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Deputado Gerson Bergher repudia a chegada de Ahmadinejad

“Senhor Presidente, estou fazendo uma manifestação de repúdio a Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, que nega a existência do holocausto nazista. Esse homem representa o ódio, a discriminação, o preconceito, o racismo, a intolerância e o terror, independente de religião, credo e classe social. Repudio a sua vinda ao Brasil, que é um país democrático. Muito obrigado”. O texto enviado ontem, continha erros de português, entretanto o funcionário que o digitou, justificou que procurou ser fiel ao que foi publicado com incorreções no Diário Oficial da Assembléia Legislativa.

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Nova Escola Judaica Protesto contra a visita do presidente Ahmadinejad

A Nova Escola Judaica tem como um de seus pilares a diversidade, que se caracteriza pelo convívio com as diferenças e a capacidade de estabelecer um diálogo construtivo com o outro, que objetiva o crescimento mútuo. Tudo isso embasado nos valores judaicos de justiça e respeito à dignidade do ser humano. Não poderíamos, então, deixar de nos manifestarmos em virtude da visita de um dos chefes de estado que mais infringe os direitos humanos em seu país e prega a destruição de um povo, reeditando os horrores da propaganda hitlerista. Não é possível conjugar o verbo “educar” distante das noções de humanidade, respeito e tolerância. E justamente, motivada por sua natureza, a Nova Escola Judaica lamenta a recepção oficial que gozará o chefe de estado do Irã, Mahmud Ahmadinejad. Porque, um regime que defende abertamente a extinção física de um país e que desconsidera milhões de vítimas do holocausto nazista, não é capaz de ensinar algo de bom.

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Manifestantes protestam pela Liberdade no Irã e iranianos agradecem o apoio via Twitter

Mais de 2 mil pessoas (segundo dados da Polícia Militar) participaram na tarde deste domingo (15/11), em São Paulo, de uma manifestação multicultural promovida pela Frente pela Liberdade no Irã. A notícia repercutiu não só na mídia brasileira, como na de Portugal, EUA e nos blogs do Irã, entre outros. Nem todas as emissoras de TV, jornais ou sites conseguiram transmitir a vibração do público e dos organizadores da manifestação. O protesto contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, marcada para o próximo dia 23, foi realizado na Praça dos Arcos e reuniu diversos movimentos sociais e grupos religiosos em solidariedade ao povo iraniano. Importante salientar que a FLI já recebeu mais de 190 mensagens no twitter, direto de Teerã. As mensagens agradecem o apoio, confirmando a importância da solidariedade da sociedade brasileira. (fonte: BB Press)

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Manifestação em SP reúne cerca de 1,5 mil pessoas contra visita de Ahmadinejad ao Brasil

Cerca de 1,5 mil pessoas participaram na tarde de hoje (15), em São Paulo, de um protesto contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, marcada para o próximo dia 23. A manifestação ocorreu na Praça dos Arcos e reuniu diversos movimentos sociais e grupos religiosos.

Um dos organizadores do movimento em São Paulo, Boris Ber, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, disse à Agência Brasil que a manifestação não é contra o povo do Irã, mas um protesto contra o presidente “que nega deliberadamente o Holocausto” e o fim do estado de Israel.

“Alguém que nega a história e alguém que não fala de futuro, como disse o Shimon Peres [presidente de Israel, que esteve esta semana visitando o Brasil], não agrega nada ao Brasil”, disse Ber, ressaltando que mesmo uma relação estritamente comercial com o Irã não representaria muita coisa ao Brasil.

Outra crítica dos manifestantes sobre a visita de Ahmadinejad ao Brasil é a negação dele da existência de homossexualidade no país. Segundo o advogado Eduardo Piza Gomes de Melo e participante da organização não governamental Instituto Edson Néris, Ahmadinejad “institucionalizou a homofobia”, fazendo a homossexualidade ser considerada crime no Irã e punida com pena de morte. “Num país que tem 70 milhões de habitantes, isso significa que ele ignora a existência de 5 a 7 milhões que são gays e lésbicas. E, além disso, exerce uma violência, uma repressão brutal contra a livre orientação sexual das pessoas.”

