COMPARTILHAR

Repito aqui, adaptada à nossa realidade, uma das famosas frases de John Kennedy: “Não procuremos a resposta Petista ou a Bolsominiana, mas procuremos a resposta certa. Não procuremos consertar a culpa pelo passado. Vamos aceitar nossa própria responsabilidade pelo futuro”.

O Brasil acaba de passar pelo processo eleitoral mais tenso, mais participativo e mais empolgante de sua história. Neste processo houve paixões incendiadas, muitas amizades desfeitas, discussões intelectualizadas e brigas sem nexo ocorreram por toda a nação.

É fácil de entender – as duas idéias centrais que chegaram ao segundo turno diferiam em absolutamente tudo: na sua visão de política, na análise de conjuntura, nos rumos da economia, no julgamento dos predecessores, na escolha de aliados, na visão de futuro. Nada, nada mesmo, tinha o mesmo significado para cada uma das candidaturas.

Além disto, a população se engajou como nunca, aceitando um e rejeitando o outro candidato. Muitas pessoas sequer aceitavam considerar o pensamento oposto. Pareciam dizer: “Se é diferente de minha opinião, é errada”.

Mas o processo eleitoral chega a um fim. Finalmente uma das duas correntes vai assumir o país. E é hora de diminuir as paixões e olharmos juntos para o futuro.

A partir de segunda-feira, 29/10/2018, todos nós deveremos nos colocar na condição de quem quer um país melhor. Lutar para que o eleito possa levar este imenso navio a bom porto. É hora de lembrar que se um passageiro fizer um buraco em sua cabine, o navio inteiro afunda. Se o comandante for por uma rota errada, ninguém chegará ao destino esperado.Se as máquinas não funcionarem, ficaremos à deriva em alto-mar. O Brasil só se transformará numa nação de todos, se todos nos empenharmos em construí-lo.

Somos um dos piores países em educação (PISA). Os últimos resultados publicados mostram que entre 70 países avaliados o Brasil atingiu a vergonhosa pontuação a seguir:

  • Leitura: 59ª posição entre 70 países
  • Ciências: 63ª posição entre 70 países
  • Matemática: 66ª posição entre 70 países

Na área de segurança pública, 62.517 assassinatos cometidos no país colocam o Brasil num patamar 30 vezes maior do que o da Europa e 100 vezes acima do Japão, entre os mais violentos do mundo

A saúde pública, infelizmente não apresenta números melhores. Faltam médicos, faltam remédios, faltam leitos, faltam equipamentos e há imensa corrupção nos setores de compras governamentais para este setor.

O transporte precisa também ser melhorado. Nos grandes centros percebe-se o verdadeiro martírio das camadas mais pobres para chegar a seu local de trabalho. Ônibus e trens sucateados ou em quantidade insuficiente frente à demanda, distâncias imensas entre a periferia e os centros ocupacionais,

E o emprego? Há emprego? Os salários são condizentes com as necessidades do trabalhador? O preparo funcional é suficiente? Cada um de nós responderá de forma muito parecida.

Frente a todos estes imensos desafios, é chegada a hora de nos unirmos. Brasileiros do Norte e Sul, Nordeste e Centro-Oeste precisam unir-se para ajudar a solucionar estas prementes questões. Homens e mulheres, negros e brancos, esquerda e direita, jovens e idosos, patrões e empregados, políticos e eleitores, ricos e pobres – em resumo, todos.

Há um risco que as posições políticas pré- eleitorais continuem após o pleito. Se isto ocorrer, D’us nos livre, podemos encomendar o requiém para a nação.

No entanto, se deixarmos de lado as paixões e nos unirmos para fazer um país melhor, mais justo, mais seguro, com educação de melhor qualidade, com saúde para todos – neste caso seguramente poderemos legar às próximas gerações uma terra vigorosa que seja verdadeiramente uma pátria para todos.

Fica a pergunta: você fará sua parte?

Print Friendly, PDF & Email