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Em Auschwitz, campo de concentração nazista utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, aqueles que eram escolhidos para o trabalho forçado eram registrados e tatuados no braço esquerdo com o número de identificação. Depois disso, eram enviados ao campo principal ou outros lugares no complexo. A grande questão é: Como eram feitas essas tatuagens, já que não existia toda a tecnologia que vemos atualmente?

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O relato de George Trenton, sobrevivente de Auschwitz, com base em documentos obtidos no Holocaust Memorial Museum, nos Estados Unidos, explica: “Os designados como tal eram tatuados por meio de uma placa de metal com agulhas interligadas. A placa ficava presa na carne, ao lado esquerdo de seu peito e, em seguida, o corante era espalhado sobre a ferida”.

Descendentes das vítimas resolveram fazer tatuagens semelhantes às feitas nas vítimas do Holocausto. O desenho? A numeração designada aos presos no campo de concentração. Muitos consideram uma homenagem, mas há, também, quem discorde e ache que a tatuagem é, na verdade, uma maneira de glorificar o campo nazista, e não as pessoas que ali sofreram. De acordo com o historiador Avraham Milgram, “a repetição da tatuagem de Auschwitz demonstra uma falta de reflexão. Ao fazerem a tatuagem, o jovem quer se identificar com o avô, mas acaba homenageando os nazistas, e não o avô”.

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Para Milgram, a tatuagem dos prisioneiros em Auschwitz foi um ato de desumanização. Mas quem tatuou as marcas posteriormente afirma que é uma forma de defender a memória dos antepassados. Doron Diamant é um exemplo. Ele tatuou, em um dos braços, o número 157622, mesma numeração destinada ao seu pai, Yosef, à época em que chegou em Auschwitz, em 1942. Doron garante que essa é uma maneira de se aproximar de seu pai. “Fiz essa tatuagem para expressar o quanto me identifico com meu pai. Quero, com isso, preservar sua memória e fazer com que o Holocausto não seja esquecido.”

Veja, a seguir, um vídeo sobre a polêmica em torno das supostas homenagens:

Fontes: TatooTatuagem | USHMM | Historiofobia | BBC

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