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23/09/2007 - Passado o Yom Kipur, o dia do Perdão, quando aqui nos apresentamos significa que recebemos o reconhecimento para mais um tempo de vida. Mas nada muda. As mesmas dificuldades, as mesmas apreensões, os mesmos perigos, porque a vida continua. E os loucos deste mundo continuam fazendo a guerra e fazendo desgraças. Não foi, ainda, possível chamá-los à razão. É uma doença de difícil cura.
O problema que intriga, no momento, é a incursão de aviões israelenses sobre a Síria e o assassinato do líder libanês falangista Antoine Ghanem. Irã e Síria estão operando conjuntamente e a Coréia do Norte, que havia acertado deixar de lado seu arsenal nuclear, parece o estar espalhando. A incursão israelense de 6 de setembro passado, ao que parece, teve como objetivo destruir bases de lançamento de foguetes com ogivas nucleares, destinados a varrer Israel do mapa e antes que o vulcão entrasse em erupção.
Ano Novo, mas velho perigo. E Síria e Irã continuaram atuando no Líbano, sem se abater com a incursão israelense. Antoine Ghanem, que era contra o domínio sírio-iraniano e era candidato a Presidente do Líbano nas eleições desta semana, com grandes chances de vitória. Foi abatido. Ainda nestes dias, o Irã voltou a bombardear os curdos no Iraque. A mídia silencia. Se fosse Israel, quanta reação; o Sr. Secretário-Geral das Nações Unidas já teria protestado. Como protestou porque Israel fechou a fronteira com Gaza, apesar dos foguetes Kassam continuarem caindo em Israel. Os ataques com Kassam não são dignos de protestos...
Há aqueles que consideram que tudo é a economia. Destruir Israel será fator econômico? Israel não possui reservas no solo, mas possui reservas de gente. O povo de Israel é que produz riqueza; destruído, acabará a riqueza. Conquistar o território nada adiantará. Por acaso não vimos o que aconteceu em Gaza? Tendo passado o território de Israel para os palestinos, tudo o que israelenses lá plantaram, e a palavra plantar, aqui, tem sentido concreto e não figurado, toda a plantação foi destruída, O que comer? Exige-se que Israel continue abastecendo o inimigo, para que não passe fome! Quanta ironia! Mas, e a economia? Bem, no caso é diferente, porque os ocidentais não entendem o pensamento oriental. O ocidente judaico-cristão preza a vida. O oriente fundamentalista islâmico preza a morte.
O fato é que vivemos num impasse, com uma guerra fria e uma guerra quente. Israel deu seu recado mostrando que pode chegar lá, e não pode, nem vai, tolerar ser atacado. Enquanto a Inglaterra, com a saída de Tony Blair, fez diminuir seu ímpeto guerreiro contra o Iraque, a França entra em cena contra o Irã. Sarcozy se preparou para ser abastecido com o petróleo da Líbia, muito mais perto (basta atravessar o Mediterrâneo, em frente), para não depender do golfo Pérsico.
Por enquanto, a situação está sendo contornada, com altos e baixos, mas o perigo cada vez mais se apresenta em novas formas. Os loucos por guerra não desistem. O poder e o domínio, sob pretextos econômicos ou religiosos, faz a guerra continuar. Adentramos o ano Novo de 5768, e logo a seguir teremos a Festa de Sucot e a alegria de ter recebido a Torá, a Lei. Cuidemos da alegria, porque os loucos cuidam das tristezas.
Chag Sameach! |