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O “Plano do Século” do Presidente Trump para o Oriente Médio, que tanto se falava e trazia a esperança de mudança nesta turbulenta região, finalmente saiu do papel.

Saiu em tom menor, no formato de conferência econômica em Bahrein, com representantes de 39 países, menos os dois principais interessados, a Autoridade Palestina e os israelenses. Quando anunciada esta conferência intitulada Paz para a Prosperidade, a reação palestina não tardou de chegar. A frase do chanceler israelense na década dos anos 60 e 70 do século passado, “os palestinos jamais perderam oportunidade de perder oportunidade”, está provada mais uma vez. A Autoridade Palestina, boicota os EUA e nem quer saber dos pormenores de qualquer iniciativa americana, declarou que não está a venda. Hamas declarou:” o governo Trump continua sonhar que os palestinos abrirão mão dos seus direitos, aspirações e lugares sagrados por dinheiro e projetos”.

Os palestinos tentaram de tudo para abortar esta conferência e não o conseguiram. É verdade que o nível de representantes de muitos países, que seriam Ministros da Fazenda e não o são. O Ministro da Fazenda israelense que foi convidado e depois desconvidado. Mas participaram dos 2 dias de convenção participaram representantes de 39 países, entre êles os Ministros da Fazenda da Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, EUA e representantes do Egito, Jordânia, Marrocos, de países europeus e até da Rússia e da China. O Ministro do Exterior de Bahrein, Khaled al Khalifa anunciou:” a conferência tem por objetivo apoiar a economia palestina e não tem nenhum outro objetivo”. Isto não contentou os palestinos que decretaram “Três Dias de Fúria”.

O conselheiro e genro do Trump, Jared Kushner abriu o seminário e tratou de falar diretamente aos palestinos, passando por cima de sua liderança. Disse:” o mundo quer resolver o problema palestino, mas em cada encontro escuto que já tentaram isso. O mundo avança e os palestinos ficam para trás…o Presidente Trump e os EUA não abrem a mão de vocês. Se vocês seguirem o caminho positivo e pegarão vosso futuro nas mãos, em vez de acusar os outros… muito dinheiro foi investido na área nos últimos 25 anos, gastos em corrupções e armamento…”

Jared deve estar frustrado depois de trabalhar na solução do problema palestino por 2 anos, com inúmeras viagens em várias capitais e encontros com dezenas de líderes da região e por fim conseguir organizar um seminário econômico, sem a presença de palestinos. De Israel vieram alguns homens de negócios, mas mais jornalistas.

O PLANO AMERICANO é de captação de recursos no valor de 68 bilhões de dólares. Isto envolveria os EUA, a Arábia Saudita, EUA e outros num período de 10 anos. Deste valor mais de 28 bilhões de dólares seriam investidos na Autoridade Palestina e em Gaza, em 147 projetos. Entre êles, ligar a Faixa de Gaza com a Cisjordânia através de um túnel, no valor de 5 bilhões de dólares e outros no campo da energia, inclusive desenvolver campo de gás no Mediterrâneo, em frente a Gaza, construção de aeroporto e porto na Faixa de Gaza. Desenvolver o turismo nas áreas palestinas e a indústria da alta tecnologia, em Ramallah. Também receberiam ajuda econômica países vizinhos como a Jordânia, o Egito e até o Líbano que não participou na Conferência.

A Jordânia que tem pavor dos palestinos- que são mais da metade de sua população- receberia para aliviar seu sufoco econômico, cerca de 8 bilhões de dólares para o projeto de trem bala ligando Amã a Zarka, que ajudaria sua indústria. Melhoramentos nos aeroportos do reinado, para o projeto conjunto com Israel do “Canal dos Mares”. É cavar um canal aberto que leve água do Mar Vermelho ao Mar Morto, que pela diferença de alturas poderia gerar energia e a criação de um projeto de dessalinização de água, para o consumo jordaniano, israelense e palestino.O Egito investiria bilhões de dólares principalmente na Península de Sinai e sua segurança e o Líbano receberia para projetos turísticos e de segurança.

