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por Ronaldo Gomlevsky – As duas últimas ações terroristas praticadas na França pelo fundamentalismo islâmico deixaram, além dos mortos e da comoção mundial, uma vítima mais do que clara, mas que está sendo negada pela imprensa em todo o mundo.

Trata-se do judaísmo francês.

LDJ

Os judeus na França não passam de 0.7% do montante da população do país. Os dois episódios terroristas, tanto o do Charlie Hebdo quanto o do mercado de alimentação ritual judaica (kosher), deixaram cinco mortos judeus em 17 pessoas assassinadas. Este número equivale a 30% do número de vítimas.

Lendo os jornais brasileiros de ontem, principalmente em seus editoriais e artigos escritos por jornalistas, sociólogos, professores universitários e especialistas em assuntos ligados ao terror, cheguei à conclusão que um turista chegado de Marte que por aqui estivesse passando não teria a menor ideia de que, além de tentar calar os cartunistas com seus deboches à religião alheia, os criminosos terroristas também quiseram dar uma boa pancada nos judeus franceses.

Os “EU SOU CHARLIE” que o mundo presenciou deveriam estar acompanhados de “EU SOU JUDEU”, mas, como eu já havia escrito na quinta feira passada, está muito longe da vontade da humanidade quaisquer tipos de concessão ao judaísmo, vez que no subconsciente das pessoas continuam os judeus a ser responsabilizados pelas desgraças deste mundo, mais ainda quando a questão envolve árabes ou a religião islâmica.

Uma tal ROLLEMBERG, professora universitária brasileira, produziu um excelente texto sobre o fato ocorrido na França no qual tece comentários corretos sobre o terror e sobre o tipo de crime cometido pelo desrespeito à religião alheia. Concordo com ela em 100% de suas afirmações. Ela só se esqueceu de lembrar a condição judaica de cinco das 17 vítimas dos dois atentados de Paris. Este artigo foi publicado no jornal O GLOBO de ontem.

Se fosse possível, nós, os judeus, também gostaríamos de esquecer. Aliás, para escrever a verdade, gostaríamos mesmo é que não tivesse acontecido.

O que leva a imprensa a negar a informação relativa à condição judaica destas vítimas? O que leva um governo que tem seu território atacado pelo terror muçulmano a convidar o líder palestino para participar das manifestações de pesar ocorridas em honra das vítimas, quando os próprios palestinos, nas ruas de suas cidades, cantaram e dançaram em homenagem aos frios assassinos parisienses, treinados em campos do terror muçulmano, assim como o são as bestas do Hamas, do Isis e dos outros grupos cujo terrorismo islâmico contra o Ocidente á um meio de vida?

O que leva a sociedade europeia a fingir que não existe o avanço das organizações inimigas e de seu modo de vida, dentro de suas cidades e sob seus olhos que insistem em não se abrir?

Não sou contra a aceitação de refugiados de zonas de conflito. Ao contrário, sou amplamente favorável a que um país como o Brasil abra as suas portas para quem necessita. Por outro lado, não se pode deixar entrar em nosso território qualquer um oriundo do mundo islâmico, sem que haja uma verificação cautelosa a respeito de seus antecedentes, sob a pena de estarmos importando o problema para cá, com consequências futuras equivalentes ao ocorrido na França na semana que passou. Será que já não estamos incubando sem saber atentados em solo brasileiro?

Quero apenas deixar claro que já que há negação da parte de outros muitos. Nós, judeus, devemos compreender que se o último ataque que vitimou cartunistas e clientes de um mercado na França deixou vítimas fatais, a proporção destas de religião judaica foi absurda.

Mais uma vez, o terror muçulmano fundamentalista acaba de matar judeus e agora fora do Oriente Médio.

Judeus do mundo acordem. Se preparem, pois a bruxa está subindo na vassoura para sobrevoar sua tranquilidade e tentar acabar com ela, onde estiver.

O Brasil está avisado. Não venha depois o governo tupiniquim querer dizer que não sabia ou não imaginava que este tipo de porcaria pudesse vir a ocorrer em terras de Pedro Álvares Cabral.

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