional? Afinal, devemos entender que há uma guerra, desfechada contra Israel, e se exige que Israel ajude o inimigo? Cinismo, chutzpah. Lembremos que a Faixa de Gaza é território ocupado pelos palestinos (os novos palestinos). Não se pode falar em “território ocupado” por Israel.

A queda continuada de foguetes Kassam e o continuado bombardeio sobre áreas civis de Israel pelos palestinos precisa ser estancada. Quem é atacado tem o direito de se defender, por todos os meios. Falar em “punição coletiva”, exigir “direitos humanos” para todos, significa que Israel não pode se defender de uma guerra, porque aí, os direitos humanos dos israelenses desaparecem. Veja-se a maneira hostil a Israel: direitos humanos para todos, mas Israel pode ter seus direitos humanos desrespeitados, mas não pode reagir. .Os jihadistas não reconhecem tal “punição” ou “direitos humanos”, quando lançam foguetes sobre populações civis israelenses e impedem suas crianças de freqüentarem as escolas. Vale tudo para os fundamentalistas do jihad, desde que atenda à sua própria Lei. Mas uma mídia ocidental e ONGs de direitos humanos “proíbem” que Israel possa expressar que os “direitos humanos” para seu povo é importante diante do inimigo que o ataca, e que, assim, deve e tem o direito de defender a população israelense. Essas ONGs, que se auto-denominam organizações da sociedade civil (se a sociedade é uma só, porque o apelido civil?), inventaram um novo campo de batalha contra Israel: Israel não tem direito de enfrentar a guerra que os palestinos lhe movem, porque a defesa fere os “direitos humanos” do inimigo? E uma mídia encampa essa falácia, ajudando a formar a opinião pública contra Israel.

É assim que uma mídia mundial e uma elite internacional querem manietar Israel, como vêm fazendo, deixando o governo de Israel tentando encontrar soluções para se defender, caindo na armadilha internacional anti-semita. Assim foi na Guerra do Líbano II do ano passado, quando se comparavam as fatalidades de ambos os lados, para dizer que a resposta israelense era “desproporcional”, onde o inimigo era igual “à vítima da guerra” declarada pelo Hizbollah. É dessa forma que os jihadistas entendem a crise de identidade que está degradando a existência ocidental. Em outras palavras, não se pode mais defender a soberania nacional devido à chantagem dos “direitos humanos”, que se constituem numa discriminação aos direitos inerentes de Israel de se defender como nação, ou melhor, de defender a sua existência diante da ameaça explícita de aniquilamento que os inimigos proclamam. Com tal “discriminação anti-semita” o dever moral de autopreservação, o que é óbvio, senão ontológico, acabará ruindo, diante do valor dos “direitos’ dos outros, que assim terão sempre direitos a exigir aquilo que não lhes competem.

Tais fatos conduzem a um desânimo da população israelense que percebe não se encontrar meio para combater os foguetes que caem sobre Israel, isto é, sobre essa população. E é exatamente isso que querem os inimigos palestinos, tornar a vida israelense intolerável, a ponto de eliminar a motivação da população para se defender – assim se ganha a guerra. O que temos visto é que o fundamentalismo não tem pressa, não preza sua gente, porque preza a morte, e tem muita gente para se matar e matar quem considera inimigo. É isso que precisamos ver, porque todas as tentativas de negociar a paz com tais interlocutores, formados no terror, não progredirão. São necessários novos interlocutores que respeitem os direitos de Israel. Assim como os inimigos acham que o tempo trabalha a seu favor, o tempo está servindo para desgastá-los. Aí entrarão os verdadeiros amantes da paz. E haverá paz.

Shaná Tová


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