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A edição de 26 de janeiro de O GLOBO traz um artigo assinado por Merval Pereira sobre o possível e perigoso significado de militares no poder do BRASIL.

Uma sociedade armada não deve temer ninguém no poder. Principalmente uma sociedade de um país que vive sob a égide da Democracia.

Merval fundamenta os temores daqueles que se ressentem da ocupação de certos cargos, especialmente, ministérios ligados à segurança nacional por militares, com os argumentos do cientista político Octávio Amorim Neto.

Este estudioso e professor defende a tese de perigo que corre a democracia quando no comando das forças armadas de qualquer país não há civis a quem os militares se submetam.

Ora, militares são cidadãos como quaisquer outros e devem ser avaliados por sua capacidade funcional e por seu amor ao Brasil e à democracia brasileira e não pela lupa de estatísticas, estas, muitas vezes desmentidas pela realidade a qual se esteja em algum momento, deitando olhares.

Vejo como positiva a escolha de qualquer brasileiro qualificado, militar ou civil, para a ocupação de posições com as quais, não só estejam familiarizados, mas que também tenham competência para ocupá-las.

Uma sociedade não manietada pela proibição de porte, posse e transporte de armas, sempre estará em condições de garantir o regime democrático ao qual está submetida, como protagonizará, ainda que a custo de sangue, a defesa de seus valores quando pessoas ou grupos lhe ousarem minar a forma pela qual decidiu viver.

Um governo que propõe armar o povo não deve ser temido, assim como aqueles, militares ou não, que o servem em qualquer posto, devem ser respeitados até que atuem para provar o contrário, seja por atos de corrupção ou por atuação contra os princípios que dão fundamento à nação.

Armados, não devemos temer militares nem quem quer que seja no poder.

Encerro lembrando que os regimes que desarmaram o povo são bem conhecidos por terem escravizado este mesmo povo à mercê daqueles que pela força das armas, tomaram o poder.

Cuba com Fidel, a Alemanha de Hitler, a União Soviética de Stálin, a Itália de Mussolini e a China de Mao são alguns dos exemplos.

E você? Está com medo dos militares? Quer continuar desarmado ou prefere ter meios de defesa e com isso ao invés de rezar nas ladainhas de Merval acreditar que a sua proteção, você a tem nas suas próprias mãos?

Faça a sua escolha! Eu já fiz a minha! Povo armado jamais será vencido!

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