“Como chefe de Estado, Ahmadinejad tem o direito de vir ao Brasil, visitar o presidente Lula e fazer negócios. O que ele não pode é se aproveitar dessas viagens internacionais para fazer ameaças a qualquer povo”, disse o babalorixa Francisco de Osun, presidente do Instituto Afro religioso Ilé Asé Iyá Osun, em entrevista à Agência Brasil.

Para o bispo Carlos de Castro, presidente do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo, o presidente do Irã é “um déspota” e o presidente Lula, apesar de recebê-lo no Brasil, deveria manter uma posição marcante e de “inconformidade contra as declarações de Ahmadinejad”. “Uma vez que o Brasil está crescendo e se colocando entre as maiores nações do mundo, não podemos aceitar a intolerância e a discriminação.”

fonte: Agência Brasil

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O Irã Intensifica a Influência por toda a América Latina

Desde 2002, o grupo Hezbollah de libaneses xiitas apoiados pelo Irã se tornou visivelmente ativo na América Latina.[1] A América do Sul e Latina se tornou também uma das bases principais para a arrecadação de recursos para os terroristas. O Hezbollah angaria milhoes de dolares na America do Sul vendendo DVDs piratas, de acordo com a Rand Corporation, um instituto americano de estudos sobre politica publica. Um estudo recente frisa que a area da fronteira triplice Brasil-Argentina-Paraguai “tem surgido como o centro de financiamento mais importante do terrorismo islamico fora do Oriente Medio.”[2] Leia mais

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Carta aberta ao presidente do Irã – por José Roitberg

Tenho a certeza de que será uma das piores viagens oficiais de sua vida. Vai encontrar aqui um país cristão, coisa que abomina. Vai ter que se encontrar com políticos e empresários que usam gravatas, acessório proibido pelo código de vestimentas (lei no Irã) porque na visão xiita a gravata simboliza uma cruz em torno do pescoço dos homens. E verá mais de 5 cores de ternos, outra coisa também proibida no Irã.

Espero que passe por nossas praias e não fique olhando para o chão do carro, pois precisa se confrontar com a liberdade ocidental de expor o corpo humano vivo e não os cadáveres. Precisará se controlar para não dar uma olhadinha em nossas beldades desnudas não só nas praias, mas com vestidinhos de Geisy por todos os cantos. Imagine o que é isso para alguém que defende a burka? É o próprio Faya, o Inferno muçulmano.

Mas seja bem vindo aqui Ahmadinejad. Espero que se encontre com o presidente Lula em seu gabinete, veja a Bíblia sobre a mesa, veja a mezuza na porta ao lado na sala da Clara Ant. E pense muito bem no que fazer: apertar a mão de uma judia comunista de rosto descoberto e tornozelos de fora? Que dilema teológico…

Mas seja bem vindo Ahmadinejad. Depois de se esquivar da Clara Ant, que como assessora pode até ser posta de lado, mas aí resta o Marco Aurélio Garcia, que deixa a Clara no ponto mais a direita da esquerda com sua mente sovietizada e cubanizada. Ih Ahamdinejad: você acabou com os comunistas no Irã. O que vai dizer aos nossos aqui (alguns deles o defendem hein…), a maioria, muito mais neo-liberal que de esquerda, mas não tem saída: neo-liberalismo também não é sua praia. E depois de se esquivar de um, sempre virá outro: uma grande lista de judeus e esquerdistas de fato no poder. Não são brinquedinhos buchechudos como na Venezuela. Aqui a esquerda é de raiz!

Mas seja bem vindo Ahmadinejad. Venha ver um país de 190 milhões de pessoas de todas as origens e religiões que não se matam e não disputam o poder para matar as outras, se é que isso faz algum sentido para você. Pergunte como se faz uma eleição sem fraude.

