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Com o passar do tempo, constata-se a grandeza do Presidente do Egito, Anwar Sadat e do Primeiro Ministro de Israel, Menachem Begin.

Estes dois líderes mudaram o rumo do Oriente Médio, indo contra suas convicções e a vontade do mundo árabe. Mesmo passados 40 anos vemos que o mundo árabe ainda não aceita (publicamente) a existência do Estado de Israel e Sadat já o fez há 40 anos. Begin, líder nacionalista decidiu fazer tudo pela paz, até mesmo devolver toda a Península de Sinai em troca da tão almejada paz.

Na segunda-feira (6) o Centro Begin-Sadat, da Universidade Bar Ilan e o Ministério das Relações Exteriores realizaram um evento em comemoração a esta data histórica. Um ano e meio após seu discurso no Knesset, em Jerusalém, foi assinado o Acordo de Paz entre os 2 países.

Neste evento de encontro entre personalidades envolvidas nas negociações e os embaixadores de Israel no Egito, deu-se uma boa perspectiva das relações entre Israel e o Egito.
O Embaixador do Egito em Israel, Hazem Khairat iniciou o simposio e falou da paz entre os 2 países e que só será selado quando o problema palestino for resolvido, “acôrdo de 2 países”.

O Embaixador israelense no Egito, Prof. Shimon Shamir (1988-1991) disse que depois da 1ª fase, a Independência de Israel, a visita do Sadat, foi a 2ª mais importante, pois mostrou que Israel foi aceita, pelo maior país árabe e é um fato consumado. O historiador Shamir diz que Sadat foi entusiasta dizendo “estamos fazendo uma revolução, construiremos um sistema de paz, algo que não há mais necessário do que ele.

Os outros países nos seguirão”. Foi uma decisão tomada só por ele, não consultou nem seu gabinete, evidentemente não o povo egípcio. Sua intenção com esta medida foi livrar-se do nasseirismo e dos braços da URSS. O grande impacto sobre os israelenses é demonstrado no censo que apontava, antes da visita do Sadat, que 80% eram contra a devolução de Sinai e depois da visita o quadro se inverteu e 80% disseram que é possível devolver.

O Prof. Arie Naor, que foi o Secretário do Governo Begin, relembrou que depois de eleito em 1977, Begin convidou os líderes árabes, presidentes da Síria, Líbano, Egito e o rei da Jordânia, para dialogar com Israel, onde quer que seja, para trazer a paz. O único que atendeu a chamada foi Sadat. Este foi até conversar com Hafez el Assad e tentar convencê-lo, mas Assad (pai) foi intransigente.

Begin quis fazer a paz por 2 razões principais: Estratégico – pois pensou que os países árabes sem o Egito, não constituem perigo existencial para Israel. Histórico – a paz com o Egito é uma reviravolta histórica que vale a pena testar.

Mesmo quando nas conversações em Camp David, Carter lhe pedia para não mencionar os assentamentos israelenses em Sinai, Begin lhe respondia: “não te preocupes, temos que fazer tudo para conseguir a paz. Begin estava determinado e a fez. Naor conta que no sábado anterior a visita do Sadat, Begin, informalmente, lhe confidenciou: “sabe desde quando sonho fazer a paz com a maior nação árabe?, desde 29/11/1947, quando a ONU declarou a Partilha, que levou a criação do Estado de Israel”.

Foi um simpósio muito interessante, com pessoas que fizeram história e pesquisadores de assuntos do Oriente Médio, inclusive uma deputada do Knesset. Por fim vieram 5 embaixadores de Israel no Egito. Estes falaram muito a favor das relações, mas foram muito céticos, descrevendo a paz com o país dos Faraós, “fria”.

O Embaixador Zvi Mazel (1997-2001) relatou com pessimismo que os meios de comunicação continuam egípcios são hostis, expõe propagandas anti sionistas e anti judeus. Lá não comemoram a visita do Sadat a Jerusalém. Aliás, o conceito de que Sadat foi assassinado por fazer a paz com Israel, é errado.

Os colaboradores do assassino jihadista confessaram que o mataram “porque não foi pelo caminho do Islão”. Os intelectuais egípcios receberam friamente o acordo. O Nobel de Literatura, o egípcio Naguib Mahfouz que foi a favor da paz com Israel, foi boicotado pelos colegas egípcios.As uniões trabalhistas também boicotam Israel.

Na suposição de que o Sadat não fosse assassinado, provavelmente tudo seria diferente. Tanto é que Sadat depois de Jerusalém veio a Israel mais 2 vezes, a Beer Sheva e a Haifa. Seu sucessor, Husni Mubaraq, só queria manter as relações em banho maria. Recusou-se a ir para Israel. Em seus 30 anos de governo só veio 1 vez, ao enterro de Itzhak Rabin, em 1995. Enquanto os israelenses “conquistaram” os mercados e os lugares turísticos do Egito, indo em massa. Em contrapartida, o povo egípcio não veio a Israel. Só poucos homens de negócios.