Os palestinos que estão falidos economicamente, têm lideranças que parecem pouco se importar com a população. Mahmoud Abbas de 83 anos, multi milionário não quer ser registrado na história palestina como “traidor”. Já há 6 meses recusa receber de Israel o dinheiro recolhido dos impostos, que constituem mais de 50% das verbas da Autoridade Palestina, pelo desconto que Israel faz se passam valores a terroristas convictos. O relatório do Banco Mundial mostra a queda da assistência mundial à A.P. que em 2010 foi de 5.5 bilhões de shekalim e em 2018 caiu para apenas 2 bilhões. As verbas a UNRWA também caíram muito, depois que os EUA pararam de a apoiar. A Faixa de Gaza depende muito do dinheiro que vem de Qatar.

As duas regiões palestinas (Cisjordânia e a Faixa de Gaza) dependem muito de Israel. A cada dia passam legalmente a Israel mais de 100 mil trabalhadores palestinos. Cento e trinta mil palestinos ganham o seu pão dos mercados israelenses. Israel é na realidade o tubo de oxigênio da A.P.
O negociador chefe dos palestinos e alta autoridade palestina, Dr. Saeb Erekat criticou a iniciativa americana e disse “isto não é conferência é piada”. Por outro lado o Ministro do Exterior egípcio disse:” há muita importância a participação egípcia na conferência em Bahrein”. O problema palestino ainda persiste no mundo árabe, mas não com a importância que já foi. Atualmente, depois da Primavera Árabe cada país tem sua s preocupações e a dos palestinos está num plano secundário.

Se os palestinos participassem e aceitassem fazer parte do plano, talvez até poderiam dizer que em Bahrein, Trump fundou o Estado Palestino, porque além de melhorar sensivelmente sua economia viria a coisa real. Esta seria o plano da Oportunidade do Século que substitui o Plano do Século. Aí tanto Israel como os palestinos teriam que abrir mão de muitos tabus. Difícil, sim. Impossível, nunca se vai saber até não sentar seriamente com as lideranças certas e resolver por vez o problema. Um diplomata saudita disse ao jornal economico israelense Globes(21.6):” o conflito sanguíneo dura tempo demais. Nos sauditas, os países do Golfo, o Egito e a Jordânia sabemos claramente que a era das guerras com Israel é do passado e agora as vantagens para relações normais são grandes para todo o mundo árabe… a tecnologia israelense é avançada e o mundo árabe, mesmo os que vos odeiam, olham Israel com admiração pelo seu sucesso e querem copiá-los”.

A Conferência de 2 dias em Bahrein, Paz para a Prosperidade, terminou em acordes baixos. Talvez a importância foi de que além da apresentação econômica do plano a Esperança do Século, os participantes árabes de países que não mantêm relações diplomáticas com Israel puderam sentar informalmente com os israelenses e conhecer algo do nosso mundo e até tratar de negócios. Não é a toa que um dos israelenses foi o vice diretor geral do Hospital Shiba, dos maiores do país. Todos querem a estabilidade e o sossego na região. O verão árabe demonstrou a todos o que ocorre em países instáveis. Se a tão desejada paz chegasse a região todos viveriam melhor.

O Bahrein é uma pequena ilha entre o Qatar e a Arábia Saudita à qual é ligada por extensa ponte, com menos de 1.5 milhões de habitantes. A maioria é xiita, governada desde 1971, quando obteve sua independência pela família real, sunita.Tem riqueza baseada em campos petrolíferos e de gás e é um centro economico, bancário e comercial da região do Golfo.Mantém boas relações com todos os países, mas se vê ameaçada pelo Irã. Segundo várias publicações, têm boas relações (informais) com Israel. Já em 1994, depois dos acordos de Oslo, delegação israelense fez visita ao país. Em 2005, Bahrein cancelou sua participação no boicote árabe a Israel. Segundo documentos vazados por Wikileaks de conversa entre o Embaixador americano e o rei, foi entendido que o Mossad tem representação no Bahrein.

