Trump, herói ou vilão?

Trump, herói ou vilão?

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O premier Benjamin Netanyahu estava muito desgostoso com Barak Obama e a falta de afinidade (inclusive pessoal) notava-se para longe. Na campanha sucessoria, Netanyahu posicionou-se, não diplomaticamente, a favor de Trump, inclusive encenou viagem aos EUA, da qual foi aconselhado a ficar em Jerusalém. Com a apuração dos votos e Donald Trump sagrar-se vencedor, Netanyahu foi dos primeiros a felicitar “meu amigo Donald”. A direita israelense, inclui o líder do partido Habait Hayehudi, Naftali Bennett abraçaram e cercaram Trump de todos os lados como se fosse partidário do Likud ou do Habai Hayehudi.

Trump tem simpatia por Israel. Sua filha Ivanka converteu-se ao judaísmo e é praticante, o presidente declara que “tenho netos judeus”. Mas Trump já era conhecido anteriormente como homem de negócios. Sentimentos, sentimentos, mas em negócios não há amigos há “tachles”. Na coletiva que teve em Washington com Netanyahu a seu lado, Trump perguntado disse “1 Estado, 2 Estados, seja o que os 2 lados quiserem”, demonstrando que não tem noção da tradicional política americana que quer 2 Estados, e não está a par da situação entre palestinos e Israel.

Com o passar do tempo e lá se vão 2 meses desde que assumiu a presidência, Trump está entrando nos pormenores da situação do Oriente Próximo e quer uma conclusão rápida e de sucesso. A Casa Branca estuda como trazer Israel e os palestinos à mesa de negociação e concretizar a vontade do “patrão”, de promover uma paz histórica que influenciara o mundo todo. Trump quer mostrar que tem sucesso onde os outros fracassaram e principalmente ao Nobel da Paz, Barak H. Obama. Ele está tentando convocar a Arabia Saudita e o Egito, que há 2 semanas foi vazada a informação de que Kerry e ou Netanyahu tentaram fazer o mesmo.

Trump ligou na sexta (10) pela 1ª vez ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas e segundo informes palestinos lisonjeou o líder palestino e “que ouviu muito a respeito do seu compromisso de conseguir a paz”. (Seus atos não o demonstram – nota do autor). Trump enfatisou que “a paz é possível, tem que ser através de negociação direta entre os 2 lados e EUA trabalhará junto com os 2 líderes para conseguir o objetivo”.

Antes desta conversa, Abbas tinha se consultado com o rei jordaniano, bem como diplomatas em Washington que lhe aconselharam não confrontar Trump, não argumentar e não lhe acusar de unilateralismo a favor de Israel. Lhe disseram não ferir sua honra e você receberá o que quiser e recebeu de fato convite para encontro na Casa Branca. Esta foi a abertura para a visita de seu enviado especial Jason Greenblatt, que chegou a Jerusalém na segunda (13). Na capital de Israel encontrou-se com Netanyahu, o presidente Rivlin e outras autoridades. No dia seguinte foi a Ramallah (15 minutos de Jerusalém) encontrar Abbas. Segundo Greenblatt discutiram os meios de progredir para obter a paz, na construção americana as forças de segurança palestinas e parar o incitamento contra Israel. Segundo o enviado americano a conversa foi positiva e seguida de comida com hummus.

Abbas disse acreditar que com o governo Trump dá para alcançar paz histórica que dará segurança a região. Os 2 lados – EUA e os palestinos – estão determinados a lutar contra a violência e o terror. Netanyahu quer consentimento para construir em Jerusalém oriental e nos blocos de assentamentos e não construir novos assentamentos.

O presidente Trump está planejando uma conferência regional no Oriente Médio, que seguundo Saeb Erekat será realizada em Amã, sob hospícios do rei Abdullah da Jordânia. O mais provàvel é que se realizar, a Arabia Saudita e o Egito, que são sunitas também participem, para fazer frente unida frente ao avanço do Irã que é xiita. Trump encontrou-se com o principe herdeiro saudita que é uma peça importante neste tabuleiro de xadrez.

