Em unanimidade, a comunidade de nefrologistas pediátricos da Associación Latinoamericana de Nefrologia Pediátrica, consagrou o IX Congresso ALANEPE, que acontece de 25 a 29 de outubro de 2011, em São Paulo, como uma homenagem ao Professor Julio Toporowski , considerado o fundador da Nefrologia Pediátrica no Brasil e será o presidente de honra do evento.
Companhias farmacêuticas globais estão, atualmente, procurando mercados emergentes para a condução de estudos clínicos devido ao aumento nos custos de desenvolvimento de fármacos e a demanda de avanços mais rápidos em fármacos. Leia mais
Para a Dra. Rania Elkhatib, a primeira mulher árabe-israelense a se tornar uma cirurgiã plástica em Israel, o trabalho no Rambam Medical Center é uma chance de ser um exemplo para a sua comunidade. Leia mais
A Associação dos Amigos do Instituto Weizmann do Brasil promove no dia 13 de junho (domingo), às 18h30, na Sala Plenária de A Hebraica, coquetel seguido das palestras “Células Tronco: a revolução em curso na biologia e na medicina”, com o professor Dov Zipori (mestre em microbiologia pela Tel Aviv University e doutor em biologia celular do Instituto Weizmann) e “Fronteiras da Pesquisa em Medicina Molecular”, com a Dra. Ana Carla Goldberg (coordenadora de pesquisa experimental do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein).
Nesta mesma ocasião, serão apresentados os três alunos brasileiros que ganharam a bolsa de estudo patrocinada pelo grupo Amigos do Instituto Weizmann do Brasil para o International Summer Science Institute (ISSI) que acontecerá durante o mês de julho, no Instituto Weizmann, em Israel. São eles: Ivan Lavander Candido Ferreira ( Biologia USP), Fernando Augusto Gouvêa Reis (Farmárcia UFMG) e Ana Cláudia Martins Ciconelle Reis (Ciências Moleculares USP).
No dia 15 de junho, às 10h, no Hospital Israelita Albert Einstein, o professor Dov Zipori ministrará a palestra “Stea Cells and the Steam State – Relevance to Cancer”. A palestra no Hospital Israelita Albert Einstein será aberta apenas à comunidade científica. As inscrições devem ser feitas até o dia 14 de junho, no email mon031@einstein.br. As palestras na A Hebraica serão abertas ao público e gratuitas (sendo que a palestra do professor Dov Zipori será ministrada em inglês), mediante inscrições pelo email: weizmann.br@gmail.com (enviar nome completo e RG).
(Veja o vídeo no final do texto) A lenta e dolorosa recuperação de uma pessoa que enfrenta uma cirurgia cardíaca deixou de ser uma realidade para alguns pacientes do Hospital Israelita Albert Einstein em outubro de 2009, quando o HIAE realizou a primeira cirurgia cardíaca minimamente invasiva. Na semana do último dia 15 de março, porém, o hospital apresentou mais um avanço nessa área e realizou as primeiras cirurgias cardíacas minimamente invasivas totalmente robotizadas da América Latina. No novo procedimento, o cirurgião – por meio de um console – maneja quatro braços de um “robô”, capazes de realizar a operação com maior precisão e oferecer ainda mais segurança aos pacientes. “Além de multiplicar os movimentos de um cirurgião, o equipamento oferece maior destreza porque não há tremor. E ainda conta com um sistema de captação de imagens digital que deixa o corpo humano mais nítido do que a olho nu”, explica o cirurgião cardíaco Robinson Poffo, que comandou as operações no HIAE.
