Terrorista do Irã indicado Ministro da Defesa

Uma vez mais, o Irã revelou ao mundo a real natureza de seu regime, e as intenções de sua liderança, indicando um terrorista procurado pela Interpol, como seu Ministro da Defesa.

No dia 19 de agosto, o Presidente Ahmadinejad anunciou que Ahmad Vahidi havia sido nomeado Ministro da Defesa do Irã. É de se esperar que um regime que apóia terroristas indicaria um terrorista procurado internacionalmente, como seu Ministro da Defesa. Talvez seja apropriado um presidente que nega o Holocausto indicasse um perpetrador do maior massacre anti-semita desde o Holocausto, para fazer parte de seu gabinete. Entretanto, a indicação de Vahidi para ocupar este posto não deveria deixar de chocar aqueles de boa consciência ao redor do mundo.

Vahidi não é um terrorista qualquer. Ele é um dos cinco iranianos procurados pela Interpol pelo atentado terrorista suicida contra o Centro Comunitário Judaico na Argentina (AMIA). Naquele horrível ataque da manhã do dia 18 de julho de 1994, uma grande parte do prédio foi destruido, matando 85 cidadãos argentinos inocentes e ferindo outros 240.

Uma intensa investigação das autoridades argentinas, determinou sem equívocos que o ataque foi executado pela organização terrorista Hezbolá, com o apoio dos líderes do governo do Irã. Na última sexta feira, dia 21 de agosto, Alberto Nisman, um promotor que investigou o ataque, disse que Vahidi é acusado de ser “participante chave no planejamento e decisão de seguir adiante com o ataque” contra o prédio da AMIA. Em 2007, a Interpol emitiu um “alerta vermelho”, colocando-o na lista de pessoas procuradas, declarando que ajudaria a Argentina a prender Vahidi e outros quatro oficiais graduados do Irã, em conexão com o ataque. À luz da seriedade das acusações contra ele, a União Européia. em junho de 2008, congelou seus bens e negou sua entrada em todos os países membros da comunidade.

Ahmad Vahidi participou do ataque à AMIA, como o então comandante do grupo terrorista “Força Quds” do Irã. Este grupo faz parte dos Guardas Revolucionários do Irã, a força de segurança militar mais forte do Irã, e o principal apoiador do regime iraniano. É uma unidade de elite, conhecida por sua militância e aderência ideológica severa. Esta força é o aparelho primário do Irã em apoiar as organizações terroristas, executando operações secretas além das fronteiras do Irã, e operando redes de terroristas e apoiadores ao redor do mundo.

Nos últimos anos, o Irã reduziu sua participação na execução direta de atentados terroristas no exterior, para proteger sua imagem internacional. Apesar disto, o Irã dirigiu as Forças Qud e seus serviços de inteligência para estabelecer células de terroristas fora do Irã. Isto permitirá que o Irã, diretamente ou através do Hezbolá, lance ataques terroristas contra alvos israelense/judaicos ou outros alvos ocidentais, quando acreditar que seja o momento certo.

Ao indicar Vahidi, o Irã demonstrou que continuará a apoiar o terrorismo internacional. Pelo menos quatro indicados (defesa, inteligência, interior e petróleo), têm ligações com os Guardas Revolucionários. O Irã hoje é o maior exportador de terrorismo no mundo e todos os sinais do novo governo demonstram que não tem nenhuma intenção de mudar.

É uma incumbência da comunidade internacional observar de perto a indicação de Vahidi, para obter uma melhor compreensão das intenções da liderança iraniana, que escolheu indicar um terrorista internacional para ser seu Ministro da Defesa.

Fonte: Embaixada de Israel

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