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O tatuador de Auschwitz explora a identidade e a trajetória de um dos personagens mais curiosos do Holocausto

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Romance histórico revela segredos guardados por mais de 50 anos da história de amor e sobrevivência de Lale Sokolov, que foi incumbido de tatuar os números de série dos prisioneiros, e de Gita Fuhrmannova

A Editora Planeta lança O tatuador de Auschwitz, livro que traz um relato surpreendente e emocionante de amor e sobrevivência durante um dos períodos mais sombrios da humanidade. Depois de guardar sua história por mais de 50 anos, Lale Sokolov resolveu confiar à Heather Morris a missão de revelar ao mundo o que viveu e testemunhou em Auschwitz. Para conceber o livro, que desde o lançamento no início do ano está nas listas dos mais vendidos em países da Europa e na Austrália, a escritora passou três anos registrando as lembranças de Lale antes da morte do homem nascido na Eslováquia e filho de pais judeus que, aos 26 anos, foi levado ao campo de concentração na Polônia, recebeu a missão de tatuar outros prisioneiros e acabou se apaixonando por uma delas.

Em abril de 1942, Sokolov foi levado a Auschwitz. Quando os nazistas chegaram a sua casa, ele se ofereceu como mão de obra forte na esperança de que não fossem separar o resto da família. Já no local, os nazistas substituíram seu nome pelo número 32407 e, após trabalhar um período na expansão do campo, o prisioneiro contraiu febre tifoide e foi tratado por Pepan, um acadêmico francês que havia feito nele a tatuagem de identificação. O homem fez de Lale seu assistente e, em pouco tempo, havia se tornado o tatuador principal do campo de extermínio. Ainda que fosse acusado de compactuar com os carcereiros, Lale, aproveitava sua posição para ajudar outros prisioneiros, trocando joias e dinheiro por comida para mantê-los vivos e designando funções administrativas para poupar seus companheiros do trabalho braçal do campo.

Por dois anos, Sokolov tatuou centenas de milhares de prisioneiros com a ajuda de assistentes e essas tatuagens se tornaram um dos mais emblemáticos símbolos do Holocausto. Foi realizando essa função que ele conheceu Gita Fuhrmannova, priosioneira com quem se casaria e teria um filho anos depois. “Eu tatuei o número de identificação em seu braço esquerdo e ela marcou seu número em meu coração”, afirmou Lale durante entrevista à Heather Morris.

Além de contar, de maneira emocionante e surpreendente, a história de amor entre Sokolov e Gita, O tatuador de Auschwitz traz novas informações sobre o Holocausto com base em pesquisas por parte da autora.

SOBRE A AUTORA

Heather Morris nasceu na Nova Zelândia e vive em Melbourne, na Austrália, onde conheceu Sokolov, que havia migrado para o país com a esposa no esforço de se distanciar da Europa. Conforme a amizade dos dois se desenvolveu, Lale deu a ela a tarefa de contar ao mundo os segredos de sua vida durante o Holocausto. Inicialmente, Heather concebeu O tatuador de Auschwitz como um roteiro a ser adaptado para o cinema, mas antes conseguiu concretizá-lo no livro que é hoje.

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