Em 2013, foi o primeiro país árabe a considerar Hezbollah, organização terrorista. Três anos depois, enviou delegação ao enterro de Shimon Peres. Em 2017 o rei condenou o boicote a Israel e declarou que israelenses podem visitar o seu país.Em maio de 2018 declarou que não vê problema com a mudança da Embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém, na parte ocidental. Pelo visto os 2 países mantêm boas relações na área cibernética e da Inteligência. Em Bahrein havia uma comunidade de 300 pessoas, durante a soberania inglesa, que foi reduzida e atualmente lá vivem cerca de 30 judeus. Tem uma sinagoga que foi reformada pelo dirigente do país e graças aos israelenses e americanos presentes, conseguiram formar minyan (10 pessoas para rezar).

HAMAS ANUNCIA ACERTO COM ISRAEL

Não dá para entender o governo da organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza. Esta região depende totalmente de Israel. Êste lhe fornece materiais de primeira necessidade, luz, energia, área de pesca e importa-se mais com a melhoria de vida da população gazense que seu próprio governo. Ao contrário do que pede ao mundo todo, de não transferir verbas a organizações terroristas, o governo de Israel permite a Qatar trazer mais de 25 milhões de dólares em malas para pagar a necessitados. Apesar de que altos funcionários da Hamas também conseguem sacar para si dinheiro de Qatar.

Mesmo assim, Hamas não faz nenhum gesto de boa vontade e nem pensa em devolver os restos mortais de 2 soldados mortos há 5 anos, para que sejam decentemente enterrados. Além disso, permite o lançamento de balões incendiários e às vêzes explosivos, que provocam incêndios e destruição. Por sorte não há vítimas humanas fatais, mas há morte e destruição da fauna e flora silvestre e as cultivadas. (Onde estão as organizações internacionais de proteção ao meio ambiente?)

Há 1 ano, Israel parou de transferir para Gaza, gás hélio, que era desviado do seu objetivo, que é vital para aparelhos de MRI, para encher balões incendiários. Israel num gesto de boa vontade decidiu autorizar no domingo (23)fornecer o gás hélio para que os aparelhos de MRI continuassem funcionando, sob a supervisão da Agência Mundial da Saúde. Para tornar o absurdo ainda maior, em contraposto desde este dia até hoje (28) ocorreram cerca de 100 incêndios causados por balões incendiários.Mais do que os costumeiros de 4 a 8 diários.

Essas relações de Israel e Hamas são tão absurdas que hoje Hamas anuncia que por intermédio do Egito e a ONU chegou a um acerto com “a entidade Sionista”, segundo o qual Israel permitirá maior área de pesca e fornecerá combustível e Hamas proibirá o lançamento de balões incendiários. Os habitantes israelenses da região já estão fartos desta situação de destruição, não acreditam nestes acertos e exigem ação. Lieberman chama isto “acerto de rendição”. A população de Israel recebe estas informações dos porta vozes da Hamas e os do governo de Israel vêm horas depois para confirmar.

CURTAS:

PILOTO DRUZO. Ontem (27) aconteceu em Hatzerim a festa do tencerramento de mais um curso de pilotos da Força Aérea de Israel. O curso dos mais difíceis, tem duração de 3 anos e os pilotos também se formam academicamente. Entre os novos formandos está G., o primeiro piloto druso da FAI. Na Sua aldeia no norte de Israel todos os habitantes estão orgulhosos “tão orgulhosos que não tem palavras para descrever isto”. G. sempre foi bom aluno e fazia serviços pela comunidade. Foi líder escoteiro, estudou muito bem e como dizem seus familiares, destacou-se em sua modéstia. Até mesmo no curso, quando passava as etapas não dizia nada a família. G. escolheu pilotar helicóptero de combate, que acha ser mais desafiador do que caças. Os drusos israelenses alistam-se ao EDI em porcentagem( de religião) maior do que os judeus. Servem em todas as unidades e tem oficiais em todas as patentes. Já há 2 drusos que completaram cursos de pilotos da FAI e são navegadores de vôo, um dêles é tenente-coronel. Entre os novos pilotos está um neto do ex Premier e General (Reserva), Ariel (Arik) Sharon.

