IMPRIMIR ARTIGO     |     ÍNDICE DE ARTIGO      |     FALE COM O NANI     

Quero Escândalos e Gostosas (dez / 2006)
Quero Escândalos e Gostosas

Os motivos porque é tão chato ler a mídia judaica

Já tentei começar a ler a imprensa judaica várias vezes. Desisti em todas. É muito chato. Com exceção dos meus próprios artigos, que eu preciso reler algumas vezes para evitar cometer falhas gramaticais grosseiras (às vezes sem sucesso), não consigo acompanhar mais nada na imprensa judaica. Perguntei aos meus amigos se eles também se aborreciam ao ler a nossa imprensa. Não obtive a mesma resposta. Enquanto eu tento e me aborreço, eles nem tentam. Metade não sabia citar quais eram os veículos judaicos e o resto sabia citar um ou outro mas nunca lia.

Folheando uma revista semana após semana, parece que nada mudou e nada de interessante aparece. Ora é uma reportagem sobre aquele mesmo líder comunitário, fazendo um discurso para os deputados. Ora é um artigo sobre o crescimento do anti-semitismo. Ora a cobertura de alguma festa meio morna, onde as mesmas pessoas são fotografadas e declaram obviedades. De vez em quando sai alguma coisa sobre os jovens. A manchete afirma: “jovens reúnem-se para arrecadação de alimentos” ou coisa do gênero. Aí você vai ver e tinha 5 gatos pingados e mais uns 8 dirigentes comunitários tentando levantar alguns louros. Eu não culpo os nossos dirigentes comunitários. Se eu fosse presidente da Federação e tivesse que liderar uma juventude com a sonolência que a nossa tem, acho que fecharia o departamento de juventude e entregaria a verba para as velhinhas do tricô.

Uma possível sugestão para a imprensa judaica fugir dessa morosidade é passar para o jornalismo investigativo. Todo mundo gosta de um bom escândalo. Acho que podiam rastrear as contas bancárias do pessoal e tentar levantar algum escadalozinho aqui e ali. Se descobrissem, por exemplo, que alguém está metendo a mão na sopinha do Ten Yad e vendendo na praça da Sé, tenho certeza de que as vendas da revista aumentariam. Poderíamos dar ao esquema algum apelido sugestivo, tipo a “máfia da papinha de legumes”. O artigo certamente traria mais notoriedade para a comunidade judaica e projeção internacional. O Brasil não é famoso pelos estupros e assassinatos? A comunidade judaica poderia ser famosa por ser a mais corrupta do mundo. Nosso caso faria sensação nos congressos judaicos mundiais. Pelo menos falariam de nós.

Outro aspecto é a gente poder se integrar mais na cultura brasileira. Nossos líderes vivem dizendo que precisamos participar mais ativamente na cultura nacional. Pois bem, os fiscais roubam, a polícia rouba, os deputados roubam, até o presidente rouba... Onde estão os judeus, que insistem em fazer diferente? Dá pra entender os anti-semitas nesse aspecto, que nos apontam como um grupo à parte, que se recusa a adotar um costume tão natural do ambiente em que vivemos.

Outro aspecto que não deveria ser ignorado são as jovens judias gostosas. Todo mundo gosta de ver foto de gostosa. É muito mais interessante do que o discurso na câmara dos deputados. A revista devia ter uma equipe permanente na piscina da Hebraica tirando fotos da mulherada e propagandeando esse bonito ativo que pertence à comunidade. As vendas igualmente disparariam, a medida em que os pais e mães comprariam a revista para espiar como a nova geração cresceu. “Olha, é a filha do Jacob”. “Olha como o filho da Sara ficou forte e bonito”. Além da geração dos pais, provavelmente a molecada também ia querer comprar as revistas para se ver nas páginas. É possível que, se tivermos que identificar um único fator que tenha maior peso na alta taxa de casamentos mistos, esse é o fato das gostosas judias estarem escondidas. Diversos jovens judeus solteiros, se vissem nas páginas das revistas as moças mais bonitas, certamente se animariam a casar dentro da comunidade.

Já formei minha opinião. Meu ideal de imprensa agora é a Caras e o Agora.

Alexandre Ostrowiecki (Nani)

Site produzido e hospedado por PLETZ.com