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O Plano de paz no Oriente Médio deveria satisfazer todos os envolvidos, mas parece que todos temem o provável Plano de Paz do Trump.

Netanyahu, pediu ao presidente americano não apresentar o seu plano antes das eleições em Israel, a serem realizados em 9 de abril. Conforme o tempo vai se aproximando, os árabes tentam esquentar a região. Já está provado que a questão palestina não interessa nem mesmo os “irmãos” árabes, então eles pensam que é melhor agitar. Muitos países árabes, mesmo os que não tem relações diplomáticas com Israel, tentam dele se aproximar por terem interesses comuns: o inimigo persa, o Irã que quer incutir o xiismo sobre os sunitas, o adversário turco que quer voltar a região ressuscitando o Império Otomano.

O fato dos palestinos da Faixa de Gaza atacarem dioturnamente o território de Israel não é relatado na mídia mundial, mas perturba os residentes dos moshavim e kibutzim próximos a esta área. Os arruaceiros não vêm somente nas sextas feiras, muitos vêem diariamente para provocar os soldados e lançar contra eles granadas e coquetéis molotov, tentando matar israelenses. Além disso tem nova invenção.

Na região, é inverno, há chuvas e frio e as colheitas foram colhidas, então os balões incendiários não tem validade. O cerebro destrutivo do palestino inventou o balão explosivo. Estes quando chegam a terra provocam explosões, que já ocorreram nos kibutzim vizinhos, felizmente sem vítimas humanas. Para não serem pegos nas suas atividades, Hamas criou a “unidade de balões de protesto noturno”, escondendo-se na escuridão, toda noite e também de dia eles lançam seus artefatos destrutivos. Tsahal (o EDI) reage com aviões não tripulados atacando alvos militares da Hamas.

O fogo da violência aumenta e todos esperam ver como será o protesto de hoje, mais tarde, que Hamas pode controlar, se quiser. Delegação egípcia esteve em Gaza para tentar controlar a situação. Ao mesmo tempo, Hamas através de enviados comunica- em contradição aos seus atos- que não quer guerrear contra o Estado Judeu.

As passeatas e afronta ao longo da fronteira da Faixa de Gaza e Israel, incentivadas e organizadas pela Hamas e Jihad Islamica começaram em 30 de março de 2018 e já custaram a vida de cerca de 250 palestinos. O fogo é aceso ou diminuido conforme a vontade do governo da Hamas.

Israel que está ocupado com as campanhas eleitorais, na véspera de eleições gerais a serem realizados dentro de 31 dias e que poderão mudar o cenário politico, debate-se também com a Autoridade Palestina. Depois de avisar que não tolerará o pagamento que a A.P. dá aos terroristas palestinos e numa afronta Abbas disse que pagaria mensalmente aos presos palestinos e aos familiares dos terroristas mortos, Israel descontou 500 milhões de shekalim (cerca de 500 milhões de Reais), dos impostos que recolhe e transfere a A.P. O governo de Israel alega que os pagamentos que a A.P. entrega as familias de terroristas incentivam outros agir contra Israel e israelenses.

Pelo corte de verbas de Israel para a Autoridade Palestina, como fez no caso americano, Abbas informou que recusa receber qualquer outro valor. Na sua afronta, o multi milionário Mahmoud Abbas informou que continuará pagar aos terroristas e seus familiares, “mesmo que não tenhamos mais dinheiro e tivermos que comer grama”. Outros oficiais palestinos reclamam que Abbas está “castigando a população da Cisjordânia. Não temos o privilégio de cancelar projetos econômicos que desenvolvemos com israelenses e americanos, para melhorar as condições de vida dos palestinos”.

O corte de verbas poderá afetar o pagamento de salários as forças de segurança palestinas, que tem cooperação com Israel e quem terá vantagem é a Hamas, que tenta o tempo todo agir na Cisjordânia, mas é impedida.