A imprensa árabe informa que Trump oferecerá a Abbas um pacote que incluirá: congelamento de construção judaica, fora dos assentamentos e párar os planos de transferir a embaixada americana à Jerusalém. Com as intransigências palestinas e o desejo de Trump, muito caíra sobre Israel e o herói da direita local, almejando a todo preço sucesso, poderá passar a ser vilão. O governo israelense de repente poderá sentir saudades de Obama, que mesmo sem fazer nada para merecer o premio Nobel da Paz, por outro lado também não pressionou os lados e os líderes não confrontaram seus povos.

MAHMOUD ABBAS FRUSTRADO

O líder palestino concedeu uma entrevista ao site do jornal Al Watan de Qatar nesta quinta (16) e comentou da Conferência que seria realizada em Aqaba, Jordânia com a presença de Kerry, então secretário de Estado americano, Netanyahu, Abdallah rei da Arabia Saudita e a Sisi do Egito. Abbas em tom de ofendido perguntou como é que é que eles querem tratar da paz sem me convidar. A resposta talvez vem em seguida. Perguntado da crise entre a Autoridade Palestina e o Egito que culminou com a proibição de entrada no Egito do alto funcionário palestino Jibril Rajoub, Abbas respondeu que não há nenhuma crise entre os 2 lados. Ele sabe que não diz a verdade, pois há crise por causa do impedimento que a A.P. impôs ao Mohammed Dahlan, que foi alta autoridade palestina e rival de Abbas, que está se refugiando nos Emirados e no Egito e é protegido pelo presidente a Sisi.

Outra pergunta incomoda foi de sua visita ao Líbano e não visitar o campo de refugiados palestinos enquanto foi ao programa de TV Arab Idol. Ele alegou que não tinha tempo e que não queria incomodar as autoridades locais com os meios de segurança. Abbas ao contrário das notícias otimistas anteriores inclusive de Jibril Rajoub, que a conversa com o enviado americano, foi boa e construtiva, disse que ele apenas veio para escutar e não propor nada. Continuou ameaçar como sempre de que “o processo de paz será liquidado se os EUA transferirão sua embaixada para Jerusalém”. Como é que Abbas já fala de Jerusalém como capital para 2 Estados (fato que não existe no mundo) dos quais o palestino ainda não existe e Israel que já esta no seu 69º ano de Independência não pode tratar de onde sera a embaixada americana. Ele também notou que o enviado americano dedicou a êle só 90 minutos e ao premier israelense, Netanyahu 5 horas.

CURTAS:

TURQUIA-HOLANDA. A absurda crise entre estes 2 países virou mais absurda ainda quando o Grêmio da Carne Vermelha ordenou a devolução de 40 vacas da raça Holstein, que havia importado para melhorar as vacas turcas. Em razão da crise entre o governo e a Holanda, o Grêmio decidiu devolver as vacas, alegando que não mais tem interesse pois não são de qualidade. Como de habito, Erdogan acusou seu rival Fetullah Gulen – que auto se refugiou nos EUA – pela crise com a Holanda. O interessante que esta crise saiu das proporções e que não surtiu o mesmo efeito com a França que também impediu ministro turco de fazer comício no país. Tamanho e interesses desiguais.

