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Nobel da Paz Ramos-Horta dará aula aberta na USP sobre as perspectivas de paz para israelenses e palestinos.

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José Ramos-Horta, prêmio Nobel da Paz em 1996, dará em 1º de outubro, no Auditório da História, na Universidade de São Paulo, uma aula aberta com o tema “Perspectivas de paz para israelenses e palestinos”. O evento, uma realização do Fórum 18, com apoio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e do Grupo de Trabalho Oriente Médio Mundo Muçulmano da USP, terá como debatedores Peter Demant, professor do Departamento de História da FFLCH-USP, e Arlene Clemesha, diretora do Centro de Estudos Árabes da USP.

Ramos-Horta foi um dos líderes do processo de independência de Timor-Leste e segundo presidente do país, de 2007 a 2012. Formado em Direito Internacional, hoje é representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau. Ele vem ao Brasil para participar também do ciclo Fronteiras do Pensamento e falará em São Paulo e Porto Alegre.

Em 1975, Portugal iniciou seu processo de descolonização, e Timor-Leste declarou sua independência, mas foi ocupada pela Indonésia. Ramos-Horta foi um dos principais líderes da resistência. Por 20 anos, ele viajou o mundo defendendo a causa timorense. Em meados da década de 1980, propôs o diálogo com a Indonésia, e em 1992, apresentou um plano de paz, com propostas concretas de cooperação humanitária com a Indonésia e de uma presença internacional crescente, liderada pela ONU. Esta ideia foi a base para a retirada da Indonésia, em 2001, e a independência de Timor-Leste, no ano seguinte.

Em 2006, quando era considerado para ser sucessor de Kofi Annan como secretário-geral das Nações Unidas, desistiu de disputar o cargo para tornar-se primeiro-ministro do Timor-Leste e, um ano depois, presidente da República – segundo político eleito para o cargo após a independência. Foi agraciado em Portugal, em 2008, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. O Prêmio Nobel da Paz de 1996 foi atribuído conjuntamente a Ramos-Horta e ao bispo Carlos Filipe Ximenes Belo, “por seu trabalho para uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste”.

A aula aberta na USP ocorrerá em 1º de outubro, terça-feira, às 20h.

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