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A Romã, fruta símbolo do Ano Novo Judaico, pode conter sementes de esperança para pessoas com doenças cerebrais.

Fruchthandel_Magazin / Pixabay

Quando as famílias judias ao redor do mundo procuram as romãs que costumam consumir no Rosh Hashaná, elas não imaginam que a fruta de suculentas sementes vermelhas pode ser uma chave para o envelhecimento.

O óleo da semente de romã (PSO) contém altas concentrações de ácido punícico, ou ômega 5, como também é chamado, o qual acredita-se ser um dos mais poderosos antioxidantes na natureza.

“Em geral, a oxidação de proteínas e lipídios desempenha um papel importante no envelhecimento e na degeneração neurológica do cérebro”, afirma a Prof. Ruth Gabizon, pesquisadora de doenças degenerativas cerebrais do Departamento de Neurologia do Hadassah University Hospital, em Jerusalém.

Na forma em que estão presentes em muitos vegetais e frutas, antioxidantes podem, em princípio, fornecer proteção contra a destruição das células cerebrais e do corpo. Este é o caso do óleo de semente de romã.

Segundo Gabizon, o desafio é garantir que o óleo de romã que comemos, geralmente filtrado pelo fígado, chegue às partes do nosso corpo que podem se beneficiar dele.

Assim, ela se juntou ao Prof. Shlomo Magdassi – especialista na área de nanotecnologia da Hebrew University de Jerusalém – e, juntos, desenvolveram uma forma de quebrar o óleo em pequenas partículas que podem passar pelo fígado sem serem detectadas, fazendo um percurso até o cérebro.

Um estudo sobre o GranaGard (o produto que desenvolveram) descobriu que seu consumo por ratos de laboratório com esclerose múltipla retardou a expansão da doença e reduziu consideravelmente sua intensidade. Uma experiência adicional com ratos de laboratório com doença de Creutzfeldt-Jakob mostrou que o uso de GranaGard “retardou consideravelmente a expansão da doença e diminuiu a intensidade dos processos degenerativos e de demência associados”, afirma Gabizon.

Os dois estudos foram publicados no International Journal of Nanomedicine em novembro de 2015, bem como no International Journal of Nanomedicine de 2014.

via The Times of Israel e Israel Trade and Investment Brazil


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