A GUERRA CIVIL SÍRIA ENTRA NO 7º ANO. Esta tragédia foi marcada com uma série de explosões em Damasco. No sábado (11) foram mais de 40 mortos e na quarta (15) foi a vez do Palácio da Justiça onde um homem b teria matado muito mais pessoasomba se detonou na entrada e matou 31 pessoas ferindo 60. Se não fosse barrado teria matado muito mais pessoas. Logo em seguida outro suicida fez o mesmo ato num restaurante na capital e matou 31 inocentes. A Síria está completamente arrasada e o mundo silencia. 500 mil pessoas foram mortas, 1.5 milhões feridas, 13.000 enforcados numa prisão em Damasco. Dos 23 milhões de sírios antes da guerra, 7 milhões se deslocaram de casa para outras áreas na Síria, 5 milhões fugiram para outros países, destes 2.7 milhões para a vizinha Turquia. 80% da população vive na miséria e 83% não tem luz pela falta de eletricidade. A economia síria perdeu cerca de 689 bilhões de dolares e são necessarios 180 bilhões de dolares para reconstruir o país. O presidente Basher Assad em entrevista a TV chinesa criticou os EUA que não coordena com seu governo na luta contra o Estado Islamico. “Os EUA perderam todas as lutas. No Iraque, Somália, Vietnã e Afeganistão. Eles promovem caos por toda parte. Os russos, iranianos e Hizballah que ajudam Assad nesta matança desenfreada não são mencionados.

A ISRAELENSE MOBLEYE É COMPRADA PELA INTEL. Na segunda (13) foi noticiado que a companhia israelense Mobileye foi adquirida pela Intel, na maior negociação já feita no país pela soma de 15.3 bilhões de dolares. As ações da companhia pularam 30% naquele dia. Seus fundadores o Prof. Amnon Shashua, da Universidade Hebraica de Jerusalém e Ziv Aviram recebem 1 bilhão de dolares cada um, bem como o governo de Israel que tera cerca de 4 bilhões de shekel adicionais. A Mobileye de Jerusalém fundada em 1999, é das pioneiras no mundo com aparelho de advertência para evitar choque de carros e já é implantada em 21 companhias no mundo. A Intel cujo diretor Geral veio a Israel pretende desenvolver conjuntamente o carro autonomo. Intel está presente no país há décadas e continuará com seu centro de desenvolvimento absorvendo centenas de engenheiros.

FORMANDOS NOVOS CAPITÃES DE MAR. Entre os cerca de 30 formandos da Marinha, estão duas capitãs de mar. A Dana Abudi de 21 anos terminou o árduo curso de 2 anos e 4 meses com distinção, demonstrando que mulheres tem igual oportunidades. Ela servirá num navio de guerra com mísseis.

UNIÃO E UNIDADE. Muitos jovens israelenses fazem longo passeio pelo mundo após seu serviço militar. Assim fez a Zohar Katz de 22 anos do Kibutz Yotveta. Só que durante seu passeio pela America Latina contraiu uma doença de sangue quase fatal. Ela foi levada a um hospital em Peru e durante semanas os médicos lutaram pela sua sobrevivência. Seus pais pediram em Israel doação de sangue especial e em quantidade, inclusive de israelenses passeando em Peru e a pequena comunidade judaica do país. A luta valeu, estabilizaram suas condições e ela voltou para Israel onde continuará o tratamento. Feliz, Zohar disse “não tenho palavras de como agradecer a todos, temos um povo espetacular.

O MINISTRO DO EXTERIOR INGLÊS ELOGIA ISRAEL. Boris Johnson passou alguns dias em Israel e na Autoridade Palestina. Durante sua visita ele enfatisou que a Inglaterra é a favor da solução de 2 Estados. Ele é a favor de “cooperação regional, com EUA e Inglaterra contra a influência negativa do Irã”. Disse também que “Israel tem importante papel na paz e segurança da região e a Inglaterra tem fortes laços com o serviços de Inteligência de Israel”. Na sua juventude, Johnson veio a Israel e ficou como voluntário durante 6 meses no Kibutz Kfar Hanassie, na Galileia. “Tenho profunda admiração e apoio Israel longos anos, no tempo do Kibutz contribui a economia israelense. Tenho sentimentos a Israel, Me identifico com o sucesso de Israel, um país extraordinário”.