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“Existem fatos, existem opiniões, e existem mentiras”, afirmou a historiadora Deborah Lipstadt relatando a história de suas pesquisas sobre os negacionistas do Holocausto.

Ela relata que quando ouviu falar sobre os negadores do Holocausto riu, porque é o genocídio mais documentado da história. Depois, em nenhum julgamento, os acusados disseram que não existiu. Depois, decidiu analisar como fazem para que as pessoas acreditem em seus argumentos.

Para dar uma aparência científica os negadores do Holocausto adotaram o nome de revisionistas da História, e criaram o Institute for Historical Review. “O mesmo preconceito, a admiração por Hitler, o antissemitismo, por trás de um discurso ‘racional’ ”, diz a historiadora.

Publicou seu livro “Denying the Holocaust” e recebeu uma carta informando que David Irving a estava processando no Reino Unido por chama-lo de negador do Holocausto. Quem é ele? Ele diz que os nazistas não foram assim tão ruins e que os judeus mereciam tudo que lhes acontecia, que Hitler não teve nada contra os judeus, que não houve um plano para matar os judeus, os judeus não sofreram nas câmaras de gás, e assim por diante.

Lipstadt ganhou a causa. Como? Examinando as notas de rodapé a respeito do Holocausto, nos livros de Irving. Demonstrou que nas supostas evidências que ele dizia ter, havia erros e distorções e, portanto, suas afirmações não se sustentavam.

Ela conclui: Não podemos nos deixar levar pela aparente racionalidade. Devemos tomar a ofensiva, não ficar na defensiva. O desafio é grande. Temos que agir agora, Depois será tarde. A verdade não é relativa.

Vale a penas assistir ao vídeo, com o relato de Deborah Lipstadt:

via BBpress


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