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“O Oriente Médio é o cemitério das previsões”, ressalta o escritor e editor de esquerda Adam Shatz. Isso porque em parte a região é tão volátil (ninguém em 2014 imaginava o ressurgimento de um califado operativo após um hiato de onze séculos) além de ser perversa (o presidente da Turquia, Erdo?an, provocou algo próximo de uma guerra civil contra os curdos para lograr reformas constitucionais que ele nem precisava).

Em parte, também, porque as previsões estavam erradas devido à incompetência geral dos especialistas da área. Muitas vezes eles não têm bom senso suficiente para observar o que deveria ser evidente. Neste caso: o faniquito coletivo no tocante à ascensão de Bashar al-Assad à presidência da Síria no ano 2.000.

Analistas da política síria manifestaram ceticismo sobre a capacidade de um oftalmologista de 34 anos administrar a “estabilidade desolada e repressiva” por ele herdada de seu pai ditador, que governou o país durante trinta anos. Eles aventaram a possibilidade de que as “profundas tensões existentes na sociedade síria… poderiam explodir após a morte do ditador de longa data”.

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