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Depois de adiar 2 vezes sua viagem ao Oriente Médio e visitar o Egito (20) e a Jordânia (21), no domingo a noite (21) o Vice Presidente dos EUA, Mike Pence chegou para uma visita de 3 dias a Israel. A visita oficial começou na 2ª feira (22) no encontro com o Primeiro Ministro, Benjamin Netanyahu, depois colocou coroa de flores no Monumento aos soldados caídos nas guerras, no Knesset, onde depois deu uma palestra de amor por Israel.

Nesta expressou sua humildade ante a vibrante democracia israelense. “Tenho a grande honra de ser o primeiro vice presidente americano, aqui em Jerusalém, Capital do Estado de israel… a America está com Israel… já o nosso segundo presidente John Adams declarou que os judeus contribuíram a civilização e a cultura humana, mais do que qualquer outro povo”.

Relembrou que o Estado de Israel conquistou sua independência somente 3 anos após o Holocausto, os judeus sucumbira das cinzas e tomaram seu destino em suas mãos revivendo o Estado de Israel. Também relembrou que em abril deste ano (pelo calendário judaico) será comemorado o 70º aniversário da Independência de Israel e citou da reza em hebraico “shehechyanu vekiymanu vehigaanu lazman hazé” (louvor a que chegamos a este tempo).

Continuou e disse: ”Jerusalém é a Capital de Israel e já estamos trabalhando para transferir nossa embaixada, antes do final do ano que vem, para Jerusalém”. Quanto ao acordo final do conflito, os EUA não adotará nenhuma posição e apoiará a solução adotada pelos 2 lados, de 2 Estados para 2 povos. Disse que: ”sabemos que a paz virá só através do dialogo e exige compromissos dos 2 lados. O terror islâmico ameaça os EUA, Israel e demais países e temos que combatê-lo com toda a nossa potência.” Pence também disse: ”os EUA sairão do acordo nuclear com o Irã, se ele não for corrigido”.

Terminou o discurso de apreço por Israel dizendo: ”o milagre da criação do Estado de Israel é uma inspiração para o mundo e os EUA tem orgulho de se posicionar ao seu lado, como aliado e país amigo”. Como cristão crente, Pence terminou o discurso desejando, ”que Deus abençoe o Estado de Israel e aqueles que chamam esta terra de seu lar, e que continue abençoar os Estados Unidos da America”. A cada passo Pence demonstrou seu amor por Israel.

Na terça feira (23) encontrou-se com o Presidente de Israel, Reuven Rivlin, foi ao Museo do Holocausto, Yad Vashem, onde com a esposa depositaram flores e fez uma prece. Mais tarde foram ao Muro das Lamentações e também depositou bilhete entre as enormes pedras. Foi uma visita importante expressando admiração pelo Estado Judeu e reafirmando o compromisso americano pela segurança de Israel.

O único incidente foi no Knesset, quando os 13 deputados do Partido Árabe Unificado, antecipadamente ensaiados, tentaram levantar cartazes com a inscrição de Jerusalem ser capital palestina. Os cartazes foram tomados pela segurança e eles foram retirados do recinto. Foi uma demonstração de que a democracia israelense permite liberdades até que os limites são violados. É proibido mostrar cartazes de qualquer teor no plenário. O pior é que estes deputados árabe israelenses, que servem no Knesset, em Jerusalém, a capital de Israel, mais se identificam com os palestinos de Abbas do que com seus constituintes árabes israelenses.

ABBAS FOI PEDIR AJUDA EUROPÉIA

Enquanto o vice presidente americano, Mike Pence dava no Knesset uma lição de amor a Israel, o presidente da Autoridade Palestina “fugiu” para Bruxelas, ao colo quente e acolhedor dos representantes dos 28 países da União Européia. Exigiu a eles o reconhecimento do estado palestino. Voltou com as mãos vazias. Também criticou o corte de verbas do governo americano aos palestinos. Em Davos, Trump lhe respondeu claramente: ”que o dinheiro está na mesa a sua disposição, volte a tratar de fazer acordo e paz com Israel”.

A Ministra do Exterior da UE, Federica Mogherini disse que a União Européia tem o compromisso de ver solução de 2 Estados para 2 povos e “Jerusalém, capital compartilhada pelos 2 países. Auxiliar a UNRWA é chave para a vida de milhões e estabilidade de países como a Jordânia e o Líbano”.

Neste encontro, o líder palestino além de pedir Jerusalém para si, completou com: ”os palestinos estão comprometidos a combater o terror e o radicalismo na nossa região e no mundo” e exigiu que a EU ,a ONU e o Conselho de Segurança da ONU pressionem Israel a adotar resoluções da comunidade internacional.

