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Se você é descendente de imigrantes de Ostrowiec, venha! Se não for, venha também! Palestra no CIB, dia 16 março 2020 às 19hrs sobre Ostrowiec, Polônia: Importante polo imigratório para o Brasil e uma Fantástica Conexão.

A 2 horas de Varsóvia, Ostrowiec foi uma cidade judaica. No séc XIX chegava a ter 90% de habitantes judeus. Como em Volta Redonda tudo girava em torno da enorme usina siderúrgica, com suas inúmeras chaminés, muitas ainda de pé, hoje apenas uma sombra do passado. Em antigas fotos recordaremos as imagens do Rynek superlotado, gente vestindo roupas tradicionais judaicas, hoje vazio, aonde carroças chegavam de madrugada trazendo verduras frescas, ovos, produtos de toda natureza, escolhidos com cuidado pelos fregueses.

No tempo dos judeus Ostrowiec era pequena. Havia o centro e a usina distante. Dentro do centro tudo era perto e possível de ser percorrido a pé: Rynek, sinagoga perto do rio com mikvah e Beit haMidrash que os nazistas destruíram, o moinho dos Rembischevski com sua roda d’água, o cemitério que ainda existe, a Rua Estreita com suas escadarias onde moravam os Niskiers, perto da Igreja de São Nicolau, e o numero 13 da Rua Ilzeczka, onde moravam os Blajberg.

Os descendentes dos judeus de Ostrowiec deram e estão dando uma importante contribuição ao Brasil, nossa pátria. Gente cujos pais e avós labutavam no Rynek gelado, nas joalherias, alfaiatarias, sapatarias, marcenarias e mercearias em volta. Nomes complicados, tantos hoje famosos, cujo DNA judaico Ostrowiense foi enriquecido aqui nas ensolaradas terras tropicais brasileiras.

Há 1 século começou a se delinear uma fantástica conexão… Um dia existiu a Sociedade dos Judeus de Ostrowiec, sediada na Praça XI Judaica. Consta que um incêndio consumiu todos seus arquivos e registros. Existem hoje no Brasil pouquíssimos judeus ainda nascidos em Ostrowiec, mas muitos são os descendentes.

Venha conhecer um pouco desta rica historia, recordar a vida judaica que lá floresceu até 1942. Venha saber quem foi o santo rabino que lá viveu, guru de infinita bondade e grande sabedoria. Nossa gente foi tangida pelo mundo a fora. Mas lá do alto ele nos acompanha e protege, irradiando as suas bênçãos. Ele não quer que os judeus de Ostrowiec sejam esquecidos, e para tanto usa os instrumentos da Kabalah que tanto estudou.

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Israel Blajberg
Há 10 séculos seus antepassados paternos saíram de Bleiberg, na Carinthia (Áustria), firmes como o chumbo (Blei) e imponentes como a montanha (Berg), entrando na Polônia sob o Grande Rei Kazimierz. Teve a honra de ser o primeiro Blajberg nascido no Brasil (Rio de Janeiro, 1945), estando hoje a família na terceira geração verde-e-amarela. Professor da UFRJ e UFF e Engenheiro do BNDES, aposentado em 2015. Palestrante e Autor de livros e artigos sobre Historia do Brasil, Militar, Judaica, Genealogia e Viagens. Membro das Ordens do Mérito da Defesa, Naval, Militar e Aeronáutico, e Medalha Pro-Memoria da Republica da Polônia.