Estamos em Pleno Novo Ano - por Herman Glanz

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16/09/2007 - Adentramos o Novo Ano de 5768. Alguns tópicos ainda merecem menção. Há poucos dias, o Irã andou bombardeando os curdos que habitam o Iraque, na fronteira com o Irã. Tudo porque os curdos querem se emancipar do Irã, do Iraque e da Turquia. Os curdos não estão atacando o Irã. A imprensa nada noticia, parece que o tema não interessa. Já pensaram o que teria acontecido se fosse Israel que estivesse bombardeando, por exemplo, os palestinos de Gaza, mas que não são pacíficos, pelo contrário, atacam Israel diariamente? Contra o Irã nada foi dito, nem pelos Estados Unidos na ONU!

Outro fato: o exército do Líbano, depois de quatro meses de cerco ao Campo de “Refugiados” palestinos de Naher al-Bared, e com pesados bombardeios acabou conquistando o lugar, com mais de 300 mortos, segundo se anuncia, metade dos quais soldados do exército libanês, matando o chefe do grupo Fatah al-Islan e seu vice. Acreditemos que com pesado bombardeio, apenas 150 palestinos foram mortos. Cerca de 40.000 palestinos do Campo fugiram, para não sofrer as conseqüências da conquista pelo exército libanês. A mídia noticiou como? Em simples linhas – exército do Líbano toma o Campo. Lembram-se do caso, em 2002, quando Israel foi atrás dos terroristas em Jenin? Houve uma campanha na mídia contra Israel, acusado de atrocidades, que depois ficou provado serem falsas. Membro da Anistia Internacional declarou que havia um número de mortos incontáveis. Nada disso era verdade. Agora, a Anistia Internacional, em Naher al-Bared, não está nem aí. Por quê? Responder com anti-semitismo?

Por quê sempre contra os judeus? Recentemente, Charles Murray, um historiador escocês, não judeu, publicou um artigo sobre o QI (quociente de inteligência) das pessoas. Tomando a valor médio de 100 nos Estados Unidos, a população judaica fica com um QI acima de 110, isto é, acima da média. O sistema de educação de Nova Iorque, há tempos, fez uma pesquisa entre alunos das escolas, identificando 28 alunos com QI de 170 ou mais, dos quais 24 alunos judeus, quase 90%!. A coisa não é recente: pesquisa sobre os cientistas conhecidos, em todos o mundo, entre os antigos anos de 1150 e 1300, mostra que, dos 626 conhecidos, 95 eram judeus – 15%. Isto se a contagem estiver certa.

Com uma população representando 0,19% da população mundial, (metade do percentual da nossa CPMF), a participação de judeus nos Prêmios Nobel se situa sempre elevada. Até 1950, judeus representavam 14% dos Prêmios Nobel; na segunda metade do século XX, esse número passou a 29% e neste Século XXI, já aumentou para 32%. Os judeus introduziram o monoteísmo, introduzindo o modo de ver o sentido da vida humana, o que a história define como os elementos centrais da moderna sensibilidade. Deram origem às três religiões monoteístas, e a teologia cristã derivada constitui o cerne da civilização ocidental.

Seria a inveja, a reação aos prêmios, a razão do anti-semitismo?

Nestes dez dias temíveis, que decorrem entre o primeiro dia do Ano Novo e o décimo dia, o Dia do Perdão, quando é aposta a chancela divina para mais um ano de vida, cabe uma renovada introspecção para que se percebam os erros dos quais se possam, ainda, arrepender, compreender que, apesar de tanto sucesso judaico nas artes e nas ciências em geral, falta um destaque e uma participação ativa na vida comunitária onde, parece, o emprego dos conhecimentos e habilidades gerais premiadas não são tão acentuados como deveriam, em proveito da própria comunidade e por um mundo menos pernicioso para com a vida judaica. Parece que artes e ciências não aproveitam os judeus.

Só podemos fazer votos para um ano novo de paz que receba o carimbo divino. Shaná tová, tikateivu ve tichateimu. Amém.


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