Com a utilização do robô, um único médico controla dinamicamente até quatro instrumentos – como pinça, tesoura, ótica de vídeo e afastador. Mesmo assim, o número de profissionais da equipe continua o mesmo. “Nosso maior objetivo é realizar cirurgias cada vez mais seguras. E sendo minimamente invasivas, esse tipo de cirurgia permite uma recuperação muito mais rápida e menos dolorosa ao paciente”, afirma o médico. Diferente das cirurgias de coração tradicionais, que necessitam de um corte de cerca de 25 centímetros no peito do indivíduo, as cirurgias cardíacas minimamente invasivas são realizadas por meio de incisões milimétricas e apenas um corte de 2 a 4 centímetros na lateral do tórax. Assim, a alta do hospital pode ser realizada em até 4 dias – diferente da técnica tradicional, em que o paciente precisa de 7 a 10 dias para deixar o hospital.
Luzia Cristina Debatin, de 34 anos, foi a primeira pessoa a ser operada com a utilização do robô na América Latina. Depois de 4 dias da operação, recebeu alta e pode voltar para casa, em Santa Catarina. “Fiquei muito honrada quando soube que seria a primeira e muito feliz em me recuperar tão rapidamente”, contou Luzia. “Desde o começo, os médicos me deixaram muita tranquila em relação à segurança da cirurgia”. A partir da entrada na fase adulta, Luzia queixava-se de cansaço, fraqueza e dificuldade para respirar – sintomas de uma doença congênita chamada Comunicação Interatrial, caracterizada por uma abertura entre os dois átrios do coração, que permite a passagem de sangue de um para o outro. Essa movimentação sanguínea, reflexo de uma má formação do septo que separa os dois átrios, aumenta a pressão e o fluxo nos pulmões, provocando fadiga, insuficiência cardíaca e falta de ar.
Para Luzia, a recuperação foi uma surpresa. “Até mesmo a região onde foi realizado o corte, que estava roxa, já voltou ao normal. E não sinto mais a falta de ar”, afirmou, aliviada, antes de receber alta. Seu marido, Raulino Freitas, de 56 anos – que já passou por uma cirurgia cardíaca convencional – conta que demorou muito mais para se recuperar e que aceitou rapidamente que ela fosse operada com a utilização de robótica. “Não pairaram dúvidas. Ficamos muito seguros porque o robô tem menos chance de errar. Além disso, é programado por uma equipe de médicos especializados, por isso já esperávamos pelo acerto”, explicou Raulino.
Marcos Roberto da Silva, de 39 anos, também sofria de Comunicação Interatrial e foi o segundo a ser operado pelo novo método. “Sempre fui esportista, mas me cansava muito fácil. Um dia, tive um início de um AVC e só assim eu descobri que tinha esse problema. Precisava ser operado e fiquei muito satisfeito quando soube que não precisariam abrir o meu peito e nem serrar o osso do tórax”, lembra. “Minha recuperação foi 100%. No mesmo dia da cirurgia eu já podia me sentar. Agora estou me sentindo bem e estou indo para casa hoje, bastante tranquilo. O assessoramento dessa equipe médica é de primeiro mundo. E é importante as pessoas saberem que essa nova tecnologia vai curar doenças e oferecer uma recuperação tão rápida quanto a minha”, afirmou Marcos, minutos antes de receber alta, apenas três dias após a cirurgia.
De acordo com um dos médicos da equipe de cirurgiões, Dr. Renato Bastos Pope, Luzia e Marcos ganharam novamente uma vida normal. “A doença deles, quando corrigida a tempo, é como se nunca tivesse existido”, explica o cirurgião. Por enquanto, o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) poderá realizar, com auxílio do robô, cirurgias de troca de válvula, de correção de arritmias, de alguns tipos de cardiopatias congênitas e de casos selecionados de revascularização de miocárdio. Mas nem todo paciente pode ser operado pelo novo método. Algumas deformidades no tórax impedem esse tipo de procedimento. Essas primeiras cirurgias, pioneiras na América Latina, foram acompanhadas por médicos dos EUA, onde o cirurgião cardíaco Robinson Poffo foi treinado e certificado. Somente com essa certificação, adquirida pelo Hospital Good Samaritan e pela East Carolina University – ambos americanos – um centro médico pode realizar esse tipo de procedimento.
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