Outro conflito momentâneo vem da Jordânia, que sob os acordos de paz com Israel, foi nomeada, a guardiã das Mesquitas no Monte do Templo. Por pressões internas, o rei Abdullah nomeou para o Wakf (autoridade religiosa islamica) alguns palestinos mais radicais. Consequentemente, o Wakf chamou os crentes para rezar em área próxima a Bab a Rahma , em hebraico Shaar Harachamim (Portão da Misericórdia). Esta área foi fechada em 2003, por disturbios que extremistas promoviam no local. Desde então o lugar está fechado e de repente radicais islamicos tentam com provocações abrir o local, para depois alegar que é um lugar por eles santificado.

Ultimamente, mais países árabes entendem que Israel é um país existente e que é melhor eles se aproximarem do Estado Judeu. Seja por interesses comuns, como o combate ao Estado Islamico, ao terrorismo em geral e ao Irã. Também pesam os ganhos de relações econômicas – não abertamente noticiadas – em áreas desde a alta tecnologia até o turismo e agricultura.

Apesar das vantagens que Israel pode oferecer aos países árabes, as relações geralmente são unilaterais. Israel as tem com os regentes e a cúpula governamental, que infelizmente não as transmite as massas. Mesmo na recente Conferência da União dos Parlamentares do Mundo Árabe, realizada em Amã, Jordânia, nesta 2ª feira (4) houve uma acirrada discussão entre países que são contra qualquer “cooperação e normalização com o conquistador Sionista”.

Entre eles está a Jordânia (que tem relações diplomáticas com Israel), Líbano (dominado pela Hizballah), A Síria e os palestinos. Do outro lado posicionaram-se o Egito (que tem relações diplomáticas), Arabia Saudita e a União doe Emirados Árabes, que declararam favoráveis a relações e que “cada país decida que tipo de relações quer com Israel”. A nota final da Conferência elaborada pelo Presidente do Parlamento Jordaniano, Ataf Tarawneh que também preside a União Parlamentar Árabe redigiu declaração salientando que “ é necessário parar qualquer via de aproximação e normalização com o ocupante israelense e isto obriga todos os árabes”.

As próximas semanas terão novamente como foco o resultado das eleições em Israel e quem constituirá o governo e também a apresentação do Plano do Século, de Trump, que não satisfará ninguém, mas que se adotada poderá trazer nova esperança a todos os povos do Oriente Médio.

ARQUIVOS DO VATICANO SERÃO ABERTOS

A atitude do Papa Pio XII (papado de 1939 a 1958) durante a época do Holocausto sempre foi controverso. Muitos acham que ele não agiu suficientemente contra os nazistas, outros alegam que salvou muitos judeus. Até hoje os pesquisadores do assunto escreviam baseando-se em várias fontes, mas não oficiais da Santa Sé. O meu prof. Da Universidade Hebraica de Jerusalém, Prof, Saul Friedlender escreveu o livro Pio XII e a Alemanha Nazi (editado também em português), acusou o Papa de saber das matanças de judeus e que por medo e consequências possíveis, não agiu adequadamente. Nem mesmo com o envio e matança de centenas de padres católicos poloneses em Auschwitz. Com o Papa Francisco, há mudanças no Vaticano e nesta segunda (4) anunciou que a Santa Sé desvendará os arquivos referentes a tenebrosa época do Holocausto serão abertos aos pesquisadores a partir de março de 2020.

CURTAS:

EUROPA FINANCIA ORGANIZAÇÕES ANTI ISRAELENSES. Há algumas semanas o Controlaria Financeira da União Europeia publicou relatório completo sobre os valores que países da União Europeia transferem a ONG’S. O relatório aponta que o atual sistema de definir organização como ONG é falha. Não há suficiente informação e detalhes do destino e uso das verbas transferidas. Israel que há anos reclama da ajuda financeira que a EU entrega para ONG’s que lutam contra Israel e apoiam a BDS. Há cerca de 6 meses o Ministério dos Assuntos Estratégicos de Israel publicou seu relatório no qual revela que certas ONG’s estão ligadas a organizações terroristas. Segundo o relatório mais de 5 milhões de Euros passaram, em 2016, diretamente a ONG’s que incentivam a ilegitimidade de Israel e boicote ao país. A pesquisa também revelou que outros milhões passam a estas ONG’s indiretamente.

