O problema de adicção a droga é
considerado freqüentemente como algo que concerne as esposas, maridos e amigos íntimos
do usuário compulsivos de droga. Muito raramente se leva em consideração os sentimentos
dos pais confusos tristes.
Existe ainda para eles uma angústia especial, um sensação de
abandono que faz o seu problema até mais difícil. Quando um usuário de drogas interfere
com o marido ou a esposa e abusa de uma família, existe ajuda prontamente disponível
através de grande número de associações privadas.
Mas o que pode ser feito para amenizar e consolar a mãe que de
repente vê que seu filho ou sua filha está vivendo uma compulsão desesperada? Que esta
compulsão, como qualquer outra doença, assumiu o controle da vida de seu filho? O que
pode ela fazer, ela se pergunta, para trazer seu filho de volta para a saúde e
felicidade?
A relação de uma mãe ou um pai para um filho é uma profunda
relação emocional. Foram eles que trouxeram o pequeno ao mundo, viram seus primeiros
hesitantes passos, amaram guiaram seu filho nos anos de crescimento, rezaram e ansiaram
por sua felicidade e sucesso. A criança é parte das suas vidas.
Agora que ele é um adulto, eles já não têm o direito de
controlá-lo. Mas padrões de comportamento demoram a morrer; o impulso de um pai é
tentar direcioná-lo como se o filho(a) ainda fosse uma criança. Embora "corra
atrás da mãe" quando está em dificuldades, qualquer tentativa de controlar o jovem
simplesmente não vai funcionar. Ele desafia a autoridade da mãe; ignora os argumentos
dela e suas repreensões. Freqüentemente o amor e orgulho do pai (mãe) impede a
recuperação por causa da permissividade muito grande de sua parte. Os pais perdoam,
procuram desculpas para ele - e anseiam com muita esperança que o que eles (pais) estão
fazendo, vai ajudar.
Os pais podem ficar na defensiva sobre o abuso de droga sentindo
que devem compartilhar a culpa dele. Isto se expressa no grito da alma: "O que eu fiz
de errado? Como eu poderia ter evitado isto? Eu possivelmente devo feito algo errado ou
ele não seria deste jeito"!
Se isto aconteceu contigo, perceba, aceite o fato que seu
filho/a está doente. Médicos, assistentes sociais, religiosos e outros que dedicam
sua vida a ajudar viciados em droga, consideram adicção como uma doença, tal como
diabete ou tuberculose.
Se seu filho ou filha viciado em drogas vive em casa, você pode
estar se chateando pela experiência diária de viver com comportamento instável. Seu
filho pode estar mostrando uma hiperatividade, congestão nasal crônica, irritabilidade,
mudanças de humor, noites sem sono e depressão severa. Se o uso de drogas ficou
extremado, você pode estar notando perda de peso rápida, falta crônica de energia ou de
motivação, suspeição constante ou paranóia, suor nas roupas (devido a temperatura de
corpo elevada), e abandono geral de higiene pessoal. Você fica escutando e espera toda a
noite ansiosamente pelo som da chave na porta, você paga contas de telefone cada vez mais
altas, e se preocupa com as grandes despesas em dinheiro. Você tem medo do toque do
telefone que pode significar desastre ou tragédia.
Se ele for casado e tiver uma família, você está preocupado
sobre como o uso de droga pode estar afetando a sua esposa e filhos. Você talvez faça
sacrifícios pessoais para que a família dele não se prive das necessidades, assumindo
as responsabilidades dele tais como contas, pagamentos de aluguel, dívidas. Alguns pais
vão tão longe que chegam a culpar o cônjuge do adicto pelo problema de droga. Não
importa a situação de casa deles - a esposa ou marido não podem ser culpados. O
abusador de droga usa cocaína ou outro entorpecente porque ele está doente.
Você só pode ajudar enfrentando os fatos: nem você nem o
cônjuge pode controlar o abuso de droga por ele; você não consegue forçá-lo a deixar
de usar drogas por repreendê-lo, importuná-lo, se você for generoso ou ríspido com
ele. Você precisará perceber e admitir que você não tem mais nenhum direito de
criticar, admoestar ou exigir sobriedade deste adulto como se ele fosse um estranho. Você
pode ajudá-lo melhor se você puder convencer a sí próprio a Desligar-se - e Entregar a
Dus.
