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20/01/2008 - Nos últimos dias da semana que finda foram disparados, pelos palestinos da Faixa de Gaza contra Israel, 165 foguetes Kassam, 76 morteiros e um míssil Katyusha. Mas somente na sexta-feira passada, à noite, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon apresentou apelo aos palestinos para que cessassem imediatamente os disparos de foguetes e de franco-atiradores, e apelou também a Israel para que o Exército adotasse a máxima contenção, evitando responder aos ataques. Em linguagem diplomática, “máxima contenção” não significa não responder. E o apelo do Sr. Ban Ki-moon somente chegou quando Israel fechou a fronteira com a Faixa de Gaza, cessando o suprimento de combustível.
As respostas de Israel, com tiros certeiros, acabaram eliminando 30 palestinos terroristas, que a mídia chama de militantes, mas não teve o efeito de conter os ataques. Logo em seguida, conforme se viu nos noticiários, inclusive pela Televisão, o Sr. John Holmes, sub-Secretário-Geral das Nações Unidas para assuntos humanitários, declarou: “Entendemos os problemas de segurança e a necessidade de respostas... mas a punição coletiva do povo de Gaza, acreditamos, não é o caminho apropriado”.
A punição coletiva da população civil israelense não é levada em conta. Conforme temos falado, a inversão dos fatos serve para manietar e punir Israel. Israel que se contenha e não corte o suprimento de combustível aos terroristas, e continue sendo atacado, com vítimas civis. Em suma, como se diz aqui, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Ao invés de dizer aos palestinos para se conterem, do contrário sofrerão as conseqüências, e que são os únicos responsáveis por infligirem sofrimento à toda população, passam a Israel a responsabilidade, numa vergonhosa, senão anti-semita, declaração. Não é só anti-israelense ou anti-sionista, é o velho resquício anti-semita que ainda impera, na direita, na esquerda e no fundamentalismo islâmico, todos juntos.
Se o Hamas, que é governo em Gaza, aceitar um cessar-fogo por pressão da comunidade internacional, com a finalidade de conter os contra-ataques israelenses, forçará a reabertura das fronteiras, para poder refazer seus estoques de combustíveis, recompondo a sua capacidade operacional com mísseis e morteiros, preparando-se para o próximo ataque a Israel. Também essa possibilidade visa colocar nas mãos do Hamas as iniciativas de paz, numa operação pendular, atacando e depois falando em trégua, minando o Sr. Mahmoud Abbas, do Fatah, que negocia com Israel, ou a Entidade Sionista, forçado pelos americanos. E os americanos forçam Israel a limitar suas operações de limpeza dos mísseis a faixas próximas da fronteira, e ajudando a Mahmoud Abbas a lançar ofensivas para retomar Gaza, colocando o exército e Israel a brigar para os outros, enquanto Abbas declara que as ações de Israel são um crime, mas o lançamento de foguetes não é considerado crime; aliás, não é mencionado.
Por outro lado, circulam notícias da entrada em Gaza de mísseis móveis, conforme usados pelos talibãs no Afeganiostão, montados em mini-vans. Essas vans camufladas poderão transitar livremente pelas ruas de Gaza, buscando despistar a vigilância israelense através dos aviões-sem-piloto, escolhendo o momento de disparar, tornando difícil para Israel defender sua população civil. A guerra se recicla, e todos se mostram contra Israel, que é o judeu das nações. O mundo ainda não se desvencilhou da barbárie. |