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por Sebastian Watenberg – O Dia da Lembrança do Holocausto marca, para a comunidade judaica, o momento de recordação das vítimas do genocídio nazista na Europa. Neste ano, a data correspondente ao dia 27 de nissan, do calendário hebraico, cai em 2 de maio.

Em 2006, o Papa Bento XVI visitou o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, para uma homenagem às vítimas do nazismo.

Perplexo com o que chamou de “triunfo do mal”, o Papa questionou onde estava Deus naqueles dias, e por que silenciou e tolerou esse excesso de destruição.

Na ocasião, o rabino David Weitman, sabiamente, respondeu: Deus sempre está no mesmo lugar, são os homens que dele se afastam. A busca por explicações para tragédias como o Holocausto é constante. Afinal, como justificar tantas atrocidades no mundo em que vivemos?

As tentativas para compreensão dos fatos são inúmeras, mas nada é tão judaico quanto o hábito de responder a uma pergunta com outra.

Desta forma, a indagação que se impõe é: onde estava o ser humano? Os nazistas desejavam eliminar os judeus pelo simples fato de serem judeus. E a humanidade assistiu calada ao extermínio de mais de 6 milhões de homens, mulheres e crianças judias. Novamente, uma sinagoga é atacada, desta vez, em San Diego, resultando na morte de mais um ser humano.

Passados mais de 70 anos do Holocausto, ainda somos assassinados por nossas crenças, costumes e cultura.

Seguindo a lição da Hannah Arendt, de que “a educação é onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não as expulsar de nosso mundo”, nós continuaremos aqui.

Em nome dos 6 milhões de judeus que padeceram no Holocausto, em nome de todos que foram e são vítimas de terrorismo e discriminação, nós lutaremos, em cada geração, por liberdade, não só para o povo judeu, mas para todos os que acreditam que é possível vivermos em paz.

Sebastian Watenberg é Presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS)

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