Até parece um dialogo entre 2 pessoas que chegaram de Marte. Abbas dizer que combate o terror e o extremismo, quando educa crianças desde o jardim de infância a serem “jihadistas” contra Israel e os judeus. Quando o são e agem contra Israel lhes financia e aos seus familiares com ótimo salário que não teriam em nenhum outro trabalho.

A senhora Mogherini não ouviu o infâme discurso de Abbas, dias antes na Convenção da OLP, cheio de mentiras e falsidades históricas, misturadas com ódio anti judaico, anti israelense e anti o mundo Ocidental? Discurso que não foi criticado pelos líderes europeus, com exceção do vice Ministro do Exterior alemão que o qualificou de “inaceitável”. Neste discurso Abbas também disse que o Acordo de Oslo está cancelado.

De onde a ministra da União Européia trouxe a invenção de que 1 cidade pode servir de Capital para 2 Estados? Até quando Berlim foi ocupada e dividida, a ex Capital alemã serviu só de capital da Alemanha Oriental e a Ocidental foi instalada em Bonn.

Abbas pode desqualificar os EUA de ser mediador no conflito palestino israelense. O negociador chefe palestino, Saeb Erekat, que foi operar os pulmões em operação salva vidas nos EUA, pode dizer após o discurso de Pence no Knesset, “que agora foi provado que os EUA é parte do problema e não a solução”. No entanto, eles sabem muito bem que os EUA lhes dá mais verbas do que qualquer outro país. Ao mesmo tempo, vendo a atitude européia em relação a Israel, a UE e nenhum de seus membros, ou a Russia ou a China podem servir de mediadores. Até que não haja a troca de disquetes no lado palestino, continuara prevalecer o status quo que não é bom para os 2 lados. Esta situação também não cria confiança para que no futuro possam dialogar.

ELEIÇÕES “DEMOCRÁTICAS” NO EGITO

No chamado “verão árabe”,em 2011, os EUA deram um empurrão no então presidente egípcio, Hosni Mubaraq. Nas eleições que seguiram, venceu o candidato da radical Irmandade Muçulmana, Mohamad Morsi. Dois anos depois seu Ministro da Defesa, Abdel Fatah a Sisi, o depôs elegendo-se em 2104, presidente do Egito.

Este enorme país de 90 milhões de habitantes é bem difícil de dirigir. A pobreza é grande e grave e na Península de Sinai a violência do terror islamico é de matar. No seu duplo sentido. Em março serão realizados eleições e o Presidente a Sisi já declarou no sábadov (20) que é candidato a reeleição. Pelo visto seria melhor empregar o dinheiro gasto nas campanhas eleitorais em melhoria de vida dos pobres.

No mesmo dia, General da reserva, Sami Anan também declarou sua intenção de concorrer ao posto máximo. Qualquer um pode se candidatar, mas se pode comprometer a reeleição de a Sisi, será retirado do páreo. Em vez da presidência, Anan será processado por 3 razões: 1- Tem que estar a disposição do exército a qualquer momento, apesar de estar com 69 anos e se aposentado há anos. 2- acusado de incitação do povo egípcio contra o exército ao declarar que o governo não consegue derrotar o “terror negro” dos islamistas e que há pobreza no país. 3- por falsificação trazendo assinaturas de 25000 pessoas que apoiam o seu partido Arabismo.

Já antes, haviam desclassificado um sobrinho de Anwar Sadat e deixam 2 concorrentes que não tem chance contra o atual presidente.

CURTAS:

CONFERÊNCIA ANTI-TERROR. O Parlamento Europeu organizou uma Conferência do Combate ao Terror. Entre outros ilustres convidados, está um alto funcionário iraniano. Ala a Din Borouchourdi, aliado próximo do líder espiritual Khamenei. O absurdo no convite do Borouchourdi é que ele é intimamente ligado a cúpula da Hizballah e é suspeito de estar envolvido no ataque terrorista a sede da comunidade judaica em Buenos Aires, a AMIA, em 1994. Este iraniano também é favorável a continuar desenvolver mísseis iranianos de alta precisão e de longo alcance, além de apoiar a supressão do levante popular contra o regime do último mês. Irã promove terror e isto mais uma vez demonstra a atitude incoerente da União Européia.