Tem umas coisas aqui que você precisava conhecer para ampliar seus horizontes mas não vai rolar. Não vai ao Corcovado. Não vai ao Pão de Açúcar, não vai dar uma volta no Saara no Rio ou na 25 de Março em São Paulo. Não vai ter uma almoço fechado no Porcão, até porque você, como muçulmano, come kosher também. Aliás, se quiser levar um salame antes voltar, passe aqui na Bolivar 45. Dá até para parar o carro na baia de descarga e tomar um café: eu pago! Aproveite para ver o que nossos vizinhos cristãos iraquianos pensam de você. Posso até marcar com uns amigos bahais. É! Tem bahais no Brasil também, religião que os xiitas escorraçaram da Pérsia e depois do Irã, tendo que se refugiar em Haifa, ainda no domínio Otomano. Ih, esqueci: tem turco para caramba aqui no Brasil. Tem libanês cristão para todos os lados. Mais libaneses e descendentes de libaneses que no próprio Líbano.

Aqui é um lugar interessante para você conhecer, pena que vai ficar acossado entre a mídia e a política e não verá nosso povo.

Pessoalmente não tenho nada contra você. Não fico nem um pouco impressionado com mais um líder muçulmano dizendo que vai varrer Israel do mapa. Pode tentar. Em 1948 quando eram fortes e os judeus fracos, não conseguiram. Depois Nasser tinha o seu discurso. Depois Sadat tinha o seu discurso. Depois Shuqueiri e Arafat tinham o seu discurso. Depois Assad (pai) tinha seu discurso. Depois Saddam, seu inimigo mortal tinha o seu discurso. Você é professor. A história lhe interessa. Olhe para trás e veja onde estão e o que conseguiram. Pelo menos podia ser original em seu discurso.

Nem seus arroubos de negação do Holcausto a cada vez que o petróleo está baixo me incomodam. Você é o presidente, mas não é o poder. Você não me preocupa e nem sei o quanto dos coisas que faz ou diz são realmente suas ou você é apenas o porta voz da junta teológica que domina os persas.

Não é aqui no Brasil que alguém vai te lembrar que é dirigente do único país xiita entre outros 53 países sunitas e que maios ou menos 1 bilhão de muçulmanos não vão com a sua cara enquanto só uns 13 milhões de judeus tem algo contra você. Isso não vão te dizer aqui. Não vão dizer que o Irã tem relações diplomáticas com menos países islâmicos que Israel. E ninguém vai chegar até você numa entrevista e perguntar: “Presidente, para que essa bobagem de dizer que Israel tem que ser varrido do mapa? Seu obejtivo não é triunfar onde seus antepassados xiitas fracassaram e retomar Meca? Abrir Meca para os persas e varrer o domínio árabe sobre o Islã no Golfo?” Não é essa a agenda verdadeira iraniana verdadeira? Vcs também seguem Sun Tzu não seguem? Faça o inimigo achar que vc está longe quando está perto…

Sei que você pode jogar a Bomba sobre Israel pois são apenas judeus, cristãos, bahais e sunitas por lá. Todos infiéis na visão. Mas você acredita que Israel tem 300 Bombas. Um monte de gente acredita. É blefe? É real? Mas a família real saudita não tem nenhuma né? Será que alguém ataca você se a Bomba cair em Ryad e não em Jerusalém? Pessoalmente, acho que não. Mas se eu fosse você ficaria com o pé atrás e mandava investigar a fundo todo mundo que está em seu programa nuclear. Você acreditaria se eu disse que algum dos cientistas paquistaneses pode ser um agente taliban da Al Qaeda, sua inimiga mortal, pronto para fazer um ataque suicida nuclear em suas instalações? Vocês são persas. São inteligentes. Sabem quem são seus reais inimigos. Sabem que sempre foram os árabes, os sunitas e agora os talibans. Depois de 10 anos de guerra com os sunitas iraquianos seus aiatolás quase atacaram o Afeganistão sob domínio taliban por 3 vezes. Só não fizeram porque foram um pouco mais espertos e deixaram os ocidentais se ferrarem por lá, como os soviéticos, sem conseguir resolver nada.

Mas seja bem vindo. Venha e ouça o que precisa ouvir! Venha e ouça o que precisa ser dito. Vai ser insuportável para você. Assine um contrato para uma área do pré-sal pois seu petróleo está acabando e você sabe disso melhor que ninguém.

