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09/03/2001 - O recente episódio do ataque da Colômbia a um acampamento das FARC no Equador acabou por repercutir sobre Israel, que nada tem a ver com o problema. A visão provocada pela mídia e o grande ódio aos Estados Unido, numa continuidade da Guerra Fria, arrastam Israel, como país considerado amigo dos americanos (acredite-se nessa amizade desde que interesse aos americanos, e não poderia ser diferente). Vejam-se declarações, de cientistas políticos a cartas nos jornais: Um professor diz: o Presidente da Colômbia, fugindo ao que era esperado, resolveu agir como Israel, atacando as bases das FARC noutro território. Carta ao jornal fala que, felizmente a América Latina não é a Faixa de Gaza, atacada por Israel.
Mais de 7600 foguetes já caíram sobre a cidade israelense de Sderot. Outros caíram sobre a cidade israelense de Askelon, outros foram disparados sobre outras localidades de Israel; já são mais de 15.000 ataques com foguetes, além dos ataques terroristas, mas Israel não tem o direito de se defender? A “Declaração de Princípios da Lei Internacional Concernentes às Relações Amistosas e de Cooperação entre os Estados de Acordo com a Carta das Nações Unidas”, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 24 de outubro de 1970, (documento A/8082), portanto muito antes do surto recente de terror, muito antes da invasão americana ao Iraque, muito antes das incursões israelenses na Faixa de Gaza, trás em seu texto:
Todo Estado tem a obrigação de não organizar ou apoiar entidade de forças irregulares, ou bandos armados, incluindo mercenários, que têm como objetivo realizar incursão em outro Estado. Todo Estado tem a obrigação de não organizar, apoiar ou participar de atos de guerra civil, ou ações terroristas em outro Estado, ou aquiescer com atividades organizadas dentro do seu território, com a finalidade de realizar tais atos, e quando os atos referidos neste parágrafo implicam na ameaça do uso de força.
Não estamos tratando do conflito da América do Sul, mas demonstrando que as Nações Unidas já adotaram Resolução vedando Estados permitir que, de seu território, partam ações de bandos ou organizações que usem, ou apenas ameacem o uso da força contra território de outro Estado. O Líbano não pode permitir que o Hizbollah, entrincheirado em seu território, lance ataques contra o Estado Israel. O Hamas, em Gaza, não pode lançar ataques contra o Estado de Israel. E quando não há como resolver o conflito por meios pacíficos deve-se recorrer a todos os meios que façam cessar os ataques dos vizinhos. Mas isso a mídia e as pessoas acham que não vale para Israel.
Vejam mais, nesta semana, terroristas palestinos atacaram um Seminário Rabínico em Jerusalém e matando 8 alunos e ferindo mais de 30. E nesta semana, em atos de defesa, o Exército de Israel desencadeou operação contra bases de lançamentos de foguetes contra o seu território, localizadas em Gaza. Vejam como a BBC noticiou, em português: “nesta semana ocorreu uma incursão de Israel no território de Gaza, matando 100 palestinos e houve um ataque a um Seminário Rabínico, em Jerusalém, matando 8.” As pessoas ficam sabendo que Israel realizou incursão matando palestinos. Mas não sabem quem desencadeou os ataques contra os alunos, diga-se, civis, alunos seminaristas. Até podem pensar que foi Israel que fez o ataque ao Seminário, dada a continuidade da informação. Não se diz que a incursão de Israel foi para estancar os lançamentos dos mais de 15.000 foguetes sobre seu território, que continuamente atingem e matam civis. Nem se diz que, ainda nesta mesma semana, Israel foi atacado por foguetes e por terroristas, matando israelenses. Só sabem que Israel matou... uma propaganda subliminar de incitamento e ódio. Aliás, a ONU não condenou o atentado terrorista em Jerusalém contra o Seminário Rabínico judaico, com mortos e feridos,mas se pronunciou contra o uso excessivo e desproporcional de força por parte de Israel, transformando a guerra me aritmética.
A jornalista americana Debbie Schlussel, que não é judia, escreve em seu site: “é interessante, mas não é surpresa, quando ataques são feitos contra judeus ortodoxos, com barbas e chapéus, não são vistos como ‘crimes de ódio’. Mas quando se censura um muçulmano, é crime de ódio”. Escreve ainda: ontem foi em Jerusalém; hoje é aqui, onde vivo (em Detroit, nos Estados Unidos). E esclarece – pela segunda vez, em alguns meses, ocorreram uma série de ataques a judeus ortodoxos no sul de Oakland, Detroit.
Mais de sessenta anos depois do fim da Segunda Guerra e da derrota do nazismo, o nazismo das mentes não foi derrotado. |