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10/02/2008 - Continuam os ataques dos palestinos contra Israel, com foguetes e também com homens-bomba. Isto quer dizer que nada mudou, a despeito de conversações de paz. Não se conseguirá solucionar o conflito porque os palestinos e os árabes não querem, e não querem porque consideram que estão no caminho certo para derrotar Israel. A arma que empregam é o tempo. Sessenta anos passados e continuam os campos de refugiados palestinos, tanto na Faixa de Gaza como na Margem Ocidental, como no Líbano e demais países árabes vizinhos. Gaza está totalmente nas mãos dos palestinos: como manter campos de refugiados lá? Seria existirem no Brasil campos de refugiados de... brasileiros! Um absurdo. Um absurdo, mas a ONU – Organização das Nações Unidas mantém uma agência específica para os palestinos refugiados, ou melhor, para que sejam considerados refugiados, porque refugiados não são. É um eufemismo. O mesmo se dá na Margem Ocidental (assim chamada). Isto significa que continuam agindo com o terror, com ataques diretos, torrando a paciência dos israelenses, que dão sinais claros de cansaço. E é exatamente isto que pretendem, cansar, levar ao desespero, baixar o moral do inimigo. Assim se ganha a guerra. Quantos israelenses já acham que se deve ceder!
Veja-se um fato: quebrou-se um tabu: a Jerusalém indivisível já começa a merecer aceitação para ser dividida. O que era impossível, já ocorre. Mas não podemos deixar de mencionar as terríveis pressões do mundo inteiro sobre Israel e não sobre os palestinos. Veja-se outro fato: continuam sendo lançados foguetes sobre Israel, fazendo vítimas civis israelenses. Quando Israel se defende, atacando pontos de lançamentos desses foguetes, vários países protestam, a ONU protesta. E contra os foguetes, ninguém protesta?
O Hamas, que é governo em Gaza; difere do Fatah, do Presidente da Autoridade Palestina, Abu Mazen, apenas na tática; o objetivo é o mesmo – destruir Israel. Mas a ação do Hamas, mais violenta, já preocupa os próprios árabes. A recente incursão no Sinai fez com que o Egito passasse a se preocupar, porque a ação do Hamas pode se estender para todo o Egito, pondo em risco o seu governo. E sobre isso a própria Arábia Saudita já alertou o Egito, que inclusive se preocupa com a compra de terrenos na cidade egípcia de Raffah, na fronteira de Gaza com o Sinai. Se, de um lado, o Egito fazia vista grossa para o contrabando de armas pelo Hamas, por outro lado a situação se mostrou adversa para o próprio Egito, que procura 9000 palestinos que ficaram no Sinai. A guerra contra Israel está se intensificando, e para pior. Novas táticas, novos armamentos, novos meios de luta e o uso de populações civis para encobrir os ataques, mesmo contra as Convenções de Genebra, que não servem para condenar o Hamas, apenas servem contra Israel; são armas de que se utiliza o Hamas, com a cumplicidade vergonhosa de alguns países ocidentais.
E amanhã, segunda-feira 11 de fevereiro, se reúne em Malta, a Liga Árabe com a União Européia para analisarem o conflito palestino com Israel, a situação no Líbano e no Iraque. A Liga Árabe será representada pelo seu Secretário-Geral, pelos chanceleres da Arábia Saudita, do Egito e da... Autoridade Palestina. Virão também representantes do Líbano, Síria. Jordânia e Marrocos. O chanceler da Eslovênia, atual presidente do Conselho da União Européia e os representantes da Espanha, Moratinos, e Itália, Massimo D’Alema, estarão participando pela União Européia, esperando-se ainda o dirigente do do Exterior e da Segurança desta União, Solana. Um ponto importante anunciado será tratar da rápida deterioração da situação em Gaza. Isto significa que algo está mudando, dando alento ao surgimento da moderação que, aí sim, poderá levar à paz. |