E tenha uma certeza caro presidente: Israel não vai construir o segundo Yad Vashem, o segundo Museu do Holocausto. Mas se o Irã realmente enveredar pelo caminho da chantagem atômica, vocês poderão acabar tendo que construir o seu primeiro museu….

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José Roitberg é jornalista

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Ato em SP pede que Lula questione Ahmadinejad

manifestação anti-ahmadinejadCerca de 1,5 mil pessoas participaram na tarde de domingo, 15, em São Paulo, de um protesto contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, marcada para o próximo dia 23. A manifestação ocorreu na Praça dos Arcos e reuniu diversos movimentos sociais e grupos religiosos. Um dos organizadores do movimento em São Paulo, Boris Ber, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, disse à Agência Brasil que a manifestação não é contra o povo do Irã, mas um protesto contra o presidente “que nega deliberadamente o Holocausto” e prega o fim do estado de Israel. “Alguém que nega a história e alguém que não fala de futuro, como disse o Shimon Peres [presidente de Israel, que esteve esta semana visitando o Brasil], não agrega nada ao Brasil”, disse Ber, ressaltando que mesmo uma relação estritamente comercial com o Irã não representaria muita coisa ao Brasil. (fonte: FISESP)

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Caro Presidente Lula, outra vez – por David A. Harris

Eu escrevi para você na primavera, profundamente preocupado com a visita agendada pelo Presidente Mahmoud Ahmadinejad a Brasília em 6 de Maio de 2009. Estamos gratos que essa visita não tenha acontecido. Lamentavelmente, agora está marcada para acontecer no próximo mês. Senhor Presidente, por favor, reconsidere o caso.

O Senhor é um líder político admirado amplamente. Brasil, sob a sua guia, tem emergido rapidamente no palco mundial, para citar você, como um “cidadão de primeira categoria” na comunidade internacional. Porque você iria querer conferir seu considerável prestígio a Ahmadinejad, que anseia ele, mas com certeza não o merece? E porque o Brasil iria, hoje um bastião muito elevado dos valores democráticos, buscar vínculos mais próximos com Irã, seu oposto polar?

Senhor Presidente, o Senhor falou apaixonadamente nas Nações Unidas algumas semanas trás sobre o tipo de mundo que o Senhor procura construir. O Senhor chamou à preservação e à expansão dos direitos humanos. Sob o regime atual, porem, Irã tem pisoteado os direitos humanos, flagrantemente, brutalmente, repetidamente.

O Senhor expressou apoio ao desarmamento e a não proliferação. Sob o regime atual, porém, Irã está se armando rapidamente e violando resoluções mandatórias do Conselho de Segurança das Nações Unidas e diretrizes da Agência Internacional de Energia Atômica sobre proliferação nuclear.

O Senhor apelou para a confrontação com o terrorismo “sem estigmatizar grupos étnicos e religiões”. Sob o regime atual, porem, Irã promove ativamente e doa fundos para o terrorismo e tem apontado a religiões e grupos étnicos específicos, incluindo a comunidade judaica no seu quintal, América do Sul.

E o Senhor articulou a visão de uma solução de dois Estados, um Estado Palestino vivendo lado a lado com Israel. Sob o regime atual, Irã procura um mundo sem Israel, pura e simplesmente. Em outras palavras, Senhor Presidente, Irão não apenas não compartilha seus valores precípuos, mas se opõe ativamente a eles.

O Senhor talvez afirme que o diálogo entre nações pode mudar as mentes. Às vezes, sim, absolutamente. Mas muitos têm tentado já este tipo de diálogo com Irã, cada um clamando que podia encontrar a chave para introduzir a promessa de uma nova era com o Irã.

Os resultados provam o contrário. Os líderes iranianos somente têm endurecido sua posição ao longo dos anos, enquanto que tentam explorar as oportunidades comerciais e diplomáticas que têm recebido em visitas de capitais desde Ancara até Moscou, desde Kuala Lumpur até Nova Déli.

Agora, como o Senhor sabe, há um novo diálogo com o Irã, mas este pretende ser diferente. No início deste mês, representantes de seis nações, os membros permanentes do Conselho de Segurança mais a Alemanha, se encontraram com oficiais iranianos que a paciência esta rapidamente se esgotando com o muito familiar padrão de desmentidos e enganações do Teerã em relação ao seu programa nuclear.