Você não está se desligando e entregando a Dus se você
continuamente tirá-lo dos problemas. Você não está se desligando se você assume as
responsabilidades pelos problemas criados pelo uso da droga. Você não está ajudando se
você cria desculpas para ele. É difícil, até mesmo doloroso, para uma mãe ou pai
enfrentar. Por exemplo, um pai cujo filho ou filha adulto vive em casa sem pagar aluguel e
vê a filha gastar seu dinheiro em droga (ao invés de aluguel), está facilitando àquela
filha a continuar usando drogas enquanto continuar deixá-la viver em casa sem custos.
Este pai poderia começar insistindo em cobrar aluguel da filha, e se ela recusar,
pedir-lhe que se mude. Você ficaria pasmo sobre quantos problemas de uso de drogas serão
solucionados pelos usuários de drogas quando o facilitador deles aprende a dizer não.
"Mas é minha própria carne e sangue" a mãe lamenta, "como eu posso
abandoná-la? Quem cuidará dela se eu não o fizer?
A culpa não é sua; ninguém é culpado. Não fique com vergonha
dele; não proteste quando a esposa dele ou os amigos íntimos buscam ajuda de uma
entidade social ou até mesmo da polícia. Abuso severo de drogas pode induzir a
comportamento violento. Às vezes pede-se proteção. Evite ser envolvido com telefonemas
noturnos ou gente em sua porta. Seja amável, seja gentil, mostre sua preocupação ao
adicto, mas não o proteja das conseqüências do seu abuso de droga. Expor o problema
freqüentemente provoca uma crise. Isto faz o adicto, ele mesmo, querer buscar ajuda. Se o
conforto dele estiver em risco, talvez ele dê o primeiro passo para a sobriedade.
O que você considera ser seu dever, seus cuidados "amáveis
e amorosos" só postergam o dia de ajuste de contas. Seu amor por ele (ela) deve ser
suficientemente forte para deixá-lo trabalhar para sua própria salvação. Ele é,
lembre-se disso, um filho de Dus tanto como é seu.
Você pode ajudá-lo estando pronto para sugerir recursos tais
como Narcóticos Anônimos (NA), centros de reabilitação, fazendas terapeuticas ou algum
médico bem informado--mas só no momento certo. O momento chegará quando ele estiver
realmente desesperado sobre seu uso de droga, quando ele admite que não consegue
controlar isto e que ele precisa de ajuda; quando ele pedir.
Se e quando ele aceitar o NA, fique feliz. O NA pode fazer por ele
o que nenhuma mãe, pai, esposa ou filho podem fazer; as pessoas em NA entendem o problema
dele porque é seu, também. Não tente fazer parte da luta dele pela sobriedade; deixe
acontecer. Não lamente se ele falhar uma vez, duas vezes ou até mais freqüentemente. Os
amigos dele e mentores em NA sabem como ajudar.
Você pode mostrar uma real preocupação e compaixão por seu
filho desligando-se do problema dele. Este é amor verdadeiro. Uma atitude permissiva,
indulgente, até mesmo com o mais amável dos motivos, não ajuda; ela machuca. Por
incrível que pareça, o viciado freqüentemente parece saber instintivamente que você
não o está ajudando ao aceitá-lo. Quando afinal ele se vê forçado, por causa de seu
próprio sofrimento, a se livrar da doença de adicção à droga, ele agradecerá a você
por tê-lo ajudado a achar a força para dar o primeiro passo.
Não elimine o dia luminoso em que ele pode novamente construir
uma vida com propósito e realização para si próprio - e que ele tão desesperadamente
necessita.
E enquanto isso, para dar sustentação a sua coragem e para achar
sua própria paz de espírito, vá ao NarAnom (ou Amor-Exigente - NT) mais próximo,
assista as reuniões, compartilhe sua experiência com outros que o entenderão porque
eles vivem com o mesmo tipo de problemas. Você achará ajuda lá, e coragem, força e
esperança.