| O legado de Moises Liberman Z"L |
| EDUCAÇÃO E VALORES DO JUDAÍSMO PARA SUA FAMÍLIA E PARA A COMUNIDADE
Moisés Liberman, esposo, pai, avô, médico, ativista comunitário, bnai-brithiano exemplar, deixou um legado de educação e de valores do judaísmo para a sua família e para todos nós. Nascido em Luck, na Polônia, chegou à Campinas em 1931, onde seu pai, que havia imigrado dois anos antes, trabalhava como mascate. Pertenceu a uma geração de médicos que acreditou na Cardiologia como especialidade, batalhando para a sua difusão. Pioneiro, na área em Campinas, introduziu inovações já na década de 50, como a eletrocardiografia, em plantão permanente, por 24 horas em hospitais, e em 1970, as unidades coronarianas, e o Pronto Socorro de Cardiologia. Professor, publicou vários trabalhos científicos, fundou a Clínica Santo Antonio, incentivado que esta se transformasse no Hospital Albert Sabin. Como funcionário público federal, foi médico da Caixa de Aposentadoria dos Ferroviários (CAPFESP), e depois do INPS, por vinte e oito anos, demitindo-se por não concordar com a qualidade de atendimento aos previdenciários. Presidente da Comissão que construiu a Casa do Médico de Campinas, até hoje a Sede da Sociedade e Cirurgia de Campinas, foi, entre outros, fundador do Sindicato dos Médicos de Campinas e da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. O futebol sempre foi seu hobby. Dedicou-se ao Guarani Futebol Clube, contribuindo para que se transformasse em um dos maiores Clubes poliesportivos do país. Recebeu diversas honrarias, entre elas, a de Cidadão Campineiro, em 1997, por unanimidade dos vereadores. Foi homenageado pela Federação Israelita do Estado de São Paulo, como dirigente de pequena comunidade e Pioneiro da Cardiologia pela Associação Médica de Israel, em 1995. A Medalha de Ouro do Mérito Judiciário, Justiça do Trabalho, 15ª Região, lhe foi entregue pelas mãos da juíza Fany Fajerstein, da B`nai B´rith de São Paulo, em 2004, em uma tocante cerimônia. Não esqueceu das tradições legadas por seus pais, trabalhando para que o judaísmo continuasse presente em sua comunidade. Fundou a Loja Campinas da B´nai B´rith em 1965, integrou o Comitê Nacional de Direitos Humanos da entidade e esteve sempre presente às atividades até o fim de sua vida. Bertie Levi em a`História de Uma Grande Aliança`, descreve-o como importante batalhador dos ideais b´nai b´rithianos. Legou seu amor à medicina e à atuação comunitária ao seu filho, dr. Alberto Liberman, diretor Nacional de Direitos Humanos da B´nai B´rith. Presidente da Diretoria que construiu a sede da Sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob de Campinas, uma das razões da perpetuação do judaísmo em uma pequena comunidade, foi conselheiro da Federação Israelita do Estado de São Paulo, por várias gestões. Sempre orientou os filhos e netos pelos valores do judaísmo, sendo a Educação seu pilar principal. Uma de suas alegrias foi ter em sua família três gerações de cardiologistas, especialistas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, talvez a única no Brasil. À sua querida esposa Rachel, aos filhos, nora e genro Alberto e Ruth Liberman, Gilza e Ismar Strachman; aos netos Marcel e Flávia Liberman, Henry e Adriana Strachman, Renato e Paula Strachman, Thaisa e Marcelo Katz e a bisneta Layla, deixou um grande exemplo de pioneirismo, perseverança, liderança, cidadania, da preservação dos valores éticos e morais do judaísmo e de amor à sua família e ao ser humano. fonte: BBPRESS |
|
|
|
PLETZ.com - informando desde 1998 |
|
|
|
|