ISRAEL É O 8º PAÍS MAIS FORTE DO MUNDO segundo estudo da revista US News & World Report. O estudo baseia-se em 5 categorias: a liderança do país, influência economica, influência politica, fortes alianças internacionais e militares.Referindo-se a Israel, o estudo diz: ”para um país relativamente tão pequeno, Israel tem grande papel nos assuntos internacionais… o país tem economia forte, lugares santificados de várias religiões e tensas relações com marcos de importância, muitos vizinhos árabes”. Relata vários problemas que o país enfrenta:” depois de 70 anos ainda não tem fronteiras fixas, a ONU condena Israel pelos assentamentos, vários países criticaram o ato do Trump em reconhecer Jerusalem como a Capital do país, o país enfrenta ameaças terroristas e as vezes entra em conflitos. Por outro lado, Israel tem mercado economico avançado tecnologicamente, com lapidação de diamantes, equipamentos de alta tecnologia e produtos farmacêuticos, são entre as maiores exportações. Israel tem alta expectativa de vida, é muito desenvolvido na educação, rendimento per capita e outros indicadore de desenvolvimento humano, mas também tem a maior desigualdade economica no Ocidente. A classificação de Israel vêm depois dos EUA, China, Russia, Alemanha, Inglaterra, França e Japão e antecipa a Arabia Saudita que está em 9ºn lugar.

BERESHIT RUMO A LUA. A nave espacial israelense (Genesis) continua circular rumo a Lua. Ontem (7) acionou os motores por 2.30 minutos para entrar em orbita elíptica a cerca de 270.000 km da Terra. Tudo funcionou como previsto. Como diz o americano:”so far, so Good” e que continue assim até aterrizar na Lua, prevista para 11 de abril. Na foto ao lado, selfie tirado a 37.000 km da terra (vista no fundo) onde aparece parte do Bereshit com a placa a ser deixada na Lua: inscrição em hebraico- Am Israel Chai (o Povo de Israel Vive) e em inglês : ”Small Country, Big Dreams (País Pequeno, Grandes Sonhos) e naturalmente a bandeira de Israel.

GINASTA ISRAELENSE LINOY ASHRAM CONQUISTA 3 MEDALHAS DE OURO. Foi no Grand Prix de Marbella, na Espanha. A espetacular ginasta ritmica de Israel encheu seu cesto com as vitórias na categoria de aro, clubs e fita. Linoy tem 19 anos , conquistou inúmeras medalhas e visa a Olimpiada.

AS 10 CIDADES MAIS PERIGOSAS DO MUNDO. Uma pesquisa descreveu as 10 cidades mais perigosas do mundo, que por incrivel que pareça tem mais cidades latino americanas do que de árabes:

10º – Caracas, que sofre com a crise politica, economica da Venezuela.
9º – Ciudad Juarez, Mexico. Batalhas entre gangues de drogas.
8º – Cape Town, Africa do Sul. Alta taxa de criminalidade, mas há lugares que dá para visitar.
7º – Rio de Janeiro. Agora mais segura, mas tem alta taxa de crimes. Que pena.
6º – Guatemala. Também devido a luta entre gangues de drogas.
5º – Acapulco, Mexico. Antigamente luxuoso resort no Mexico, que as drogas trouxeram a elevada taxa de 142 mortos para cada 100 mil pessoas.
4º – Bagdá no Iraque.
3º – Kabul, Afeganistão.
2º – Karachi, Paquistão.
1º – e não privilegiado, San Pedro Sula em Honduras, taxa de homicidios de 169 por 100 pessoas.

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