ERDOGAN MATA NA SÍRIA E AMEAÇA OS EUA. O novo “sultão” da Turquia, Recep Tayyip Erdogan desafia todos sem temor. Depois de se aliar com os rivais Russia, Irã e Assad para manter o ditador da Síria no poder, agora êle quer dizimar os curdos sírios. Após bombardeios pela aviação e artilharia, no sábado (20) tropas do exército turco acompanhados de tanques entraram na Síria, invadindo a região de Afrin, a 40 km de Alepo. Nesta região vivem curdos sírios que Erdogan que tirar, “para criar zona de segurança de 30 km. Ao sul da fronteira turca” . A ação turca acirrou a tensão entre a Turquia e os EUA, ambas membros da OTAN, que se posicionam em lados opostos. Os EUA ajudam os curdos. A Turquia também sofreu críticas dos seus ex aliados na guerra da Síria, a Russia, o Irã e o governo de Bashar Assad que ajudou manter no poder. O governo Erdogan não teme desafiar os EUA e lhes exige de parar a ajuda aos curdos. O número de civis mortos pelos turcos ficará incognito, pela falta de interesse do mundo pelos curdos. O povo curdo habita áreas na Turquia, Siria, Iraque e Irã e há anos tenta obter um território independente e não o consegue. No Iraque tem certa autonomia.

AS VIAGENS DO NETANYAHU. O premier israelense, Netanyahu (e esposa) gostam de viajar e curtir as honrarias e encontros com dignatários do mundo. Depois de passarem 5 majestosos dias na India, passou o sábado em casa e já no domingo recepcionou o Vice Presidente Mike Pence por 3 dias em Jerusalém. Na terça a tarde, Pence voou para os EUA e Netanyahu apressou-se para tomar voo para o Forum Economico Mundial em Davos. Lá, manteve encontros com vários presidentes e primeiros ministros, falou do Irã, que os europeus não querem mudar o acordo e logo depois de voltar para Israel, pegará o seu cartão de frequent flyer, desta vez para visitar o Putin, na Russia. É claro que visitas e encontros são bem mais prazeiroso do que os inquéritos e as reportagens que lê, sobre as acusações de corrupção. Também fora do país, não tem que lidar com os engasgues de sua coalizão governamental e da briga entre os religiosos charedim e os seculares. Em Davos, ele pode apresentar dados do novo índice que examina a força da economia. O novo índice que agrega o PIB, a porcentagem da participação na força trabalhadora e do desemprego, produtividade, dívida pública, pobreza, igualdade, poluição, disponibilidade de materia primas, etc.. Neste índice, entre as 30 primeiras economias estão a Islândia, seguida de Luxemburgo, Suíça, Dinamarca e Suecia. Israel está no 25º lugar, antecedendo os EUA (26) e o Japão (27). A dívida pública do PIB caiu pela primeira vez, para debaixo de 60%, ficando em 59.4% .

RECORDE DE ESTUDANTES ESTRANGEIROS NA U. DE TEL AVIV. No próximo semestre da primavera, estão inscritos 370 estudantes no programa Study Abroad (Estudos no exterior), da Universidade de Tel Aviv. A maioria dos estudantes vem dos EUA, Australia, Brasil, Canadá, Grecia, Panama e Inglaterra.

NOVO DIRETOR GERAL DO CENTRO DE DESENVOLVIMENTO MICROSOFT EM ISRAEL é Assaf Rappaport de 34 anos. Assaf estudou Física, Matemática e Computação na Universidade Hebraica de Jerusalém, mestrado em Ciência da Computação no Technion (Haifa). Serviu na unidade de elite 8200 (de onde sairam muitos “crânios”) e depois na McKinsey Australia. Incorporou-se a Microsoft, depois que esta companhia comprou, em 2015, por 320 milhões de dolares, a companhia Adallom que fundou com 2 sócios israelenses.

ESTUDANTE PALESTINA SE DESTACA NA U. HEBRAICA DE JERUSALÉM.Trata-se de Margo Mosleh de 24 anos, que é cristã do bairro cristão na cidade velha de Jerusalem. É primogenita e tem 5 irmãos. Seus pais lhe educaram a importância de estudos universitários para progredir na vida. Ela estudou em colégio de freiras e recebeu diploma jordaniana, que não lhe dá direito a estudos superiores em Israel. Por absurdo que seja, mesmo morando em Jerusalém, nem falava o hebraico. Fez 1 ano de preparatório para estudantes estrangeiros, estudou hebraico e conseguiu entrar na Faculdade de Medicina da U.H.J e depois de 2 anos optou pela Odontologia.

HOMENAGEM A ANTISSEMITA HUNGARO É CANCELADA. O Congresso Judaico Mundial conseguiu convencer o govêrno hungaro a cancelar uma homenagem que seria programada para Miklos Horti, numa igreja em Budapeste, justamente no Dia Da Recordação as Vítimas do Holocausto. Horti foi o regente da Hungria, durante a II Guerra Mundial, colocando-se ao lado do Eixo . Em março de 1944, os nazistas entraram na Hungria e com a ajuda dos facistas hungaros, concentraram centenas de milhares de judeus que foram levados, já no final da guerra, para os campos da morte. Dos cerca de 700.000 judeus hungaros, só 80.000 sobreviveram o período do Holocausto.

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