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Começamos citando uma descrição do que ocorria na Alemanha de Hitler…

“Todos os olhares na Europa, e em grande parte do mundo, estão voltados para a Alemanha. Uma Alemanha em desordem e não só um perigo político. Mas um perigo econômico. Certo, jamais nenhuma ditadura moderna se abateu com tanta violência sobre os inimigos e adversários como a de Hitler. Assassinatos, incêndios, saques, são a sua crônica quotidiana. Em nenhuma das outras ditaduras brancas jamais se chegou a tanto. A Alemanha é um país culto, onde o analfabetismo quase desapareceu. Mas sob o verniz da cultura existe uma rudeza fundamental. É fácil deparar ali ilustres cientistas, professores de universidades doutíssimos que tenham uma moral política primitiva e façam apologia da violência.(…)

Em Berlim, os maiores estabelecimentos comerciais são propriedade de judeus: os maiores de todos são os da Casa Tietze. Um pretexto? A imprensa “nazista”, de acordo com o governo, publicou um documento do qual resultava que Tietze subsidiava e mantinha o Partido Comunista. O simples bom senso demonstra que se trata de um documento falso. Nunca se viram os grandes industriais a pagar ou encorajar àqueles que se propõem a traí-los e expropria-los. A Casa Tietze imediatamente declarou que o documento era falso. Mas a declaração de nada serviu e a polícia mandou invadir e saquear as lojas.(…)

Os hebreus têm sido apresentados em toda imprensa hitleriana, em todos os comícios, em todos os discursos, como inimigos do povo, causa da miséria e humilhação da Alemanha. Um número imenso de lojas de judeus tem sido saqueadas, as casas dos hebreus têm sido invadidas, milhares deles têm de viver ocultos, ou fugiram para o estrangeiro, quando lograram transpor a fronteira. Em todas as cidades alemãs têm os judeus sofrido não só furtos e rapinas, mas têm sido agredidos e perseguidos sob as vistas da polícia. (…)”

Tudo o que acabamos de dizer foi publicado em português, no Brasil, na edição de 16 de março de 1933, página 4, do jornal Estado de São Paulo; repetindo, 1933, um mês e meio depois da ascensão de Hitler ao poder da Alemanha, ocorrido em 30 de janeiro de 1933. Escrito de Paris, por Francesco Nitti, judeu, que foi o primeiro Primeiro-Ministro da Itália, depois da Primeira Guerra, fugindo depois da subida de Mussolini. Ninguém pode dizer que não se sabia. Começou imediatamente, pois o artigo deve ter sido publicado, antes, em jornal europeu, não indicado. Os cacos das vitrinas da Casa Titze já estavam “decorando” as ruas de Berlim e judeus espancados. A Kristal Nacht começou logo com a chegada de Hitler, em 1933. Tudo conduziu ao Holocausto, porque muita gente estava ocupada em combater o sionismo, e os dirigentes sionistas da esquerda, tinham uma posição de espera e démarches, sem força para impor a abertura dos portões da Palestina do Mandato, e não conclamando a saída dos judeus da Europa, até se chegar ao Estado de Israel, em 1948. A Inglaterra não ajudou.

Ainda temos gente, especialmente da esquerda predatória, que continua, hoje em dia, falando em favor dos que têm pensamentos iguais aos dos nacionais-socialistas contra os judeus, de apoio aos inimigos dos judeus, falando contra Jerusalém. Até gente nossa nessa esquerda predatória, pois há uma esquerda equilibrada e não antissemita.

Vivemos, hoje, momentos de apreensão, com ataques a judeus, como foi em Pittsburgh, no mês passado, e como continuam os ataques a Israel, pelos vizinhos palestinos. Não haveria palestinos se não houvesse o Estado de Israel. Mas estamos vendo a diplomacia do governo israelense aproveitar o momento, para melhorar as relações com o mundo árabe, dando esperança de se chegar a um entendimento. Já há entendimentos com a Aarábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e, recentemente, Oman. O Bahrein já apoia Israel, enquanto aqui, os eternos antissemitas e esquerdistas fazem uma campanha contra Israel, especialmente contra Jerusalém. O mundo árabe está mudando, só a Carolina da esquerda não viu.

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