COMPARTILHAR

shemaVivemos numa sociedade pressionada. Estudos apontam um expressivo aumento de casos de depressão e de suicídio em nossa sociedade moderna e eletronicamente tão conectada. Afinal, em meio a toda essa roda viva, quem nunca passou por momentos de angústia, desespero, necessidade de desabafar e não tinha com quem falar? Quem já não sentiu, pelo menos uma vez na vida, o medo de se abrir e de ser julgado, mesmo quando quem ouve é um amigo? Medo de decepcionar os outros, de demonstrar fraqueza? Não importa a idade, a condição social ou econômica, o lugar onde se vive. Todos nós, homens e mulheres, jovens, adultos e maduros, estamos sujeitos a ter tais sentimentos.

Nessas horas, as pessoas precisam de apoio emocional, respeito, acolhimento – um “ombro amigo”. Este é o SHEMÁ, que completou agora 6 meses de atividade. Ele foi idealizado pelo rabino Shie Pasternak que atua há muitos anos nos programas Or Avrohom, dando suporte a famílias da comunidade judaica com dificuldades emocionais, familiares, de aprendizagem, dependência química, etc. Shie inspirou-se em iniciativas semelhantes existentes há muitos anos em diversas partes do mundo e que comprovadamente têm servido de efetivo apoio emocional.

Embora os serviços existentes sejam abertos a todos, o rabino Shie detectou a necessidade de oferecer este tipo de serviço para a comunidade judaica, que costuma ser mais fechada. Assim, o SHEMÁ se propõe a ser um serviço de apoio emocional da comunidade para a comunidade (mas ele não é restrito à ela): é preciso acolher as pessoas em sua dor, em seu desespero, em seu sofrimento. Às vezes uma conversa faz toda a diferença. Segundo a filosofia do SHEMÁ, a própria pessoa é quem encontrará a solução para suas dificuldades.

O acolhimento, como feito pelo SHEMÁ, acaba auxiliando e encorajando essa busca e onde só havia desesperança, escuridão e desânimo, passa a haver mais coragem e o vislumbrar de uma luz no fim do túnel. Com o sigilo absoluto garantido, fica mais fácil para as pessoas se abrirem. Essa discrição total implica que nenhuma ligação recebida seja registrada e que quem ligou não precise se identificar, caso não queira.

O rabino conta hoje com o apoio de um grupo de 30 voluntários e outros estão aguardando treinamento, que deverá ocorrer no início de 2015. Para se tornar um voluntário é necessário ter mais de 18 anos, participar do treinamento (que é bastante consciencioso e leva algumas semanas, incluindo simulações de atendimentos), e ter disponibilidade interna para ser solidário. Todos os voluntários passam por um processo de reciclagem mensal.

Fazendo um balanço do projeto, o rabino Shie e seu corpo de voluntários se dizem satisfeitos e muito motivados: aos poucos o volume de ligações tem aumentado, tanto entre quem liga pela primeira vez, quanto entre quem tem ligado com alguma frequência. O perfil de quem liga, assim como os temas abordados, são os mais diversos.

Discando (11) 3660-8818 de qualquer telefone fixo ou móvel, de domingo à quinta, das 18h às 22h, haverá alguém para ouvir, aconchegar e jamais julgar. Quando bater a necessidade de conversar (sobre qualquer assunto), quando a solidão atacar, a tristeza se apossar do coração, agora as pessoas têm com quem falar, bastando ligar para o SHEMÁ.

“A chama da chanukiá ilumina o mundo lá fora; o SHEMÁ ilumina o coração dos aflitos, acolhendo-os” (Rav Shie)

Se preferir, visite o Projeto Shemá no Facebook, AQUI.

Print Friendly, PDF & Email