Homenagem aos 60 anos da partilha da Palestina
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Leia abaixo o discurso proferido pela Vereadora Teresa Bergher (RJ) na Solenidade de homenagem aos 60 anos de Partilha da Palestina

O Estado de Israel existe graças à persistência de seu povo, à sua fé inabalável, à certeza de que um dia o sonho de viver na Terra Prometida, se concretizaria. Amanhã faz 60 anos da Partilha da Palestina e hoje aqui estamos, lembrando e comemorando esta data e a inesquecível decisão da Assembléia Geral das Nações Unidas presidida por um ilustre brasileiro, Ministro Oswaldo Aranha. Foi ele inclusive o primeiro presidente deste organismo internacional.

Os judeus foram perseguidos por Tito que destruiu o Templo de Jerusalém e foram expulsos da Palestina no ano 135 pelo imperador Adriano. Retornaram pela decisão da ONU de 1947. Atravessamos uma ponte de 1812 anos. Além do fato de ter sido Osvaldo Aranha, um brasileiro, quem presidiu a sessão histórica, esta solenidade realizada, hoje aqui, neste Palácio Tiradentes, que é o mesmo prédio em que se realizou a inesquecível Conferência Panamericana de 1942 também presidida pelo mesmo Aranha, buscando um alinhamento do Continente contra o nazi-facismo. A conferência foi em fevereiro. O Japão aliado da Alemanha atacou Pearl Harbour em dezembro de 1941.

Vários ditadores latino-americanos não escondiam sua simpatia por Hitler. Vivia-se uma época de indefinição. A Alemanha havia invadido a Rússia sete meses antes e avançava nos campos soviéticos. O Brasil ficou isolado, graças a intervenção de Osvaldo Aranha, em agosto declarou guerra a Hitler. Tornou-se o único país da América do Sul a tomar essa atitude e praticamente o único da América Latina. O México só entrou na guerra, faltando menos de um mês para terminar a guerra, em 1945.

Está de parabéns o deputado Gerson Bergher organizador deste evento por ter escolhido a Assembléia Estadual, o Palácio Tiradentes, pois foi aqui, neste local que Osvaldo Aranha escreveu na historia o endereço do Brasil no segundo conflito mundial. Aranha foi embaixador do Brasil em Washinton, junto ao Governador Rosevelt, e depois ministro das Relações Exteriores, sempre esteve firme ao lado dos Estados Unidos e da Inglaterra e considerado o principal líder civil brasileiro na luta contra o nazismo.

Lembrar a partilha da Palestina é homenagear a memória de um estadista, que pautou sua vida pelos ideais da democracia e da convivência harmoniosa entre nações. Lembrar a partilha da Palestina é comemorar os 60 anos de Israel como nação livre, sobrevivendo a tantos sofrimentos como a escravidão, a inquisição o holocausto, mas apoiado em sua Torá, legou ao mundo páginas eternas da cultura e da ciência. Israel é eterno e eterno será seu caminho na defesa da democracia e do bem estar da humanidade.


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