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Está se tornando cada vez mais freqüente a nossa adoção, sem o menor senso crítico de mistificações da propaganda nazi-islamo-esquerdista, dando-lhes uma falsa credibilidade, gerando graves problemas na defesa legitima de Israel- Estado e povo judeu. Destaca-se entre não poucas assimilações dessa natureza, o relato do que ocorreu na histórica sessão da Assembléia Geral da ONU de 29 de novembro de 1947, presidida pelo estadista brasileiro, Oswaldo Aranha, a transformação das recomendações da Comissão Especial da ONU para a Palestina-UNSCOP (em inglês) na Resolução 181, consagrando a cassação do mandato britânico, a criação em seu lugar de dois estados nacionais independentes, um árabe, outro judeu, oferecer a ambos os povo a realização de sua autodeterminação.
Desde que foi aprovada, a Resolução 181 da AG da ONU é atacada por todos os lados pela propaganda anti-Israel, pretendendo deslegitimá-la de todos os modos e meios possíveis. Mas o que nos assombra e preocupa mais nessa campanha não é tanto o que dizem os inimigos raivosos do Estado judeu, mas o que é dela assimilado paradoxalmente por Israel, reforçando a campanha dos que se empenham em destruí-lo por completo. A mais recente mistificação anti-Israel está bem assinalada no artigo do publicada na “Tribuna Judaica”, “A Partilha da Palestina”, assinado pelo respeitável Dr. Marcos Wassermann, presidente do Centro Cultural Brasil-Israel, Tel Aviv, quando assevera: “Enquanto os judeus aceitavam com enorme entusiasmo a decisão (da Partilha) da ONU, todos os paises árabes se retiraram da Assembléia no dia da votação” (sic).
Na verdade ululante, no dia da votação, todos eles estavam presentes, votaram contra a Partilha, junto com todos os países islâmicos, obtendo assim 13 votos contrários à proposta da UNSCOP. Essa presença e derrota do mundo muçulmano na votação, reafirma, consagra a aprovação da Partilha por 33 votos, maioria de 2/3 dos membros da ONU, como um procedimento transparente, livre e democrático das Nações Unidas, ouvidos todos os interessados, inclusive o mundo árabe que não apenas manifestaram-se contrários, como votaram contra a Partilha. Israel é o único país até agora existente que pode ostentar uma Resolução da ONU como certidão de nascimento aprovada com perfeita legitimidade internacional, devidamente aprovada pela Assembléia Geral da ONU.
A suposta retirada dos paises árabes no dia da votação não corresponde à realidade dos fatos, servindo apenas para sustentar a versão fraudulenta de que Partilha foi realizada à revelia do mundo árabe, de vez que não teria participado da votação do dia 29.11.1947. A bem da verdade, não é apenas o ilustre Dr. Marcos Wassernam que inconscientemente divulga propaganda anti-Israel, o folheto largamente distribuído pela embaixada de Israel no Brasil, “A busca da Paz na Palestina” repete tal mistificação da “saída dos paises árabes da ONU, no dia da votação”. Enfatize-se, muito pelo contrário, todos os paises árabes votaram em massa contra, e saíram da ONU, sim vociferando para a mídia que iriam impedir com um “massacre mongol” na Palestina a criação do Estado judeu, conforme decisão 181.
Sim, o bloco árabe se retirou do recinto de votação, ao lado de todos os delegados, simplesmente por que a sessão da Partilha, após a votação foi encerrada pelo presidente Oswaldo Aranha, não expressando nada além disso saída dos delegados islamitas da sede da ONU. Já tinha cumprido a sua missão do dia-fazer campanha contra e votar contra a proposta da UNSCOP. Para quem se bate pelo esclarecimento da história da criação de Israel contra o as fraudes da propaganda nazi-islamo-esquerdista a inverídica versão da saída dos paises árabes, esse é mais um óbice criado por nós mesmos, conseqüente à nossa péssima comunicação, gerada pela nossa mentalidade de gueto. Mais um problema, como se fossem poucos. |