As Falsas Notícias - por Herman Glanz
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02/03/2008 - No jornal de hoje lemos o seguinte cabeçalho de uma notícia: “Ataque israelense mata 62 palestinos em Gaza”. Notícias do mesmo teor têm sido divulgadas, as ouvimos nas rádios e noticiários da televisão. O leitor, o ouvinte e o telespectador passam a ter a seguinte informação: Israel ataca e mata palestinos, portanto Israel é um país agressor devendo ser punido. O Presidente da Autoridade Palestina, Sr. Mahmoud Abbas, que usava o codinome Abu Mazen, quando terrorista, declara que são inadmissíveis os ataques israelenses e que representam um Holocausto para os palestinos. O Presidente do Irã, Sr. Ahmadinejad, declara que Israel deve ser varrido pelos seus ataques a Gaza. Tudo sai nos órgãos de divulgação.

O quadro anti-israelense, e porque não dizer com todas as letras, anti-semita, está formado. Vale tudo contra Israel.

Ninguém diz que Israel está sendo bombardeado, dia e noite, com foguetes vindos da Faixa de Gaza, e que os “ataques” israelenses são, na realidade, operações de defesa contra esses ataques. Já caíram foguetes no sul de Jerusalém. A situação é séria. Os ataques são diários; só na semana já são mais de 200 ataques. Que país resistiria tanto tempo para tomar providências? Que país não tomaria providências para se defender?

Não podemos culpar o governo de Israel pela demora em se defender. O problema não é só da mídia. Para tomar essas providências de defesa, o Ministro da Defesa de Israel teve de se entender com os dirigentes das principais potências: falou com a Secretária de Estado americana, falou os Ministros do Exterior inglês e francês, falou com o Ministro do Exterior da Rússia, falou com Tony Blair, o encarregado do Quarteto para o Oriente Médio, porque os políticos das Grandes Potências são contra as reações israelenses. E não falem em ocupação: a Faixa de Gaza foi totalmente abandonada para esses novos palestinos, cuja única função é destruir Israel, impedir qualquer acordo de paz, pois acordos de paz impedirão a destruição de Israel.

E não é só o Hamas que quer essa destruição, porque o Hamas é governo em Gaza. O Sr. Presidente da Autoridade Palestina não condena o Hamas e os lançamentos de foguetes sobre Israel. Conforme dito antes, condena Israel por se defender, como se assunto não é com ele. Afinal, é Presidente ou não é? Aliás, tendo uma recaída nos seus tempos do terror, Abu Mazen declara não estar descartada a luta armada e o terror contra Israel; e esse é o negociador da paz, um moderado...Os foguetes Katiushas e Grad chegam do Irã e são introduzidos em Gaza via Egito.

E o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, volta aos antigos temas, e condena Israel pelo uso excessivo e desproporcional de força, e pela punição coletiva, por contrários à lei internacional, atingindo civis e crianças. E devemos saber que essas informações sobre crianças mortas são falsas. As crianças mostradas são sempre as mesmas. O Secretário-Geral pediu, também, aos palestinos que cessassem imediatamente os ataques com foguetes. E a União Européia, seguiu a ONU com idêntica condenação, pelo seu Presidente, agora nas mãos da Eslovênia. Enquanto caíam os foguetes, sem reação de Israel, nunca houve condenação pelos ataques com foguetes contra Israel. Ninguém condena os palestinos pelo lançamento de foguetes usando áreas com civis e crianças. Isso não é condenado apesar de ser, de fato, contra a lei internacional.

Devemos, ainda, dizer que a situação pode se tornar mais séria com ataques do Hizbollah, no norte. A situação interna no Líbano não é boa, não foi eleito um presidente até hoje, desde dezembro passado. O prenúncio de uma guerra civil no Líbano é bastante provável. O Porta-aviões americano US Cole, com sua frota, está no Mediterrâneo, frente à costa libanesa. E o Hizbollah, para desviar a atenção, pode iniciar os ataques a Israel. Está difícil a paz, mas pela difícil situação, pode vir a paz.


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