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No dia 23 de janeiro passado, realizou-se o 5º Fórum Mundial de Lembrança do Holocausto, em Jerusalém, Israel. Dezenas de dignitários de vários países estiveram presentes, 55 aliás, destacando-se o presidente Putin, o príncipe Charles, o presidente Macron, o vice-presidente Pence.

O Sionismo tornou-se vitorioso ao mostrar que Israel e Jerusalém representam o lugar dos judeus. Isto é importante e todos se mostraram contra o ressurgimento aberto e vultoso do antissemitismo, essa praga responsável por várias desgraças mundiais e que demonstra a razão da instabilidade no Oriente Médio. Mas é preciso ficar atento à linguagem diplomática, que nem sempre corresponde às atitudes.

Sobre o antissemitismo e o que se observa mundialmente, vamos traduzir trechos do discurso de Matteo Salvini, ex-ministro do Interior italiano, no Senado da Itália, em 16 de janeiro passado. Começou falando ao deixar de lado as polêmicas políticas e falar sobre o futuro, de paz e coexistência, porque não quer que nossos filhos revivam os erros e horrores do passado. E nas palavras traduzidas:

“Não queremos que nada ou ninguém seja eliminado. Eliminar o que? Quem quer eliminar Israel é nosso adversário, agora e sempre.”… “Os números foram lembrados, o extermínio, …na nossa casa, não em outra parte do mundo, em nossas casas, nossas ruas, nossas escolas, em nossas academias.

Como combater essa doença, essa degeneração com certeza? Penso que este simples fato de nos reunirmos, hoje, aqui, servirá, para a adoção, pelo Parlamento Italiano, do documento que define o antissemitismo hoje, da lavra da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, já aprovado por muitos países europeus.

Nada no documento proíbe a livre crítica ao governo de Israel, mas a declaração estabelece que, se opor à existência ao Estado de Israel como Lar do povo judeu, isso é antissemitismo. E os países que boicotam, ou lutam contra Israel, são um perigo agora e amanhã. Isto significa que aqueles que apoiam a destruição do Estado de Israel, e portanto, aqueles que apoiam a autodeterminação de outros povos, curdos, palestinos, tibetanos, e a negam aos judeus, obviamente agem com duplicidade.

Penso que o antissemitismo deve ser tratado e prevenido pela educação, mas também pela lei, porque o ódio a Israel e ao povo judeu é um crime. O antissemitismo da direita, neonazistas, neofascistas, ou os supremacistas brancos, americanos e europeus, são nossos inimigos. Da mesma forma, é nosso inimigo o antissemitismo da esquerda, assim como o dos islâmicos, como a aliança vermelho-verde.

Nosso dever é combater quem quer que seja que sustenta a louca ideia de que os judeus são os nazis de hoje, ou porque ela circula e é disseminada não somente na maioria dos países muçulmanos, mas também em alguns círculos europeus. E lembro que, se estamos preocupados com o antissemitismo dos negros, vermelhos e quem quer que seja, estamos mais preocupados com o antissemitismo que é aceito em algumas instituições, sem um devido debate…

Uma Nações Unidas que em 2018 fez 27 condenações a Israel e apenas uma ao Irã, e nenhuma por violação de direitos humanos na China e na Turquia, o que obviamente constitui um problema, como a UNESCO, que não reconhece a óbvia verdade histórica de que Jerusalém tem uma herança histórica judaica perfeitamente demonstrável. E Jerusalém, no quanto estou convencido, é e será a capital do Estado de Israel….

Os inimigos de Israel são os inimigos da civilização e da paz. Os amigos de Israel são os amigos da liberdade, dos direitos, do progresso e da coexistência pacífica entre os povos.”

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