Até agora, ao menos, estas conversações estão sendo a melhor esperança para desviar o Irã do seu perigoso curso. Porque a necessidade de receber o Presidente Ahmadinejad, quando o efeito, mesmo que não intencional, poderia ser o de complicar ainda mais as negociações?

Senhor Presidente, na primavera passada quando escrevi para o Senhor, o caso contra o Irã de Ahmadinejad já era notório. Nos meses seguintes, tem aumentado ainda mais. Considere as eleições de 12 de Junho em Irã. Esta claro que houve falsificação maciça e manipulação de votos. Ou o dia seguinte. Quantos iranianos que foram às ruas protestar têm sido arrestados, golpeados, torturados e assassinados? Lembre a morte de Neda Agha-Soltan, que veio simbolizar a violência do regime contra o seu próprio povo.

Considere o destino de sete líderes Bahai, membros de uma comunidade perseguida longamente, que foram acusados com falsas imputações e enfrentam a pena de morte. O julgamento está agendado para este mês, tendo sido posposto de Agosto, devido ao que seu advogado foi preso depois das eleições. Considere o discurso de ódio de Ahmadinejad no dia de Al-quds, 18 de setembro. Outra vez ele chamou o Holocausto de uma fabricação.

Considere suas falas nas Nações Unidas alguns dias mais tarde, no qual ele acusava os judeus de toda variedade de nefastos crimes, provocando a saída da Assembléia das Nações Unidas de muitas delegações latino-americanas e européias, mas, lastimavelmente, Senhor Presidente, não a do Senhor. Considere o alardeado lançamento dos mísseis Shabab-3 e Sejil-2 no mesmo mês. São esses símbolos do compromisso de Irã de coexistência pacífica com seus vizinhos?

E então, claro, houve a instalação nuclear de Qum. Apesar do esforço de Irã de “distorcer” a historia desta facilidade não declarada para enriquecimento, está claro que o Irã foi pegue com as mãos em uma grande decepção. Quantas outras facilidades não declaradas deve haver no Irã? E qual é o seu propósito se não avançar a busca do Irã de capacidade de ter armas nucleares?

Senhor Presidente, faça a coisa certa. Pela salvação de seu compromisso com os direitos humanos e os valores democráticos, faça a coisa certa.

Pela salvação dos corajosos iranianos que tem arriscado suas vidas, em alguns casos pagaram com suas vidas, o desafio do abuso de poder do regime, faça a coisa certa. Pela salvação de todos aqueles no Brasil e além ultrajados pelo tratamento do Irã com as mulheres, gays, minorias religiosas, jornalistas independentes, ativistas estudantis e organizadores sindicais, faça a coisa certa. Pela salvação da consciência do Brasil e de seu exemplo ao mundo, faça a coisa certa.

Ou, no mês próximo será o tapete vermelho, a mão estendida, o sorriso cativante, o abraço caloroso, os tratados assinados, e a promessa de ligações mais próximas com Irã?

Senhor Presidente, enquanto ainda há tempo, eu peço urgentemente ao Senhor reconsiderar, faça a coisa certa.

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David A. Harris é Diretor Executivo do American Jewish Committee
Tradução livre: Alberto Milkewitz

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Movimento de Justiça e Direitos Humanos repudia visita de Ahmadinejad ao Brasil

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos, ao longo de sua história, vem lutando por garantir direitos e liberdades para todos os Homens. Durante a Ditadura Militar, auxiliou brasileiros e estrangeiros a fugirem dos regimes autoritários. Com o fim da Ditadura, vem atuando na denúncia das arbitrariedades que persistem e na defesa dos cidadãos que se percebem oprimidos. Dentre estas ações se destaca a luta contra o neonazismo, que, no Rio Grande do Sul, ataca negros, judeus, punks e outras minorias que não consideram “puras”. Neste sentido, iniciou ação judicial que resultou na condenação de Siegfried Ellwanger, um de seus líderes, proprietário da Editoria Revisão, que publicava livros negando a existência do Holocausto.