Apesar da frieza, os 2 lados chegaram a acordos em assuntos de segurança, área militar, campo da energia, agricultura, na busca de soldados israelenses desaparecidos na guerra com Egito.

O Embaixador Itzhak Levanon (2009-2011) contou que não conseguiu alugar um apartamento até 3 dias antes da chegada a Cairo. Só com a intervenção do Ministério do Exterior conseguiu alugar apartamento. Tudo vem de cima. As autoridades barramos cidadãos que querem chegar a embaixada para pedir visto de entrada para Israel.

O Embaixador, Dr. Chaim Cohen (2014-2016) disse que o Presidente Sisi sendo militar já conhecia Israel deste ponto de vista e tendo inimigos em comum: os terroristas no Sinai, Israel não é inimigo.As relações nas áreas da segurança, inteligência e militar são muito boas. Nas demais são frias. E uma pena que os líderes pelo visto temem instruir o povo a aceitar a paz e por isso a situação que seria normal e benéfica para todos, quase inexiste no Egito (e mesmo na Jordânia).

Passados 40 anos, todos são unanimes que é melhor ter paz, mesmo fria, do que não a ter. A Jordânia que assinou Acordo de Paz em 1994, também o mantêm frio. Outros países não os acompanharam. Sempre com o mesmo argumento, que é desculpa, a questão palestina.

OS ÁRABES SE MATAM E NÃO LIGAM PARA OS PALESTINOS

Uma boa desculpa para os países árabes não ter relações com Israel, ou não melhorar as que tem é dizer que “Israel tem que resolver a questão palestina”. Puro papo. Se assim o fosse não manteriam relações ocultas do povo, mas que beneficiam os regimes. Israel tem problema com os palestinos, mas quem mais matou palestinos e ou árabes, são os próprios árabes.

A Jordânia em 1970, no Setembro Negro, Kuwait que os expulsou em 1981, Líbano em 1982, a Tunísia. Entre si os árabes também lutaram, como a Líbia com o Egito, o Iraque com o Irã (1980-88) custou a vida de 1 milhão de pessoas, a mais recente, na Síria com mais de 500.000 mortos. Nota-se que eles se degladeiam e matam sem nenhum envolvimento de Israel.

O mundo árabe e muçulmano está em pé de guerra. Atualmente o maior agitador é o Irã, -persas- envolvido no Iraque, Iemen, Síria, Líbano e até na Faixa de Gaza.

A declaração do 1° Ministro libanês, Saed Hariri em visita na Arabia Saudita – onde já viveu e país do qual tem cidadania – de que renuncia ao posto não é de se estranhar. Ele declarou que soube de um complô para mata-lo. Já tem um precedente na família. Seu pai, Rafiq Hariri, o então 1° Ministro do Líbano era anti Hizballah e anti a Síria por intervirem nos assuntos internos libaneses.

Foi assassinado com forte explosão, perpetrada pela Hizballah contra o seu comboio que passava pelas ruas de Beirute. O jovem Hariri, temendo ser a próxima vítima, acusou o Irã e a Hizballah de intervirem nos assuntos internos libaneses. Acusou o Irã de “querer destruir o mundo árabe e o mal que envia a região, lhe retornará como bumerangue”.

A Arabia Saudita se aliou ao premier Hariri. O Ministro dos Assuntos do Golfo pediu criar uma coalizão internacional para lutar contra o “Partido do Satanás”, alusão ao Partido de Deus-Hizballah.

Nesta efervercência entra também a Turquia do Erdogan, que se veste de cordeiro , mas é lobo mesmo. Outro que quer jogar na liga dos grandes é Qatar (que já tinha relações com Israel) e gasta bilhões não só em investimentos “limpos”, mas também no terrorismo internacional. Seus vizinhos, Arabia Saudita, Kuwait, UAE, Baharein e até o Egito cortaram as relações com Qatar.

A ONU advertiu, ontem (9) que se a Arabia Saudita não retirar o boicote contra o Iemen (cujos rebeldes são apoiados pelo Irã), milhões morrerão de fome. Enquanto isso os países árabes ricos continuam gastar bilhões em equipes de futebol e jogadores como o Neymar (222 milhões de dolares, pagos por Qatar). Esta semana, Abu Dhabi inaugurou a “filial” do Museo Louvre depois de desembolsar 1 bilhão de dolares. É valido ter cultura, arte, mas com estas quantias quantas milhões de pessoas poderiam sobreviver ou ter vida melhor.

TURISMO EM ALTA

Israel está crescendo em número de visitantes. O Aeroporto de Ben Gurion foi renovado e é mais moderno. Nos 10 meses deste ano passaram por lá 17.337.795 passageiros, aumento de 16% em relação ao mesmo período em 2016. Em outubro passaram 2.011.000 passageiro(+18.63%). A El Al é a companhia que mais passageiros transportou: 4.9 milhões.

No dia 7 de novembro, entrou a 3 milhonesima turista a chegar este ano à Israel. A felizarda turista, da Rumenia, foi recebida pelo Ministro do Turismo. É sua primeira vez no país e recebeu “férias do sonho”. Seu quarto de hotel será uma suite, será transportada em limousine, terá voo de helicoptero para ver o país de cima, visitar o Mar Morto e banhar-se em sais minerais.

