por Ronaldo Gomlevsky – Plenário da Câmara do Rio totalmente ocupado em sua homenagem é a lembrança que o vice-prefeito de Ramat Gan vai levar do Rio de Janeiro para o Oriente Médio, depois de ter passado pela Cidade Maravilhosa.
Ramat Gan, além de possuir excelência em tecnologia de ponta, tecnologia especial na área de segurança e muita qualidade em tecnologia ligada a telecomunicações, é a cidade que já se acostumou a aplaudir brasileiros e especialmente cariocas em nossas vitórias macabeias, de quatro em quatro anos, no futebol, no vôlei, no tiro e na natação. Nada mais justo do que aproximá-la do nosso Rio.
Teresa Bergher, uma vereadora competente e atenta às questões que envolvem o judaísmo e o Estado de Israel, sempre pronta para tomar a frente quando se trata de prestigiar aqueles e aquilo que chega ao Rio, vindos do Estado Judeu, deu um show de atenção e boa dinâmica parlamentar, trazendo para a casa de leis da municipalidade, na tarde da última terça-feira, uma imensa galeria de gente importante que acredita na real chance que Brasil e Israel possuem, através da troca de conhecimentos, mercadorias e tecnologia, para desenvolverem como parceiros, seu potencial e a qualidade de vida de seus dois povos.
O Prefeito Eduardo Paes foi extremamente feliz ao designar para representá-lo, o vice-prefeito da cidade, Carlos Alberto Muniz, levado à Israel, no ano de 1989, por Milton Nahon, no projeto Seminário Israel, por nós idealizado. Além disso, ao considerarmos Israel, como a única democracia existente no Oriente Médio, a presença de Muniz na homenagem dos vereadores a Ramat Gan, trouxe um especial sabor à solenidade, na medida em que ele mesmo foi um dos mais ativos participantes do movimento e da luta de brasileiros indignados contra a ditadura militar em nosso país, pelo restabelecimento da democracia brasileira.
Quem vier a comentar o que ocorreu na Câmara, naquela data, não poderá se esquecer da participação de Manoel Zauberman um dos mais bem sucedidos empresários brasileiros, na área da indústria quimica que não poupou esforços, estimulando muitos de nós a somarmos na realização da visita dos israelenses à nossa cidade.
Por muitas vezes, ocupei a tribuna da Câmara de Vereadores do Rio, onde exerci meu mandato parlamentar durante quatro anos, de 1988 à 1992. Na solenidade em homenagem a Ramat Gan, mais uma vez subi à tribuna e com prazer, fiz uso da palavra para fazer sentir aos visitantes de Israel que somos cidadãos em nosso país. Somos respeitados na nossa condição judaica, temos representação parlamentar e temos alegria de poder receber visitantes ilustres, vindos de Israel, independentemente das eventuais crises por que passa o país em relação a seus vizinhos.
Cometi no início de meu pronunciamento um pequeno equívoco do qual agora vou me penitenciar e que poderia ter passado despercebido, não fosse eu um crítico ferrenho da atual situação da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro. Ao saudar os participantes da mesa principal, por uma questão de ângulo de visão, não consegui alcançar com os olhos a presidente da Fierj que em função da alta cadeira extra colocada ao lado da sua, mais baixa, acabou por ficar escondida para mim, que infelizmente deixei de citá-la por não tê-la visto de onde me posicionei.
Alguns mal intencionados aproveitaram o fato de que não escondo o que penso, seja para criticar, o que tenho feito, nem para me desculpar, o que agora faço, para me acusarem de grosseria com a senhora Schaffel, por não tê-la citado nominalmente como fiz com todos os outros vizinhos dela, durante minha fala. Foi realmente sem nenhuma intenção de ferir esta senhora que, certamente deve ter se entristecido, imaginando que de caso pensado, encontrei uma maneira de diminuí-la. Não. Não fiz isso. Discordo mais sei respeitar as instituições e seus representantes. Peço desculpas públicas e espero, desta forma ter superado um episódio que se tivesse acontecido comigo, teria me aborrecido bastante.
Voltando ao evento ao qual me refiro, espero que nas próximas ocasiões políticas onde a palavra de um israelense que represente seu país é de suma importância, o Rio de Janeiro possa contar com a presença do Embaixador de Israel, diplomata de carreira, que chegue para dar demonstração da pujança do país do qual é cidadão e representante máximo no Brasil, trazendo as informações que verdadeiramente contam e que são importantes para que Israel, seja melhor conhecido e mais respeitado aqui por estas bandas. Parabéns minha vereadora, Teresa Bergher. Mais uma vez me senti orgulhoso pelo voto que depositei nas urnas e que de novo farei nas próximas eleições, marcando seu número e seu nome para não errar.


