Assim como se opõe ao estado das (boas) relações do governo brasileiro com o regime genocida de Omar Hasan Ahmad, ditador no Sudão (que extermina a população negra do sul do país desde 2003, com o resultado de, até aqui, mais de 300 mil mortos e cerca de três milhões de refugiados na região de Darfur) e da China, cujas ações no Tibet significam a morte, nos últimos 40 anos, de 1,2 milhões de pessoas e a destruição de mais de 6 mil monastérios budistas, o MJDH vem agora repudiar a decisão de convidar Mahmoud Ahmadinejad, presidente da República Islâmica do Irã, para estar no Brasil.

No Irã, os direitos humanos não existem. Os veículos de comunicação são todos controlados pelo Estado. Mulheres são açoitadas e execradas por mera suspeita de adultério; homossexuais por sua opção sexual. A liberdade religiosa tampouco existe e minorias como os muçulmanos sunitas e bahais são perseguidas e proibidas de realizar seus cultos. Não há real oposição política. Os partidos laicos não existem e seus integrantes (por exemplo, os do Partido Comunista Iraniano, que auxiliaram na derrubada da Ditadura do Xã Reza Pahlavi) foram exterminados ou obrigados a viver no exílio.

Deve-se lembrar também que, quando no primeiro semestre, o MJDH se manifestou contra a presença de Ahmadinejad, já se denunciava que o Irã é o segundo país que mais aplica a pena de morte no mundo (atrás da China). Lá, os enforcamentos são feitos em praça pública e este foi o destino de Delara Darabi, uma jovem de 21 anos, aprisionada desde os 17 anos. Ela foi assassinada a despeito dos apelos de entidades internacionais para que a execução fosse comutada por outra pena. Ahmadinejad também é tristemente famoso por negar o Holocausto e suas aparições em eventos diplomáticos são boicotadas por países democráticos. Além disso, funcionários iranianos foram condenados, na Argentina (inclusive um atual ministro de Estado), pelo planejamento do atentado à Associação Judaica Argentina, em Buenos Aires, em 1994.

A oposição a Ahmadinejad se repete em todo mundo, inclusive no Irã. Neste ano, após sua “reeleição”, denunciada como fraudulenta, o povo iraniano foi às ruas para protestar e acabou violentamente reprimido. A morte da jovem Neda Soltani, difundida pela Internet, mostrou a dimensão dessa opressão. Assim, o senhor Lula da Silva estará recebendo Ahmadinejad, um fato que repudiamos, pois agride a todos que respeitam os direitos humanos fundamentais e escarnece de um país que enviou tropas para combater o nazismo e o totalitarismo genocida na 2ª Guerra Mundial. A visita de Ahmadinejad ao Brasil é uma mancha em nossa diplomacia; ela degrada nossos ideais de justiça e liberdade. Como brasileiros livres, denunciamos a recepção deste tirano e esperamos que o governo brasileiro, se deseja realmente ocupar a vaga que merecemos, no Conselho de Segurança, mostre que o país está engajado na luta pelas liberdades, que denuncie as tiranias e nunca receba em nosso solo assassinos.

Nós, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que buscamos zelar pelo primado da decência e dos valores democráticos, declaramos, nesta data que marca a libertação de nosso povo, a oposição a tal infeliz visita e requeremos que o Estado brasileiro retome sua tradição de respeito aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.

Porto Alegre, 15 de novembro de 2009.

Presidente: Dani Rudnicki
Vice Presidente: Luiz Francisco Corrêa Barbosa
Secretario: Newton Muller Rodrigues
Tesoureiro: Cid Silva Soares
Conselheiro: Luis Milman
Conselheiro: Jair Krischke
Conselho Fiscal: Carlos Josias Menna de Oliveira
Vitor Vieira, brasileiro
Christopher Belchior Goulart
Afonso Roberto Licks
Paulo Roberto Castro Dias
Wilson Muller Rodrigues

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Sociedade Civil forma Frente pela Liberdade no Irã (FLI)

Este mês, diversos setores da sociedade civil se reuniram para organizar uma frente em defesa dos Direitos Humanos, no Irã. O objetivo é questionar o estreitamento de laços diplomáticos do Brasil com o governo de Mahmoud Ahmadinehad, que pratica ações antidemocráticas e contra as liberdades dos cidadãos. A FLI atua inspirada na tradição brasileira de tolerância, promovendo a cultura do convívio pacífico. O grupo deseja que o governo brasileiro defenda, junto ao governante iraniano, todas as vidas humanas como sagradas, a democracia como princípio e a liberdade como direito.