ERDOGAN SOFRE DERROTA. O candidato a Sultão da Turquia, sofreu mais uma vez derrota na sua cidade, Istambul, onde foi prefeito durante anos e partiu para conquistar a Turquia. Nas eleições gerais , Erdogan foi derrotado , pois seus candidatos perderam para oposicionistas na capital, Ancara e em Istambul. Erdogan não aceitou a derrota na “sua cidade” e convocou novas eleições a prefeitura local. No domingo (23) já não teve alternativa, o candidato oposicionista Ekrem Imamoglu venceu novamente, por margem maior (54.3% X 45.04%). Por perder nestas 2 grandes cidades e em outras menores, o poder do Erdogan enfraqueceu um pouco e a situação econômica não lhe ajuda.

PRESIDENTE DO CHILE EM VISITA A ISRAEL. Sebastián Piñera encontrou-se entre outros com o Presidente de Israel, Reuven Rivlin. Êste lhe disse:” as diferenças entre nós e os palestinos são grandes. Precisamos começar com pequenos passos de cooperação. Não boicotar ou negar qualquer plano de melhorar a nossa situação econômica e social. O presidente chileno veio a visita de 3 dias em Israel, com todos os arranjos previamente acertados. Porém, ao contrário do protocolo, o presidente chileno foi ao Monte do Templo e esteve acompanhado por autoridades palestinas. Foi criticado por Israel, mas ele apressou-se em se desculpar. Disse que foi fazer visita particular, mas representantes da Autoridade Palestina vieram por iniciativa própria sem serem convidados.

CONTRATO DE 800 MILHÕES DE DÓLARES foi assinado entre a companhia israelense Bet Shemesh Engines LTD e a Pratt & Whitney do Canada (PWC). É para o fornecimento de peças de motores de aviões a jato que a PWC produz, em 20 anos. O BSE já atualmente produz a maioria dos seus produtos a PWC, num contrato que terminaria no final do ano e foi prorrogado por mais 20 anos. O total das encomendas da Bet Shemesh Engines é de 2.6 bilhões de dólares e vai até 2039.

AGRISRAEL 4.0 reuniu 300 representantes da indústria agrícola de 40 países, que durante 3 dias apreciaram produtos inovativos no seu ramo. Na vinícola Barkan viram 20 produtos novos e demonstrações ao vivo. Viram drone para colher maçãs, robô para colher tomates criados em estufas, sensores e satélites para economizar água, mini câmeras que registram o trabalho das abelhas na colmeia e mais. Cerca de 100 firmas israelenses realizaram mais de 500 encontros com visitantes do exterior. Israel exporta 9 bilhões de dólares no ramo da agrotecnológica, 58% {a Europa e EUA, 35% à países da América Latina e Austrália e 7% a outros países.

MEDALHAS NA GINÁSTICA, JUDÔ, TIRO AO ALVO E ESGRIMA. Israel se destaca em ramos que usam muito a cabeça e ùltimamente tem destaque em alguns ramos esportivos. A ginasta Linoy Ashram destacou-se nos Jogos Europeus. Voltou para casa com 4 medalhas, 2 de ouro em ginástica com bolas e em varas e 2 de prata na ginástica com fitas e outra de conjunto ao redor. Em tiro ao alvo, o atirador olímpico, Sergei Richter ganhou no Campeonato europeu medalha de ouro e o judoca Li Kochman conquistou medalha de prata na sua modalidade de até 90 kg. Há 10 dias o esgrimista Yuval Freilich conquistou a medalha de ouro no Campeonato Europeu disputado na Alemanha. É uma conquista histórica para Israel. Freilich é um jovem religioso que pede para não competir no shabat. Êle se aloja em hotéis perto do lugar das competições, para se necessário caminhar a pé e não pegar carro no shabat. Com estas vitórias Israel estava na 7ª colocação no Campeonato Europeu de Ginástica, antecipando mesmo potências esportivas como a Inglaterra, Espanha e Alemanha.

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