fonte: Menorah – O Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitou pedido israelense de homenagear as vítimas do atentado terrorista palestino na olimpíada de Munique em 1972, que completa 40 anos, com minuto de silêncio durante os Jogos de Londres. Uma carta assinada pelo presidente do COI, Jacques Rogge, ignorou o pedido pelo minuto de silêncio, afirmando apenas que Rogge comparecerá a uma “comemoração” no Guildhall de Londres, e que o COI estará representado em outros possíveis eventos organizados por Israel.
O pedido, feito em apoio à campanha de duas viúvas de vítimas do atentado, foi enviado ao COI em abril pelo vice chanceler israelense, Danny Ayalon. Segundo ele, o minuto de silêncio passaria a clara mensagem de que os “terríveis acontecimentos” de Munique não serão esquecidos. Yigal Palmor, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Israel, disse que a resposta do COI foi uma educada, porém clara, rejeição. Palmor afirmou que o COI trata a questão como algo interno de Israel, e que talvez a entidade considere tudo relacionado ao país, controverso.
O COI não aceita o que considera como “declarações políticas” nos Jogos. Nem mesmo em respeito às vítimas de um ato armado palestino concretizado com a invasão da vila olímpica germânica para assassinar atletas israelenses e terminando dias depois em um tiroteiro e massacre no aeroporto, quando terroristas e seus reféns judeus imaginavam que iam sair da Alemanha. No tiroteio de 45 minutos foram mortos 5 palestinos que lançaram granadas, atiraram e mataram os 9 outros atletas de Israel que estavam amarrados dentro de helicópteros. Três terroristas sobreviveram, foram presos e libertados após o sequestro de um avião da Lufthansa em 29 de outubro de 1972.
Depois de sua libertação, a polícia alemã invadiu o avião e matou os sequestradores deste segundo ato de terror. Os 3 terroristas sobreviventes de Munique foram cassados pelo Mossad. Dois foram mortos e Mohammed Oudeh escapou de um atentado a bomba contra ele, em Varsóvia, em 1981, falecendo em Damasco, em 2010. Ainda era uma época (1972) onde o termo “palestino” não havia se firmado. Basta ver as manchetes dos jornais. No Brasil, “árabes” e nos Estados Unidos, um “bando de árabes”, e não, terroristas. Na verdade foram terroristas palestinos do grupo Setembro Negro que foram à Alemanha matar judeus em vingança aos 10.000 palestinos mortos pelas tropas muçulmanas do rei Hussein da Jordânia em 1970.





