CURTAS:

LATAM VOARA PARA ISRAEL. Foi noticiado que a Latam começará em fins de 2018, fazer 3 vôos semanais de São Paulo a Tel Aviv.. Os vôos terão inicio em Santiago, passando em S.Paulo e daí para Israel. Bem vindos. Quando a El Al fazia este trajeto, posso atestar que era ótimo e com avião cheio.

FESTIVAL INTERNACIONAL DE ROUND TABLE. É um encontro entre chefs dos melhores restaurantes do mundo e seus colegas de Israrl. Está é a 3ª vez no país e vai até o dia 17 deste mês. Participam 3 da lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo,8 restaurantes com estrêlads Michelin. Os chefs chegam com sua equipe e durante 1 semana cozinham em restaurante israelense com produtos locais.

CIDADES MAIS VISITADAS. A Euromonitor International pesquisou e elabotou a lista das cidades mais visitadas no mundo. Em 1° lugar está Hong-Kong, com 25 milhões, seguida por Bankok (21.3 milhões), Londres (19.8 m). São seguidas por Cingapura, Macao, Dubai, Paris, Nova Yorke, Sanzen e Kuala Lumpur. Entre as 100 mais visitadas,estão Jerusalém (67ª) e Tel Aviv (78ª colocaçaõ).

HISTÓRIA. Em 9 de novembro de 1917, a Revolução Bolchvique destituiu o Tsar russo e o substituiu pelo comunismo. Neste mesmo dia, mas em 1938,foi a Noite dos Cristais. Eclodiu um onda de violência e mortes contra os judeus na Alemanha. Hitler já estava no poder há 5 anos, mas agora se sentiu mais forte. Foram queimadas sinagogas, casas e negócios de judeus. Pouco menos de 1 ano depois eclodiu a 2ª Guerra Mundial. Neste mesmo dia em 1989, caiu o Muro de Berlin, que foi erguido a 28 anos atrás e dividia a cidade e a Alemanha Oriental da Ocidental.
O triste é que numa recente enquete, 40% dos jovens alemães disseram que não sabem o que é Auschwitz. Até a chanceler alemã, Angela Merkel disse que devemos nos lembrar e não esquecer.

TUNEL DEBAIXO DE ESCOLA DA UNESCO. Pela segunda vez em pouco tempo, Israel foi avisado pela UNESCO da descoberta de tunel cavado pela Hamas, debaixo de uma escola sua na Faixa de Gaza. A UNESCO fechou temporariamente a escola e cimentou a parte do tunel que passa debaixo da escola. Os cerca de 30.000 funcionários da UNESCO são palestinos e ligados a Hamas. Pelo fato de que a rede de túneis vem crescendo e é conhecida por Israel, suspeita-se da razão da UNESCO revelar êste túnel. Talvez assim UNESCO quer mostrar cooperação com Israel e despistar os outros túneis.

FUTEBOLISTA ISRAELENSE É ARTILHEIRO NA CHINA. Eran Zehavi, jogador da seleção israelense e foi da equipe do Macabi Tel Aviv antes de ser vendido por 6 milhões de dolares a equipe chinesa de Guangzhou R&F, onde joga o brasileiro Renatinho. Nêste ano com salário de”apenas” 9 milhões de dolares, Zehavi sagrou-se o artilheiro do Campeonato chines, marcando 27 gols. Em 1 ano e meio e 45 jogos, tirou a bola da rede 38 vêzes. Êle está sendo cotado por 2 clubes: o campeão Shanghai Shenhua, onde joga o jogador mais caro Carlos Tevez, que decepcionou marcando só 4 gols. A outra equipe é a Tianjin Quanjian, 3ª colocada e se for para lá terá o Alexandre Pato ao lado (15 gols).

BOY GEORGE CANTA E ENCANTA EM ISRAEL. A frente do seu conjunto, Culture Club, George Boy nos seus trajes exentricos, deram um show de nostalgia para alegrar o público israelense. Em roupas estampadas com a Estrela de David em solidariedade com o Estado Judeu, Boy George empolgou como antigamente e até a critica local elogiou. Outro que retorna mais uma vez a Israel, após o sucesso que teve em 4 shows no país, é o comediante Jerry Seinfeld. Êle que na sua juventude foi voluntário num kibutz retorna para dar 2 shows no dia 30 de dezembro em Tel Aviv.

PILOTA NOMEADA VICE COMANDANTE DE ESQUADRÃO DE CAÇAS F15. Esta semana enquanto sobrevoava o espaço aéreo de Israel, a capitã pilota I, de 27 anos foi comunicada que foi promovida a patente de major e servirá de vice comandante de jatos F15, da Força Aérea de Israel. Ela tem historia aerea. Seu marido é piloto de caças F16 e seu avó tambêm foi piloto, de Skyhawk. Seu caça foi abatido no segundo dia da Guerra de Yom Kipur e seus restos mortais jamais foram localizados.

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