
Sandra Rejwan é ex-aluna do Bialik e quer ser a 1a brasileira eleita deputada à Knesset pelo Likud
O que te levou a fazer Aliah?
Eu recebi uma educação judaica sionista, tanto na escola como em casa. Aprendi a conhecer e a amar Israel antes mesmo de visitá-lo. Em 1982, aos 15 anos de idade, participei de um programa da Agência Judaica: “Classes Brasileiras em Israel”, no qual cursei o 1º colegial em uma escola agricula e pude vivenciar a cultura e a vida em Israel. Daí em diante, apesar de ter voltado ao Brasil por alguns anos, a Aliah se transformou em certeza, era só achar o tempo adequado.
Você tem filhos? Eles falam português?
Tenho duas filhas: Keren de 22 e Michal de 19. A Keren está cursando Psicologia e Administração e a Michal está completando seu 1º ano no exército. Elas falam perfeitamente o português e o inglês. Fiz muita questão de que elas pudessem ter a aptidão de se comunicar com desenvoltura e segurança.
Você torce para algum time no Brasil?
Corinthians!
O que te moveu a entrar na política?
Já há anos eu lido com Diplomacia Pública. Isso inclui a tarefa de combater a desinformação e a difamação do Estado de Israel na mídia tendenciosa e maléfica, que é nutrida por agentes perniciosos e mal intencionados. No início, escrevi para a revista mensal da Comunidade Judaica Brasileira “O Hebreu”, podendo assim transmitir informação e retratar a realidade israelense em primeira mão, sem os filtros da mídia. Fui Conselheira para Assuntos de Política Interna Israelense do Embaixador Brasileiro Sergio Eduardo Moreira Lima e fui Conselheira para Assuntos de América Latina para ministros, vice-ministros e deputados. Entrar na política foi uma sequência natural do que eu vinha fazendo, porque senti a necessidade de fazer mais e melhor, de ter uma voz mais alta, uma representatividade maior.
Qual você acha que é o maior desafio de Israel hoje?
O maior desafio é, sem dúvida, manter a segurança do país, deixando de pensar que a PAZ é o objetivo, mas sim um meio de obter dois Estados prósperos e seguros, convivendo pacificamente um ao lado do outro.
Quais ciclos você cursou no Bialik? (maternal, primário, ginásio, colegial)? Em que ano você saiu?
Estudei no Bialik entre 1971 e 1984. Do Infantil ao Colegial.
De que forma o Bialik contribuiu para a sua formação? Em que o Bialik colaborou para torná-la quem você é hoje?
No Bialik obtive muitas das ferramentas que levo comigo até hoje. Acredito que tenha sido um grande contribuinte na minha formação e certamente na decisão de defender o Estado de Israel ativamente. A qualidade e a atmosfera desta escola me deram uma base sólida e a certeza de que posso crescer e chegar a tudo aquilo que eu almejar.