| Paz Não é Impossível - por Herman Glanz |
| 12/08/2007 - Intensa movimentação ocorre entre Israel e os palestinos de Mahmoud Abbas para chegar a um acordo visando a criação de um Estado Palestino, em Gaza e na chamada Margem Ocidental. Os Estados Unidos e os europeus exercem forte pressão sobre o Primeiro Ministro de Israel, Ehud Olmert, para ceder em tudo, a fim de chegar a um acordo com o Abbas, privilegiando o Fatah contra o Hamas, com gestos de boa vontade e libertação de terroristas presos em Israel. Os palestinos aproveitam a boa maré e querem já o Monte do Templo, em Jerusalém. Espera-se uma Conferência Internacional, prevista para o final do ano. Mas as coisas não são assim como parecem. Abbas não está tão bem junto aos palestinos e o Hamas ganha apoio também na Margem Ocidental, fazendo marketing contra o Fatah e contra Abbas, dizendo serem pró-americanos e pró-Israel. Enquanto o terrorista Hamas, é, aparentemente, colocado de fora dos entendimentos, Jibril Rajoub e Hanni Hassan, (codinome Annete, da equipe terrorista de Arafat), ambos do Fatah e da equipe de Abbas, mantêm conversações secretas com o Hamas. No fundo, eles se entendem, e o Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, acha que Hamas e Fatah diferem apenas na tática para destruir Israel. Já se diz que Barak endireitou, virou de direita.
A paz não é impossível, mas não da forma que se faz atualmente. É preciso um consenso de justiça e liberdade, que o Presidente americano Bush prega, mas deixa de lado, achando que a solução do conflito no Iraque e Afeganistão passam pela paz com os palestinos. A rigor, o conflito de Israel com os vizinhos nunca foi devido aos palestinos, mas com o mundo árabe. Foram os árabes que atacaram Israel em 1948, em 1956, em 1967 e em 1973. Foram os árabes que incitaram à expulsão dos palestinos do Líbano em 1982. A visão americana de 1993, da paz de Oslo, não deu os resultados esperados. Continua-se insistindo na mesma tecla, mas os muçulmanos rejeitam o sistema ocidental. Assim, nada pode dar certo. Será Abbas, o terrorista de codinome Abu Mazen, confiável? Abbas, ou Abu Mazen, foi Vice de Arafat. Participou da criação do Fatah, em 1950. Depois da morte de Arafat, em 2004, assumiu, imediatamente a OLP. Abbas foi quem buscou os recursos para o Massacre dos atletas israelenses, em Munique, em 1972, e do ataque de Maalot, em 1973, onde mataram crianças de uma escola israelense. Em 1993 foi Abbas quem assinou os acordos no Salão Oval da Casa Branca; Arafat apenas pousou para fotos. Em 2000, em Camp David, onde Barak cedera quase tudo, Abbas foi mais extremado do que Arafat, impedindo-o de se comprometer. Abbas estudou em Moscou, e sua tese é sobre a negação do Holocausto. Nega, até, que existiu um Templo judaico em Jerusalém, quando fala em árabe. Abbas esteve presente em 1974 quando foi adotado o programa de destruição de Israel, por etapas e de se apresentarem como moderados para dar boa impressão no mundo ocidental. Ele sabe que a Carta da OLP nunca foi emendada e que continua determinando a destruição de Israel. O Primeiro Ministro palestino, Salaam Fayyad, com o dinheiro transferido por Israel, mandou pagar os salários do pessoal do Hamas. Indagado, disse que foi erro do computador, do qual nunca tirou os nomes dos terroristas do Hamas, que estão sendo pagos desde que tomou posse, com recursos de Israel e de americanos. Mas está em formação de um novo partido político palestino. Parece que Abbas o apóia. Serão realmente os moderados que estão cansados de guerra? Ainda não se sabe se é para fazer de Abbas um Presidente com prestígio, pois está em baixa atualmente, ou se realmente é a moderação entrando em campo. Tudo isso mostra que há chance para a paz, desde que justiça e liberdade sejam introduzidas. O importante é que muita gente que quer justiça e liberdade em Israel, não advoga o mesmo para o lado palestino e árabe. Assim não há condições para prosseguir e continuarão a cair foguetes Kassam em Israel. Do outro lado, no norte, nada se pode dizer em relação à paz da parte do Hezbollah. E as determinações da Resolução 1701, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que terminou com a Segunda Guerra do Líbano, há um ano, não foram devidamente implementadas: o sul do Líbano não foi desmilitarizado, não foi respeitado o embargo de armas, o Hizbollah foi rearmado, e não foram liberados os soldados israelenses seqüestrados. E o Hizbollah erigiu um museu, para visitação e propaganda, bem montado. Com todo um esquema de apresentação teatral e luzes, há despojos da guerra, até apresentando tefilim capturados. Depois, um jardim para os “mártires” e, na saída, venda de souvenirs. Enfim um museu do ódio.Mas sempre há esperança de paz, se entrarem os moderados. |
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