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Conspurcando lamentavelmente o espírito de Natal e Hanuká, as Festas das Luzes, um vereador carioca afirmou: ”Jamais existiu o Holocausto”, repetindo como papagaio tupiniquim a mesma surrada retórica já ouvida em terras distantes e nem tão distantes... Foi tachado de louco por seus pares. Hitler era um simples cabo sem titulação, um insano. Porem não poucos dos infames quadros nazistas, de ministros aos chefes executores do Holocausto eram doutores pelas melhores universidades alemães, filósofos, arquitetos.
Outro doutor, o presidente iraniano de quem o vereador carioca também diplomado em uma universidade repete a mesma arenga, parece situar-se num estagio diferente, eis que associa sua titulação acadêmica ao fundamentalismo pseudo-religioso, o que não era o caso dos nazistas. Consta que o vereador tentou passar uma lei postulando a eugenia para os cariocas. Será que não anda pelas ruas, nunca assistiu desfile de Carnaval ou foi ao Maracanã? Atitudes estranhas, mas loucos ou não, longe de inofensivos.
De Torquemada a Goebbels a propaganda enganosa racista foi utilizada indistintamente, seja instigando as massas, seja contra tropas militares, como no caso da FEB também ultrajada, pela brasileira “Rosa de Berlin”. Trata-se de verdadeira guerra psicológica, que começou com as mentiras medievais clássicas como bruxaria, peste negra, assassinato ritual e tantas outras que floresceram tangidas pela ignorância, hoje renovadas atraves de boatos e “spams” em geral que circulam pela Internet, como a da negativa do Holocausto.
Milênios antes do lixo eletrônico que polui os computadores, dos tronos e dos púlpitos já partiam “spams” racistas e calunias torpes. As negativas do Holocausto são apenas um sucedâneo de todo esse lixo, tão mentirosas quanto os famosos e-mails oferecendo viagens grátis a Disneylândia, e outras variantes, cujo principio é o mesmo, iludir o próximo. Felizmente, as mentiras racistas do passado distante com o tempo se diluíram, perdendo efeito. Mais cedo ou mais tarde também terão um fim as mentiras mais recentes, como a infame negação do Holocausto.
Hoje, com a velocidade da informação atingindo níveis jamais sonhados, as novas mentiras serão desmistificadas com muito mais rapidez e eficiência. Em diversos paises, a lei tipifica como crime a negação do Holocausto. Um projeto neste sentido tramita em Brasília, esperando-se que brevemente seja aprovado. Assim, indivíduos como o vereador do Rio pensarão duas vezes antes de agir. Loucos ou não, os novos Torquemadas e Goebbels sentirão o peso da Lei. |