Participam da FLI representantes de movimentos negros, religiões de matrizes africanas, grupos de evangélicos, católicos, bahais, judeus, LGBT, lideranças religiosas orientais, professores universitários, jornalistas, advogados, médicos, associações promotoras da liberdade de crença, de liberdade e cultura da paz, entre outros. A Frente lançou um Manifesto, tem blog (http://frentepelaliberdadenoiran.blogspot.com), twitter (http://twitter.com/fl_iran) e, no domingo, 15 de novembro, realizará protesto em algumas das principais capitais brasileiras:

São Paulo: Horário: 15:30h – Local: Praça dos Arcos (Paulista c/ Angélica)
Belo Horizonte: Horário: 15:00h – Local: Centro de Belo Horizonte (Saída da Praça Rodoviária até a Praça Sete)
Cuiabá: Horário: 15h – Local: Em frente ao shopping Pantanal
Curitiba: Horário: 15:30h – Local: Boca Maldita, no calçadão da Rua XV de Novembro
Goiânia: Horário: 15:30h – Local: Parque Vaca Brava (em frente ao Goiânia Shopping)
Manaus: Horário: 8:30h – Local: Praça do Congresso, Centro
Pará: Horário: a partir das 8:00h – Local: Praça da República – Centro de Belém
Rio Branco: Horário: 15:00h – Local: Praça Plácido de Castro (em frente à Prefeitura do Rio Branco)
Rondônia: Horário: 15:30h – Local: Praça Aloisio Ferreira – Praça Central de Porto Velho

A manifestação no Distrito Federal ocorrerá em 23 de novembro, em horário ainda a ser definido, na Esplanada dos Ministérios.

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Nagelstein protocola moção de repúdio à visita de Ahmadinejad

O vereador Valter Nagelstein (PMDB) protocolou nesta quarta-feira (11/11) moção de repúdio à visita do presidente da República Islâmica do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, nos próximos dias 23 a 26 de novembro. “Tendo em vista a notória violação aos direitos humanos na República Islãmica do Irã; tendo em vista a fanatização religiosa que põe em risco a paz mundial; tendo em vista a corrida armamentista que desenvolve armas nucleares; tendo em vista as notórias e públicas manifestações que pretendem o enfraquecimento e aniquilação do Estado de Israel, além da negação do Holocausto, repudiamos a visita do presidente da República Islâmica do Irã ao Brasil”.

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Ato público em protesto contra a vinda de Ahmadinejad ao Brasil

Grupos a favor da democracia e dos Direitos Humanos organizam neste domingo, 15 de novembro, às 15h30, na Praça dos Arcos (final da Avenida Angélica), um Ato Público em protesto contra a visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil. O Ato está sendo organizado, pela recém-fundada Frente pela Liberdade do Irã (FLI), que reúne membros de movimentos negros, grupos de defesa dos homossexuais, professores universitários, e organizações da comunidade judaica, evangélica e Bahai, entre outras. O ato será aberto ao público e os participantes exibirão faixas a favor dos direitos humanos e contra a visita de Ahmadinejad ao Brasil. Entre as entidades judaicas participantes estão a Confederação Israelita do Brasil (Conib), a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), B´nai B´rith do Brasil e a Juventude Judaica Organizada (JJO). Nesta mesma semana ocorrerão manifestações no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiás e Roraima. A Frente pela Liberdade do Irã (FLI) foi criada com o objetivo de alertar imprensa, políticos e outros setores da sociedade com relação às ações antidemocráticas do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

FLI na internet: Blog e Twitter

Evento:Ato Público em protesto contra a visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil
Data: 15 de novembro de 2009 (domingo)
Horário: 15h30
Local: Praça dos Arcos (final da Avenida Angélica)

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