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O big data vai ajudar o Brasil a tornar o campo mais saudável, começando pelo Rio Grande do Sul.

pixel2013 / Pixabay

Por meio de uma parceria com a startup israelense AgriTask, a Embrapa e a Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) vão monitorar a incidência de pragas entre as fazendas da região. Por meio do projeto, que ainda está em fase de articulação, a expectativa é minimizar episódios de reinfestação, reduzir prejuízos, diminuir a necessidade de agrotóxicos e melhorar a qualidade para exportação.

Para atingir esses objetivos, será utilizada a plataforma de inteligência para o agronegócio da AgriTask. A partir do registro dos dados de todas as etapas da cadeia produtiva no campo, a solução facilita a mensuração de resultados e auxilia na gestão de riscos, tomada de decisões e planejamento de atividades preventivas. Segundo o especialista da Embrapa Adalécio Kovaleski, no caso específico do trabalho com os produtores de maçã, a vantagem é ter acesso a essas informações de uma forma ampla para toda a região, melhorando o controle de pragas.

“Normalmente, cada produtor faz seu monitoramento e interpreta seus dados por conta própria, nem sempre de maneira rápida. Com esse programa, ganhamos agilidade no recolhimento dessas informações e passamos a ter uma visão regional”, explica Adalécio.

“Como resultado, temos uma ampliação da capacidade de avaliar ocorrências de pragas na região e traçamos linhas de manejo mais eficientes”, afirma ele. Para exemplificar um benefício do projeto, o especialista diz que esse trabalho evita que determinado pomar volte a sofrer com uma praga que já havia sido eliminada ali, mas não nos vizinhos.

Amir Szuster, VP de negócios da AgriTask, ressalta que os dados obtidos por meio da plataforma suprem um vácuo de informação para a construção de políticas públicas. “Além de ajudar os produtores da região, você passa a ter um ecossistema inteligente, menos propenso a incidência de pragas. Com isso, há menor necessidade de uso de agrotóxicos, menos prejuízos nas safras, maior proteção do meio ambiente, capacidade de benchmarking e dados para pesquisas agronômicas diversas, dentre outros benefícios”, afirma.

Pelo Brasil

Sediada em Israel, país reconhecido pelos avanços em tecnologia agrícola e considerado o segundo ecossistema de startups mais fértil do mundo, a AgriTask tem uma plataforma flexível ao uso em culturas variadas. No Brasil, por exemplo, inicialmente foi adotada em lavouras de algodão e soja. Em algumas das fazendas onde sua solução está em uso, conta Szuster, já houve ganho de 20% de eficiência nos processos logísticos, assim como reduções de até 15% no uso de defensivos químicos.

Gerente geral da Agropecuária Fazenda Brasil (AFB), que atua na região do Vale do Araguaia mato-grossense, Handerson Cruz viu esses benefícios em primeira mão depois de que a AgriTask foi usada em duas das fazendas do grupo na última safra. “Nós observamos um ganho de eficiência na utilização dos recursos”, afirma ele. Prestes a começar a produção da safra 2017/2018 com o apoio da plataforma para as culturas de soja, milho, algodão e feijão, Handerson a resume como “uma excelente ferramenta para auxiliar as tomadas de decisão na produção agrícola”. Hoje, a AgriTask já atende um milhão de hectares no país. A expectativa é triplicar esse número até o final de 2018.
Sobre a AgriTask

Empresa de inteligência para gestão do agronegócio

Criada em Israel, a AgriTask atua na América Latina, principalmente no Brasil, em uma grande diversidade de cultivos, com uma plataforma que permite sistematizar e analisar todos os dados gerados pelo agronegócio em sua cadeia produtiva. Adaptável para diferentes culturas e níveis tecnológicos das fazendas, a AgriTask já atende grandes clientes de cultivo de algodão e soja no Brasil, assim como pequenos produtores de maçã no sul do país.

Para mais informações, visite: http://agritask.com/pt