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13/01/2008 - Para Israel, os Estados Unidos sempre foram o melhor amigo, mas como temos repetido, o que é bom para os Estados Unidos não significa ser bom para Israel. O antigo Primeiro Ministro de Israel, Menahem Begin, chegou a dizer que Reagan não iria ensinar o que é bom para Israel. E também é praxe que todo Presidente americano, em fim de mandato, tenta a missão de terminar com o conflito árabe-israelense. Assim foi com Reagan, com Clinton e está sendo com Bush. Carter já havia tentado, mas ficou numa parte. O conflito dos árabes contra Israel só é visto como conflito de Israel com os palestinos. Mas a solução de dois Estados, o Palestino e o Israelense, vivendo lado a lado, não é viável, porque os árabes não querem.
Não foi por falta de planos de paz. Houve a Comissão Peel, em 1937. Houve recomendações do Comitê Anglo-americano, em 1946. Houve a Resolução 181 da Partilha, pelas Nações Unidas, em 1947. Houve o Plano Bernadotte, de 1948. A Conferência de Lausanne, entre 1948 e 1949. A Resolução 242, das Nações Unidas, de 1967. Houve o Plano Rogers, de 1970. Houve a Missão Jarring, de 1971. Houve o trabalho pela paz em Camp David, em 1978. Houve a Conferência de Madri, de 1991. Seguiu-se a Declaração de Princípios, de Oslo, em 1993, e o Acordo Interino Palestino-israelense, de 1995. Houve a Cúpula de Wye Plantation, em 1997, nova Cúpula de Camp David, em 2000, a Cúpula de Sharm-el-Sheik, ainda em 2000, a Conferência de Taba, em 2001 e o Mapa da Estada da Paz, o Road Map, de 2003. No meio houve a Missão Tennet. E veio a decisão unilateral israelense de entregar Gaza, em 2005. Nada deu certo. Será que o fim do mandato de Bush vai conduzir a uma solução? Só Israel deixando de existir pelas pressões dos Estados Unidos.
Ao encerrar sua visita a Israel e aos palestinos, Bush declarou duas coisas que significam preocupação para a existência de Israel: acabar com a ocupação de território palestino e a criação de um Estado Palestino, com território contíguo. O problema é diferente e deixa de ser abordado em relação a esses relativamente novos árabes-palestinos, que fanaticamente são contrários à existência de um Estado Judeu na Terra Santa. E esse é o problema, não a ocupação, que é uma mentira.
Apesar da falsidade da declaração de ocupação, por Israel, de território palestino, é possível forçar a entrega de territórios de Israel aos novos palestinos, mudar as linhas de uma fronteira, e até mesmo entregar o Monte do Templo aos árabes, numa vergonhosa afronta a toda história judaica (e cristã), e que fundamentalistas muçulmanos querem impor, para afirmar sua superioridade; também se pode buscar uma fórmula para permitir o retorno dos chamados “refugiados” (esses ditos refugiados já morreram quase todos), pela criação de um fundo de compensação, sem qualquer menção ao dispêndio, por Israel, com a absorção de muito maior número de judeus refugiados, expulsos dos países árabes e islâmicos. Mas nada disso garante o fim da jihad contra a “Entidade Sionista”. Nada garante que, com as áreas entregues, se chegará à Paz. Pelo contrário, essas terras se converterão em bases para ataques contra Israel, como é o caso de Gaza. Mas isso será problema para o próximo Presidente americano resolver, ou lamentar, como fez Bush, quando lamentou que Auschwitz não tenha sido bombardeado pelos aliados na Segunda Guerra. Mas, agora, é tarde e 6 milhões foram mortos.
Até agora ninguém tem um plano para negociar o fim da obstinação fanática desses novos palestinos contra a existência de um Estado Judeu reconstruído, nas suas próprias terras mas que, uma vez, foram conquistadas, pela força, pelos muçulmanos e que dizem, assim, serem perpetuamente muçulmanas. Por enquanto, não há com quem negociar. E a paz fica para as calengas. |