Palmas Diabólicas - por Israel Blajberg
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Se a imagem do sangue de jovens alunos da escola de Jerusalém, tingindo os livros sagrados de vermelho impactou terrivelmente a todos os homens e mulheres de bem, cruel e chocante foi também a imagem de gente correndo pelas ruas de Gaza, batendo palmas para o alto.

Nessa noite de Gaza, também o capeta estava solto pelas ruas, como na noite em que os nazistas queimaram livros nas fogueiras, ou a Noite de Cristal, quando destruíram sinagogas e propriedades.

Por um momento, a imagem congelou a expressão ensandecida dos seus rostos, aos gritos, olhando para o alto contritos, como se estivessem agradecendo a algum deus, mas que deus seria esse!?!?

A lente do fotografo captou fisionomias duras. Não parecia uma comemoração, todos estavam sérios, mais parecendo uma espécie de transe demoníaco.

Quando se educam crianças desde a mais tenra idade para odiar, esse é o resultado. Quem sabe um deles foi o nenem-bomba cuja foto correu o mundo anos atrás, fantasiado com cinto de explosivos, fuzil as costas e lenço na testa? Ou seria ele mesmo um homem-bomba em potencial hoje?

Teria algum deles sido tratado alguma vez num hospital israelense, ou mesmo curado de alguma doença rara? Mas certamente bebeu a água que vem de Israel, comeu a comida que os caminhões trazem todo dia dos kibutzim israelenses, acendeu as luzes de sua casa com a energia que vem de Israel.

Guerra estranha, em que “inimigos” se atacam de um lado com água, comida e energia, e de outro com foguetes Kassam. Diversos autores já tentaram analisar este fenômeno em todas as línguas e de todos os ângulos, mas certamente nem Sun Tsu nem Clausewitz alguma vez imaginaram que uma guerra poderia ser travada com armas assim.

Imad Mughniyeh foi um arquiterrorista. Mesmo morto, do inferno ainda faz as suas vitimas, usando inocentes úteis como o pobre rapaz, que consta tinha sido motorista da própria escola atacada.

Há apenas 6 décadas o mundo vacilou frente a um estado terrorista, a Alemanha nazista, até que foi tarde demais para evitar a morte de 50 milhões de seres humanos. Hoje há outros estados, que assim como as quinta-colunas e os governos-titeres da Europa ocupada abrigam e disseminam o terror, já agora pelo mundo inteiro, criando e sustentando redes de terrorismo organizado.

Que as almas daqueles meninos que apenas estudavam sem fazer mal a ninguém, sacrificados Al Kiddush Hashem (pelo Santificado Nome), se elevem aos Jardins do Éden, onde os Anjos os receberão, e que na sua santa inocência possam chamar a atenção do mundo para o que está acontecendo.

Que as nações civilizadas não permitam novamente ao terrorismo, agora quasi-nuclear e sob as palmas de infelizes fanáticos, outra vez chegar perto de concretizar o que felizmente a Alemanha nazista não conseguiu.


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