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“Massacre de judeus de Metz durante a Primeira Cruzada” em 1096, por Auguste Migette (1802/1884).

De repente, pessoas respeitadas jogam a culpa do surto do vírus COVID-19 não nas costas da China Comunista, mas nos Estados Unidos, Reino Unido e Israel. Essa artimanha se enquadra num pernicioso padrão medieval que precisa ser levado a sério e refutado.

O padrão remonta a mais ou menos o ano 1.100 d.C e às Cruzadas na Europa. Desde então, pessoas desnorteadas, na esperança de compreender os acontecimentos malignos e inesperados, contam com a permanente opção de, como num passe de mágica, encontrar a resposta na conspiração mundial. Nesta investida, eles avassaladoramente culpam apenas dois supostos conspiradores: membros das sociedade secretas do Ocidente ou os judeus.

Cavaleiros templários, membros da Maçonaria, jesuítas, Illuminatis, jacobinos e a Comissão Trilateral são exemplos de sociedades secretas. Os judeus são, segundo um pressuposto, regidos por alguma entidade das trevas, os “Anciões,” que os mantém na linha por meio de organizações de fachada como os Sanhedrin, a Alliance Israélite Universelle e o American Israel Public Affairs Committee.

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