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Mais uma série israelenese acaba de chegar ao catálogo da Netflix – “Shtisel”, produção que narra o cotidiano de uma família de judeus ultraortodoxos (Haredi), estreou na gigante do estreaming em 2019, embora a primeira temporada tenha ido ao ar em Israel, em 2013.

“Shtisel” é uma produção do canal de televisão israelense YES, em duas temporadas de 12 episódios cada. A trama é ambientada no reduto religioso Geula, em Jerusalém, onde vive a família de Shulem Shtisel (Dov Glickman), um patriarca e viúvo recente, rabino na yeshiva local. O espetáculo retrata aspectos da vida, regras e rituais, mostrando os dramas, conflitos e conquistas dos habitantes dessa comunidade que segue antigos costumes Haredi, hoje retritos àquela parte do mundo, embora alguns membros sejam mais abertos a um estilo de vida menos extremista.

O protagonista Akiva (Michael Aloni) é um dos cinco filhos de Shulem, que, ao contrário ao desejo do pai, ainda é o único que permanece solteiro. Kive (diminutivo de Akiva)ensina Talmude na yeshiva onde o pai é diretor, mas, seu talento em desenhar retratos o levam para a comunidade artística internacional. A busca amorosa de Akiva e suas diferenças com o pai estão no centro da história e, à medida que elas avançam, outros personagens e conflitos vão se somando ao enredo principal.

O drama, com bom espaço para humor, foi criado e escrito por Ori Elon e Yehonatan Indursky e tem no elenco estrela como Doval’e Glickman, Michael Aloni e Ayelet Zurer. Indursky nasceu em Jerusalém e cresceu no mundo Haredi. Durante sua formação, estudou na Ponevezh Yeshiva, uma das yeshivas mais prestigiadas da região. Mais tarde ele ingressou na Sam Spiegel Film and Television School, em Jerusalém. Já Elon foi o criador de ‘Srugim’ (2008-2012), série israelense de grande sucesso que retratou a vida de homens e mulheres religiosos solteiros, com 30 anos, residentes em Jerusalém. Isso explica a familiaridade com os costumes na trama.

Essa é uma daquelas produções de baixo custo, oposta ao estilo hollywoodiano, que se apoia sobretudo num excelente roteiro. Os cenários domésticos, na sinagoga, na quitanda e na yeshiva (a escola religiosa) são os os mesmos encontrados nas comunidades da vida privada.

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