Ainda pouco conhecidos em alguns países, os vinhos israelenses vêm conquistando espaço no mercado internacional.
A produção de vinhos na região é milenar. Além dos relatos bíblicos, foram encontradas por arqueólogos no Galil, na região de Jerusalém e deserto do Neguev, ânforas antigas para armazenamento e transporte de vinhos com inscrições de procedência e safra. Nas últimas décadas, a produção vinicultora passou por uma verdadeira revolução. A implantação de tecnologias de ponta, o plantio de variedades nobres de uvas, combinadas com as características mediterrâneas do país, resultam na produção de vinhos de qualidade.
Israel possui hoje cerca de 4.500 hectares de vinhedos, espalhados por todo o país, desde as regiões montanhosas de Golan, até o deserto do Negev. As maiores regiões produtoras ainda são as montanhas quentes da costa de Samson e Samaria, que produzem as uvas Carignan, Grenache e Sémillon. As zonas ideais para o cultivo de uvas, situam-se em duas faixas entre 30 e 50 graus de latitude, ao Norte e ao Sul do Equador. Israel situa-se nesta faixa ideal do hemisfério Norte, com uma grande diversidade de micro-climas. O clima seco e com grandes variações de temperaturas, o sol intenso, fornecem condições ideais para a vinicultura.
A mais conhecida vinícula israelense, Carmel, faz parte da história da viticultura moderna em Israel. Foi fundada em 1882, pelo Barão Edmond de Rothschild, um dos proprietários do Chateau Lafite em Bordeaux. Em 1972, o professor Cornelius Ough, na época Diretor da Universidade da Califórnia em Davis, visitou Israel e atestou a qualidade do solo e do clima de algumas regiões do país para a produção de vinhos. Durante os anos 90, o próprio consumidor israelense se tornou mais exigente em relação à qualidade do vinho, o que fez com que o mercado local, e consequentemente, o internacional, se desenvolvesse rapidamente.
Surgiram nestes anos, as “vinícolas-boutique” com produções pequenas e muito bem cuidadas, que vem surpreendendo os degustadores mais exigentes. São produções de cinco a cem mil garrafas por ano controladas por profissionais do mais alto nível. Israel produz hoje aproximadamente 40 milhões de garrafas de vinho por ano com um crescimento anual de 5 a 10%. A área cultivada por vinhas aumentou em 50% de 1995 até 2007. Hoje, existem cerca de 200 vinícolas em Israel. Destas, as cinco maiores (Barkan-Segal, Binyamina, Carmel, Golan Heights e Teperberg 1870) produzem aproximadamente 85% da produção israelense. Além dessas, ainda se destacam Dalton, Galil Mountain, Hevron Hights/Noah, Recanati, Tabor, Tishbi, Domaine du Castel e Zion, para citar apenas algumas.
Todos os anos as vinícolas de Israel se reúnem no Israeli Wine Tasting Festival. Neste ano, o Israel Museum em Jerusalém abre seus jardins para oFestival, que se inicia no dia 03 de agosto, próxima terça-feira, e dura três dias. Durante este período, os participantes têm a oportunidade de provar cerca de 150 vinhos representando a diversidade da produção nacional.
Fonte: Embaixada de Israel


























