| Não é Por Aí que Chega a Paz - por Herman Glanz |
| 12/08/2007 - Com relação às tentativas de paz com os atuais palestinos, decorrentes de intensa pressão de americanos e europeus sobre Israel, fica, apenas, a observação do Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, que também já foi Primeiro Ministro, de que Fatah e Hamas diferem somente na tática de eliminar Israel. Quanto ao novo partido palestino, ainda é cedo para se saber da linha que adotará, se, de fato, pretende a moderação ou é uma forma de Mahmoud Abbas tentar sobreviver, porque está em baixa.
Nossa amiga, a Professora Doutora Sonia Bloomfield Ramagem, esteve num seminário do Instituto Internacional para o Contra-terrorismo, em Hertzlia, Israel e nos dá um breve relato do que pensam os experts israelenses. Diga-se, de passagem, que foi devido às observações de conceituado site israelense que ocorreu um alerta contra o terror em Nova Iorque, nesta semana. O Instituto muito enfatizou a perspectiva de crescimento do terror. Os ataques devem aumentar, previsivelmente na Inglaterra (sem contar Iraque), através de células adormecidas, e depois se espalhar, com prognóstico de que haja um crescimento no uso de mulheres e crianças e de armas não convencionais. No caso do Brasil ainda não há previsão de atos de terror, considerando apenas operações de contrabando, máfias, drogas, para lavagem de dinheiro e obtenção de passaportes, mas o Brasil pode ser usado como base para envio de terroristas e seus mentores aos EUA e Europa. O controle do dinheiro que sai das organizações ditas beneficentes no ocidente, mas que servem para financiar o terror, e do dinheiro que a Arábia Saudita e o Irã investem no terrorismo, (os recursos do Iran são pequenos comparados aos dos sauditas), é fator importante, e a perseguição que os EUA fazem por esses recursos é impressionante, e parece ser a base mais eficiente, no momento, para combater o terror A cultura árabe também foi tratada, pois é baseada no conceito de honra, e a maneira pela qual criam ou recriam a honra é uma das bases para se entender o comportamento de boa parte dos suicidas-bombas, a maioria para restabelecer a honra da família, que pode ter tido um membro que cometeu ato visto como indigno; as mulheres que cometeram atos desonrosos recebem a opção de serem apedrejadas ou se explodirem, limpando o nome da família. Não são todos os casos, mas é uma grande parte. Há também o conceito de paraíso, onde os homens-bombas esperam encontrar não somente 72 virgens de olhos negros, mas também belos adolescentes (isto o terror árabe não divulga para o Ocidente), e nesse paraíso há um rio onde corre vinho que não embebeda, e pode-se escolher as 70 pessoas que irão para o mesmo paraíso, dando aos amigos e à família a chance de permanecerem juntos por toda a eternidade. Para as mulheres fica a promessa de serem uma das 72 virgens, a pessoa que cuida do harém do mártir. Mas as famílias das mulheres recebem apenas metade da ajuda que recebem as famílias dos homens, e as mulheres não têm posters espalhados pela cidade (que aliás são escolhidos previamente pelo suicida entre as diversas fotomontagens que lhes são apresentadas). Vejam como os sheiks e instrutores do terror fazem uma lavagem cerebral para recrutar e preparar os homicidas-bombas. É assim que prospera o terror O terror, portanto, não é só contra Israel. Espalhou-se pelo planeta, em busca da criação de um Califado mundial, estabelecendo o domínio do Islã sobre todos os demais seres humanos, vistos como infiéis e indignos, que serão cidadãos de segunda classe. Essa guerra santa deve ser combatida por todos, do contrário atingirá a todos. Ainda é tempo. |
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